Ditadura e imperialismo ultracapitalista: hipocrisia e terror

Sauditas e Wahhabitas – Mil e uma noites de hipocrisia e terror*  (-por A.Santos)

   Os estado-unidenses têm uma forma curiosa de lidar com a morte. No velório, em vez do pranto e das assoadelas, escuta-se o álbum favorito do falecido e contam-se anedotas sobre a sua vida.   E o cemitério, que dificilmente um português escolheria para um agradável piquenique, é, para o americano, apenas um relvado: sem cruzes tétricas nem largos lutos, nem nada de lúgubre até onde a vista alcança.   E no entanto, nem os mais pronunciados matizes da cultura, nem os sempre complexos rendilhados da língua, explicam o singular critério de Barack Obama para a morte de outros chefes-de-estado.  
     Lembro-me por exemplo dos termos de Obama, em 2013, aquando da morte do presidente Hugo Chávez: «A Venezuela entra num novo período da sua História; os EUA continuarão a patrocinar medidas que promovam a democracia e o respeito pelos direitos humanos».   Já no passado dia 27 de Janeiro, o falecimento do Rei Abdullah da Arábia Saudita mereceu todo um outro tipo de considerandos. A delegação fúnebre dos EUA incluiu figuras de topo como o Secretário de Estado John Kerry, o Director da CIA John Brennan, o Comandante do Comando Central Lloyd Austin e o chefe dos republicanos John McCain.   Para Obama, que encurtou a sua visita à Índia para «homenagear» o rei defunto, «não seria esse o momento para falar de direitos humanos». Afinal, segundo o presidente galardoado com o Nobel da paz, Abdullah foi um «reformador», que malgrado «modesto» nos seus esforços, contribuiu para a «estabilidade regional».   Outros foram mais longe: David Cameron (1ºMin.RU), elogiou o monarca pelo seu «esforço para a compreensão entre fés»; Christine Lagarde (FMI), não corou ao chamar-lhe «forte defensor das mulheres, embora discreto» e Ben Rhodes, o Conselheiro para a Segurança Nacional dos EUA, declarou que «os sauditas são essenciais para deter a barbárie das decapitações pelo Estado Islâmico». O Presidente de Israel, Rivlin, disse que «as suas sábias políticas contribuíram muito para a nossa região e a estabilidade do Médio Oriente».   Hollande e Fabius (Fr.) deslocaram-se a Riade para prestar tributo ao rei saudita e à «sua visão duma paz justa e duradoira no Médio Oriente»– visão bem patente na Síria.
     A Arábia Saudita nunca foi alvo das grandes campanhas mediáticas e políticas contra o fundamentalismo islâmico. Porque a verdadeira questão é outra. A Arábia Saudita e o seu «capitalismo avançado»  (International NYT, 24.1.15) estão do mesmo lado da barricada que Obama, Hollande, Cameron e o sionismo.   É a hipocrisia sem limites dos chefes imperialistas.
     Direitos humanos na Arábia Saudita.  Na verdade, o processo judicial do Estado Saudita é uma cópia do seguido pelo Estado Islâmico: só em Janeiro de 2015 o Reino da Arábia Saudita decapitou 16 pessoas. Nesta monarquia absoluta onde o Corão é a constituição, pelo que a interpretação da lei islâmica (sharia) aplica-se mediante cortes de mãos e de pés, apedrejamentos e chicotadas. A Ulema, um grupo de clérigos sunitas bárbaros, controla todos os aspectos da vida, do sexo à higiene passando pela alimentação e pela leitura, impondo uma estrita segregação sexual que proíbe homens e mulheres de frequentarem os mesmos espaços. As mulheres sauditas não podem conduzir nem passar pelas portas usadas por homens, estão obrigadas a ter um «guardião» do sexo masculino e não podem estudar, viajar ou casar sem a sua autorização. Se uma mulher saudita violar a segregação sexual e entrar em contacto com um homem fora do seu círculo familiar, é julgada por adultério e prostituição, crimes castigados com a morte.     Na própria semana em que Obama foi render tributo aos reis sauditas, Layla Bassim, uma mulher birmanesa, foi decapitada em público na cidade de Meca. Enquanto Obama falava, Raif Badawi, recebia as primeiras de 1000 chicotadas por criticar o governo num blog. Na ditadura saudita, não existem quaisquer direitos democráticos ou liberdade de expressão e opositores como Badawi são perseguidos, torturados e executados.  
     A História de um Estado-Cliente.   Mas o Estado Islâmico e a Arábia Saudita têm em comum algo mais importante que as decapitações: os EUA. Uma ligação que recua ao colapso do Império Otomano, quando os britânicos instalaram ao leme da região uma família de latifundiários sunitas, os Saud. Arábia Saudita significa literalmente a Arábia dos Saud, a família que ainda hoje é proprietária do país e cujos cerca de 7000 príncipes ocupam, com autoridade absoluta, todas as posições do Estado. Mas Muhammad bin Saud, o fundador do primeiro Estado saudita, não impôs apenas o nome e a descendência ao novo país: também cunhou a religião. Para conquistar o território, bin Saud estabeleceu um pacto com os seguidores do Wahhabismo, a corrente ultra-reaccionária do islamismo sunita que hoje dita a lei na Arábia Saudita e também no Estado Islâmico. 
      Nascido para servir o imperialismo britânico, cedo os EUA compreenderam a utilidade deste cliente reacionário e avesso a todo o progresso social:  nos anos 70, os sauditas armaram, a mando da CIA, os Taliban e a Al-Qaeda para derrubar o Estado afegão; na primeira Guerra do Golfo, em 1991, deram estacionamento a meio milhão de tropas americanas; mais tarde, em 2003, as bases sauditas permitiram 286 000 ataques aéreos contra o Iraque. Peça central para o avanço do imperialismo no Oriente Médio, a Arábia Saudita compra anualmente aos EUA 30 mil milhões de dólares em armas.     Em contrapartida, exporta fundamentalismo religioso, petróleo barato e desestabilização política. Neste negócio perigoso e de corolários tão volúveis como a Jabhat Al-Nusrah, a Ahrar ash-Sham e o próprio Estado Islâmico, quem perde sempre são os povos. Da Chechénia, da Bósnia, a da Líbia, da Síria, do Iraque ou do Afeganistão.


