De Trabalho... tóxico, sem inspec.segur. a 3 de Dezembro de 2014 às 10:10
INTOXICAÇÕES EM CALL CENTER...um negócio tóxico!

O que aconteceu no call center da PT em Beja, intoxicação de dezenas de funcionários, é mais uma demonstração das (más) condições de trabalho suportadas pelos trabalhadores destas «fábricas do seculo XXI».
Se foi chamada uma empresa do exterior para fazer a desinfeção de um parasita que existiria no local de trabalho onde estava o serviço de segurança e saúde do trabalho da empresa?
Quem chamou a empresa para efetuar um trabalho sem competência como estamos a ver pelos resultados?
Tudo indica que aqueles trabalhadores não estão abrangidos pela vigilância obrigatória da sua saúde e segurança.
Tudo indica que aqueles trabalhadores não têm um estatuto igual aos outros trabalhadores.
Em geral são contratados a prazo ou por empresas de trabalho temporário e ganham salários muito baixos.
São mão- de -obra barata e qualificada.

Daí que os homens do negócio digam que Portugal tem excelentes condições de rentabilidade neste domínio!
É necessário e urgente fazer uma avaliação de riscos sem batota para determinar as causas da intoxicação
e, em consequência, tomar as medidas adequadas de segurança e saúde dos trabalhadores que, aliás, estão previstas na legislação.
Será que a inspeção do trabalho vai retirar as devidas conclusões e responsabilidades patronais no acidente?

(-por A.Brandão Guedes , bestrabalho, 19/11/2014)
--------------

SEGURANÇA E SAÚDE NAS FORÇAS POLICIAIS ! e na Administração Pública em geral é "assunto interno" !! sem garantias de isenção e actuação ... relativamente às condições laborais, higiene e segurança.

A questão da segurança e saúde no trabalho nas forças policiais continua a ser um problema insolúvel no Estado.
Pese os estatutos próprios destas forças, os agentes são elementos que estão ao serviço do Estado e são, assim, trabalhadores do serviço público.
No entanto, as atividades de segurança e saúde no trabalho (SST) não existem ou são relegadas para o fim da tabela.
Esta questão agravou-se recentemente ao nível da fiscalização no domínio da SST na medida em que a ACT, com a publicação da Lei 35/2014, deixou de poder fiscalizar as entidades públicas.
Pode promover, nos organismos públicos, no entanto, ações de segurança e saúde, nomeadamente ações de informação e formação!
Ora, então, quem realiza a vigilância das condições de trabalho das forças policiais?
A inspeção da PSP? Os dirigentes? O Comando Geral? O Ministério?
Tudo gente da casa. A Inspeção é o serviço, diretamente dependente do diretor nacional, que exerce o controlo interno (total)
nos domínios operacional, administrativo, financeiro e técnico, competindo-lhe verificar, acompanhar, avaliar e informar sobre a atuação de todos os serviços da PSP…( lei orgânica da PSP).

Não existem garantias neste quadro.
Aliás, neste momento coloca-se o mesmo problema para todos os organismos públicos e poder local!

A ACT não tem atualmente competência para fiscalizar o setor administrativo do Estado e autarquias que abrangem mais de meio milhão de trabalhadores!
Os problemas laborais e as condições de trabalho ficam a cargo da inspeção de cada ministério ou da Inspeção das Finanças!
Esta situação não é normal!

Portugal não cumpre o que está estabelecido a nível internacional.
Ora, este mais de meio milhão de trabalhadores têm o direito constitucional de trabalhar com condições de segurança e saúde!
As diretivas europeias e as convenções da OIT assinadas por Portugal reconhecem este direito ao pessoal do Estado, quer seja policial ou não!


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres