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De Renegociar a dívida: PTuga diz não... a 2 de Fevereiro de 2015 às 14:21
Os contos de crianças explicados a um mitómano

A agência Bloomberg - em editorial intitulado “ Os esquerdistas malucos da Grécia têm uma boa ideia” – defende a recuperação económica da zona euro através do alívio da dívida dos países mais atingidos pela crise;

No editorial - Greece's Agonized Cry to Europe- o New York Times avisa a Alemanha " e outros países europeus" que deve perceber a mensagem vinda das eleições gregas e persistir no erro será mau para a Grécia mas, sobretudo, perigoso para a União Europeia;

Ainda no New York Times, Paul Krugman escreve um artigo ( Ending Greece's Nightmare) que o plano económico do Syriza é mais realista que o da troika que classifica como "uma fantasia" Krugman defende mesmo que o programa do Syriza devia ser mais radical;

Na Deutsche Welle, estação de rádio e televisão alemã, pode ler-se um artigo de opinião assinado por Jasper Sky ( Solidarity with Greece makes economic sense)que aconselha a Alemanha a ser solidária com a Grécia e os países do sul e acusa a Alemanha de ser antidemocrática, por não aceitar o resultado das eleições gregas;

Também o governador do Banco de Inglaterra critica a política de austeridade imposta pela troika e alerta que a recusa de os países ricos em ajudarem os países pobres, arrisca mergulhar a Europa numa nova década perdida

Entretanto, por cá, o emérito economista Passos Coelho -que tirou um curso por correspondência aos 40 anos - diz que o programa do Syriza é um conto de crianças.

Para tornar tudo mais claro anuncia a recusa em participar numa conferência euopeia sobre renegociação da dívida, proposta por Tsipras, acolhida de imediato pela Irlanda e encarada como uma hipótese interessantes pela França e pela Itália.

Já não se trata apenas de subserviência. É o reconhecimento de que se vendeu à Alemanha e os portugueses são meros empecilhos que o atrapalham.

(-por Carlos Barbosa de Oliveira, Crónicas do rochedo, 31/1/2015)


De "Acabaste de matar a troika" ! a 2 de Fevereiro de 2015 às 15:15


Dijsselbloem ao ministro das Finanças grego (Y. Varoufakis): "Acabaste de matar a troika"

(por Susana Salvador, DN,31/1/2015)

O líder do Eurogrupo alertou o novo governo grego para o risco de ignorar os acordos passados, tendo ouvido do ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, que Atenas não está disposta a trabalhar com uma troika "periclitante"

"Acabaste de matar a troika." Terão sido estas as palavras de despedida do chefe do Eurogrupo, Jeoren Dijsselbloem, ao ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, quando lhe apertava a mão no final de uma tensa conferência de imprensa, após um encontro de meia hora em Atenas.
Varoufakis, segundo a sua equipa citada pelo jornal Protothema, respondeu apenas: "Wow."
Na versão do Eurogrupo, a mensagem de Disselbloem tinha contudo sido outra: "Isto foi um grande erro."

Momentos antes, aos jornalistas, o ministro tinha dito que a Grécia não tem "nenhum plano para cooperar com a missão da troika" e que não vai solicitar qualquer extensão do plano de resgate, que expira no final de fevereiro.
Do outro lado, o holandês Dijsselbloem recusara a ideia de uma conferência sobre a reestruturação da dívida e deixou também um aviso: "Ignorar os acordos não é um bom caminho a seguir."


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