Publicado por Xa2 às 07:40 de 10.02.15 | link do post | comentar |

6 comentários:
De Terrorismo Islam e cumplicidade Ocident. a 21 de Abril de 2015 às 11:32

O fanatismo wahhabita e o paradoxo saudita

17/04/2015 por João Mendes

----- Radical Islam

O fundamentalismo islâmico é-nos muitas vezes vendido como um fenómeno circunscrito a meia dúzia de organizações, das quais a Al-Qaeda e mais recentemente o Estado Islâmico parecem ser as principais embaixadas onde tudo começa e acaba.
Por várias vezes, o João José Cardoso chamou neste espaço a atenção para diferença entre a generalização que se faz do radicalismo islâmico e o wahhabismo, a interpretação mais radical e opressiva do fanatismo religioso que tem na acção das organizações referidas a sua máxima expressão.
O financiamento, esse, chega em quantidades industriais da Arábia Saudita,
destacado parceiro comercial do Ocidente moralista repleto de Charlies que gostam de aparecer mas que na realidade se estão nas tintas para o alto patrocínio que o regime de Riade disponibiliza para os criminosos que erguem o Corão em nome da destruição arbitrária.

Vem isto a propósito do recente atentado terrorista que culminou na destruição da cidade milenar de Nimrud, no Iraque, que muitos historiadores defendem ser o berço do primeiro Estado da humanidade, o império Assírio.
As imagens chocam e à primeira vista parece-se tratar-se de barbárie gratuita. Nada disso: é o wahhabismo em todo o seu esplendor.
É que para além da estratégia de marketing dos vermes do Estado Islâmico, que procura chocar e despertar o medo por via da violência e da destruição com requintes de malvadez,
existe a questão religiosa, e os radicais wahhabitas não toleram a possibilidade de existência de outros deuses ou objectos de culto.
Daí a necessidade imperiosa de arrasar toda e qualquer referência a outras entidades divinas que não a sua.
Tal como fizeram os talibãs com os Budas gigantes de Bamiyan.
O objectivo é reescrever a história e destruir a identidade dos hereges.

É no entanto interessante verificar a contradição apontada por Diogo Vaz Pinto no jornal I, quando refere que o mesmo Estado de onde jorra financiamento para a escumalha fanática
tem vindo a arrasar locais históricos e sagrados nas cidades de Meca e Medina, regra geral para alimentar a grande máquina da construção civil saudita.
Onde outrora existiam locais de culto existem hoje hotéis e centros comerciais.
Pior que esse monte de esterco que é o Estado Islâmico só mesmo o regime saudita que
queima bruxas na fogueira, apedreja bloggers, financia fanáticos e
ainda consegue a proeza sacrificar lugares sagrados para construções “profanas” sem que tal provoque a irá dos fanáticos que financia.
Tudo isto perante a passividade do moralismo hipócrita do Ocidente.
política internacional.

-----: política internacional, Arábia Saudita, Diogo Vaz Pinto, fanatismo, islão, wahhabismo

----

Crónica muito clara e circunstanciada.
Contudo, discordo em absoluto da última frase :
“Tudo isto perante a passividade do moralismo hipócrita do Ocidente”.
De facto meu caro João Mendes o ocidente está metido nesta história sem qualquer tipo de passividade e ligado aos interesses do petróleo
que o fazem aparentemente “assobiar para o lado”.
A ajuda americana à Al Qaeda de Bin Laden na luta contra os Russos e o proteccionismo que os mesmos americanos executam com tanto velo à Arábia Saudita,
é a prova em como uma parte do Ocidente, está metida até ao pescoço nesta andança criminosa.
A parte Ocidental que assiste com passividade é a Europa, mas isso é porque os seus políticos não têm coluna vertebral, nem princípios, nem valores.
----

Não me recordo de qualquer repreensão por parte dos EUA aos fanáticos sauditas.
Pelo contrário, trata-se de uma amizade de longa data…

----
Por isso é que postura ocidental ( EUA, UE, ...) vai muito para além da passividade a que alude.

Estes actos que tão bem relata, indicam-nos que estamos perante um conluio CRIMINOSO (porque falamos de crimes contra a Humanidade).
Se quiser, como se diz em português … “Tão bom é o que rouba como o que fica à porta”.
A passividade, quanto a mim, é outra coisa, bem mais “soft”.
ser demasiado simpático para com a situação. Cumplicidade talvez seja mais objectivo.
----
“Se estão nas tintas para o financiamento”? ... e os conselheiros, analistas, consultores, etc ingleses e americanos que dominam as “monarquias” do golfo ?


De Acordo gr. capital e classe dirigente. a 10 de Fevereiro de 2015 às 11:55
---Argala
... vai rebentar, entre o regime saudita e um ressurgimento islâmico que vem de baixo. E a malvada da luta de classes mete-se de permeio nesta contradição que dava um belo texto com o título: "Haram para os ricos, shariah para os pobres" - uma coisa para escrever quando tiver paciência.

Dois exemplos concretos para mostrar como funciona a contradição. O juro (riba) é proibido na banca islâmica, a sua proibição está nos versos do Corão (lei fundamental) que são óbvios para toda a gente, não há dúvidas absolutamente nenhumas na sua aplicação prática porque estão nas narrações e tradições do profeta (hadith). Contudo, como isto seria uma medida em benefícios dos mais pobres, não é aplicada e passa-se por cima dela como se nada fosse. Quanto à questão das mulheres ao volante, é simples: não existem nem versos do Corão, nem narrações ou tradições do profeta que sequer possam indiciar ou das quais se possa inferir que uma mulher não pode conduzir - a justificação da fatwa é feita com argumentos muito frágeis e às vezes patéticos, baseados nas "consequências negativas".. mas como são as famílias mais pobres que mais sofrem com estas palhaçadas, passa. O que acontece, para resumir, é que os aspetos mais cavernosos do Corão e das tradições do profeta são agigantados e exacerbados num autêntico festival de demência que serve apenas para esconder as suas próprias contradições (que mais tarde ou mais cedo vão estalar).

--------C. Carapeto:
...a Arábia Saudita é um Estado monolítico, quer em termos religiosos quer em termos étnicos. Muito diferente do Irão portanto.

Segundo; o sistema politico na Arábia Saudita sustenta-se em dois vetores fundamentais,
mantém o povo subjugado a um obscurantismo inveterado que não conhece mais nada que a religião, e depois
exerce uma brutal repressão contra quem ouse contestar os dois poderes oficialmente estabelecidos, Deus e o Rei, que não se podem pôr em causa.

Sabes que existem milhares de presos políticos na Arábia Saudita? Mas por cá ninguém fala nada nisso. Há um advogado que foi condenado a 40 anos de prisão por ter denunciado essa situação.

Portanto, qualquer alteração do regime nas atuais condições só podem vir de fora.

Tal não interessa aos Americanos, que estão mais preocupados em defender uma mulher que cometeu adultério no Irão que os perseguidos por motivos políticos, quer na Arábia Saudita quer em qualquer outro país da região governado por petro/ditaduras.
Que foi o caso quando dos tumultos no Bahrein. Os médicos e os enfermeiros que trataram os manifestantes feridos nos protestos foram condenados entre 15 e 25 anos de prisão. Alguém denunciou ou contestou isso cá no Ocidente? Não!

Outro caso que prova a dualidade hipócrita dos países Ocidentais perante a chamada defesa dos direitos humanos.
----
http://www.globalresearch.ca/why-does-the-u-s-support-saudi-arabia-a-country-which-hosts-and-finances-islamic-terrorism-on-behalf-of-washington/5398408
Ou este que fala na OTAN e na maior parte dos países árabes do golfo
http://www.odiario.info/?p=3521
----
A Arábia Saudita nunca foi alvo das grandes campanhas mediáticas e políticas contra o fundamentalismo islâmico.
Porque a verdadeira questão é outra. A Arábia Saudita e o seu «capitalismo avançado» estão do mesmo lado que Obama, Hollande, Cameron e o sionismo.
A hipocrisia sem limites dos chefes imperialistas revela algo importante: o racismo e a islamofobia que de forma cada vez mais aberta é promovida na comunicação social é – tal como o anti-semitismo – apenas uma arma das classes dirigentes para dividir os trabalhadores e povos e para os arregimentar às suas políticas de guerra, exploração e rapina.
Os elogios a Abdullah mostram que não há «choque de civilizações» quando se trata de arranjar acordos entre o grande capital e garantir a continuidade dos seus chorudos lucros. Poderão existir choques de interesses.
E se algum dia a classe dirigente saudita decidisse seguir outro rumo, então sim ouviríamos falar dos crimes e pecados da sua ditadura e todo o arsenal imperialista – dos mísseis Cruzeiro às agências de notação, dos drones às pseudo-ONG – cairiam sobre a Península.
E se, 'pior' ainda, o povo saudita se erguer para varrer a sua corrupta e serventuária classe dirigente, virão as campanhas imperialista


De Pacto gr. capital- ditadura - media. a 10 de Fevereiro de 2015 às 12:26
---C.Carapeto:

Excelente artigo de pedagogia informativa, devia servir como um guia prático para quem está interessado em desmascarar a aparente "inocência" do capitalismo na colaboração, apoio e sustentação dos regimes mais déspotas e retrógrados que ainda hoje existem à face da terra

A Arábia Saudita é governada (e sempre foi) por uma monarquia/ditadura estilo medieval em que tudo no país gira em volta da religião e de uma realeza auto proclamada que controla os destinos da população sem obedecer a qualquer lei. Tudo é decidido à vontade do soberano e dos familiares que o rodeiam. Nada absolutamente nada mesmo pode existir fora dessa relação.

Um país que todas as sextas feiras decapita cidadãos na praça publica em ritos medievais com populações eufóricas a assistir.

Onde mulheres, homens e crianças são chicoteados e decepadas mãos e dedos também em publico.

Em que os acusados não têm direito à defesa, as sentenças são proferidas de forma unilateral por os tribunais religiosos sem direito a recurso.

A “democrática “ civilização Ocidental que ofertou o Nobel da Paz a uma jovem vitima da violência por si produzida permite a um ancião octogenário casar com uma criança de doze anos.

O país com as maiores reservas petrolíferas, mas onde a pobreza extrema prolifera, os pobres e os mendigos são retirados à força das cidades para campos de concentração no deserto.

Todos os dias se juntam milhares de famintos à porta do palácio real para receberem as sobras da corte.

Como é possível estas coisas passarem despercebidas aos arautos da democracia, aqueles que se arrogam intransigentemente os verdadeiros guardiões da defesa dos direitos humanos?

O Wahhabismo é o Islão oficial do reino Saudita, é a corrente religiosa mais fundamentalista e fanatizada do Islamismo.
Tem sido a Arábia Saudita a principal fonte de financiamento dos grupos extremistas que surgiram até este momento.

As guerras religiosas que hoje se espalham desde África, Mediterrâneo até ao território da China (síndroma Afegão) todas elas têm a chancela financeira da Arábia Saudita.

Mais; o avanço Wahhabita na Ásia Central após o desaparecimento da URSS foi uma coisa espantosa. Alguns exemplos;
em meados da década de 90 existiam 17 mesquitas e 19 igrejas ortodoxas no Tadjiquistão , atualmente existem as mesma 19 igrejas ortodoxas e quase 3 000 mesquitas.

Em 1999 já existiam mais de 50 000 mesquitas em funcionamento no espaço da ex- URSS, milhões de Corões foram distribuídos , centenas de Centros de Estudos Islâmicos foram construídos tudo com o apoio financeiro da Arábia Saudita.

Ora esta situação não podia de forma alguma passar despercebida aos países Ocidentais,
que entretanto não se cansam de agitar o espantalho da falta de democracia, na Venezuela, Bielorrussia, Zimbabue, Russia, China, Coreia do Norte. ...


De CIA+Mossad+... fomentam Terrorismo a 18 de Fevereiro de 2015 às 12:22
Presidente do Sudão acusa a CIA e a Mossad de estarem por detrás do Estado Islâmico e do Boko Haram

O presidente do Sudão denunciou, numa entrevista ao “Euronews”, que a CIA norte americana e a Mossad israelita estão por detrás dos grupos ISIS (Estado Islâmico) e Boko Haram.

Falava depois do ISIS ter publicado um vídeo sobre a execução de 31 cristãos coptas na Líbia, um acto que levou o Egipto e o Sudão a responderam com ataques Aéreos contra a zona onde Al-Bashir disse ao jornalista:
“Disse que a CIA e a Mossad estão por detrás destas organizações; nenhum muçulmano seria capaz de realizar tais actos.”

O Boko Haram raptou 300 raparigas de uma escola na Nigéria no ano passado e mais recentemente reivindicou a responsabilidade pelo massacre em Baga, no nordeste da Nigéria, avisando que os assassinatos que se veem nos vídeos são apenas “a ponta do iceberg”.

O ISIS matou milhares de pessoas do Iraque e Síria no seu ataque sangrento e que dava o seu apoio ao esperado combate violento contra eles em resposta

Esta declaração foi feita depois do dirigente do Hezbollad do Líbano afirmar que a CIA e a Mossad estavam por detrás do grupo extremista, de acordo com a Associated Press.

Já em Janeiro, o presidente da Câmara da maior cidade turca, Antara, que a Mossad estava envolvida no massacre contra o Charlie Hebdo, cometido por militantes islamitas.
Explicando a teoria da conspiração sugeriu que Israel esteve por detrás porque queria criar inimizade contra o Islão,
segundo o Finantial Times reportou (ver também o caso do jovem do ISIS que em gravação em lágrimas se desculpou).

A discussão alargou-se e o Presidente foi confrontado com o relatório do Human Rights Watch
denunciando que mais de 200 mulheres e raparigas foram violadas por tropas sudanesas num assalto a Dabit, no norte da cidade de Darfur, que a organização diz ter ocorrido em 30 de Outubro.

Segundo o Euronews, o presidente desmentiu o relatório dizendo que essa questão tinha sido transmitida pela Rádio Dabanga, hostil ao regime e fundada por um israelita.

A entrevista completa com al-Bashir vai poara o Ar, amanhã, 4ª f.

(-por António Abreu ,17/2/2015, Antreus)


De USA, Israel e ... criam orgs Terroristas a 23 de Fevereiro de 2015 às 11:49
Gen. Clark denuncia que foi Israel que criou o Emirato Islâmico (Daesh)

O general Wesley Clark que foi comandante supremo da NATO declarou à CNN que o Emirato Islâmico (ou Estado Islamico da Siria e Iraque, org. militar terrorista apoiado tb por sunitas da Arábia ...), também conhecido por Daesh, foi criado pelos "nossos amigos, pelos nossos aliados para derrotarem o Hezbollah" (partido armado Libanês, apoiado pelos chiitas do Irão).
Conhecida a posição de Clark, sabe-se que ele se refere a Israel e não a outros países

Já há mais de treze anos que este general é porta-voz de um grupo de oficiais das forças armadas dos EUA que se opõem à influência que Israel estará a ter sobre a reconfiguração imperialista do Médio Oriente.

Exprimiu anteriormente a oposição da ida de tropas para o Iraque e às guerras conduzidas contra a Líbia e contra a Síria.

https://www.youtube.com/watch?v=QHLqaSZPe98#t=31

(- por António Abreu , Antreus, 22/2/2015)


De Libertar ESCRAVOS trabalhadores! a 26 de Fevereiro de 2015 às 09:22
Caros amigos,

Milhares de operários estão aprisionados em condições de trabalho desumanas no Catar sem conseguir voltar para casa. Uma empresa norte-americana pode ajudar a libertá-los. Podemos fazer sua presidente agir ao levar o horror da escravidão para a cidade onde ela mora. Junte-se ao apelo:

assine a peticao

Forçados a trabalhar sob o sol escaldante do deserto, sem direito a comida ou água e proibidos de voltar para casa, milhares de homens estão no Catar como verdadeiros escravos modernos. Podemos ajudar a libertá-los.

No ano passado, uma pessoa morreu a cada dois dias na construção de um mega-projeto de um bilhão dólares para a Copa do Mundo de 2022 no Catar. A maior parte do projeto é administrada por uma empresa norte-americana, cuja presidente mora em uma cidade pacata no estado de Colorado, EUA. Se mais de 1 milhão de nós nos unirmos em prol da liberdade, podemos confrontá-la com nossas vozes toda vez que ela sair de casa até que ela faça alguma coisa.

Esta mesma tática forçou a rede de hotéis Hilton a proteger mulheres contra o tráfico sexual em questão de dias. Assine essa petição urgente para ajudar a libertar os escravos modernos do Catar:

https://secure.avaaz.org/po/bloodiest_world_cup_loc/?bSmLncb&v=54334

O programa de trabalhadores convidados do Catar é a raiz do problema. Trabalhadores do Nepal e Sri Lanka são enganados com promessas de bons empregos, mas quando chegam no país os empregadores confiscam seus passaportes e os forçam a trabalhar longas horas, sob um calor de 50 graus, sem nenhuma possibilidade de fuga.

CH2M Hill, a empresa norte-americana, coloca a culpa em prestadores de serviços locais e nas leis do país, mas é o rosto público das obras da Copa. A presidente da empresa pode e deve assumir um papel para garantir que não teremos mais sete anos manchados pela morte de operários. Ela poderia até mesmo ameaçar a retirada de seus negócios do país se o sistema não mudar.

A CH2M Hill tem o dever de ajudar a acabar com essa escravidão moderna. Nossa petição pode persuadir CH2M Hill a vir a público, o que pode levar outras empresas a exigir que cada trabalhador seja livre para voltar para casa quando quiser. Clique abaixo para assinar a petição: quando alcançarmos 1 milhão de assinaturas, nossa mensagem será enviada diretamente à Jacqueline Hinman, CEO da CH2M Hill, quantas vezes forem necessárias.

https://secure.avaaz.org/po/bloodiest_world_cup_loc/?bSmLncb&v=54334

Um clamor global na hora certa pode salvar milhares de vidas. Quando a rede de hotéis Hilton não estava seguindo regras para proteger mulheres e crianças contra o tráfico sexual em seus estabelecimentos, a equipe da Avaaz bateu na porta da casa do CEO com uma petição. Em questão de dias, a política da rede de hotéis mudou. Vamos fazer isso mais uma vez.

Com esperança,

Emma, Nell, Mais, Ricken, Alice e toda a equipe da Avaaz

Mais informações:

Copa do Catar em 2022 já é desastrosa: 1200 operários mortos (Exame)
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/copa-do-catar-em-2022-ja-e-desastrosa-1200-operarios-mortos

Copa do Mundo do Catar: 400 nepaleses mortos em obras desde que o país ganhou a proposta (Carta Capital)
http://www.cartacapital.com.br/internacional/copa-do-mundo-do-catar-400-nepaleses-mortos-em-obras-desde-que-o-pais-ganhou-a-proposta-4680.html

Estudo critica modo de contratação de estrangeiros no Catar (G1)
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/estudo-critica-modo-de-contratacao-de-estrangeiros-no-catar.html

Revelado número de trabalhadores mortos da Copa do Mundo de 2022 (em inglês) (The Guardian)
http://www.theguardian.com/world/2014/dec/23/qatar-nepal-workers-world-cup-2022-death-toll-doha

Rumo a uma Copa do Mundo melhor (em inglês) (Human Rights Watch)
http://www.hrw.org/sites/default/files/reports/qatar0612webwcover_0.pdf

A Avaaz é uma rede de campanhas global de 40 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas nacionais e internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas...


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