De Desgoverno anti-Constit. anti-Econ, ... a 2 de Junho de 2014 às 12:49
O TC salva, o governo destrói

• João Galamba: O TC salva, o governo destrói:

«(…) Imediatamente após a apresentação do orçamento do Estado, em Outubro de 2013, os indicadores económicos começaram a degradar-se.
O crescimento (em cadeia) continuou positivo até ao final do ano, mas desacelerou fortemente.
E, no 1º trimestre de 2014, aconteceu o óbvio: o PIB caiu -0.7%.
A retoma foi possível quando a austeridade foi travada;
a retoma desapareceu quando se voltou a insistir no caminho da austeridade.

Ainda não sabemos os detalhes da austeridade que aí vem.
Só sabemos que, com este governo e com as políticas que têm sido seguidas, o que aí vem não é seguramente o crescimento do PIB e do emprego.

O TC pode proteger-nos de alguns excessos deste governo, mas não nos salva dele.»

⇒ Miguel Abrantes à(s) 2.6.14 Camara Corporativa


De DesgoverDireita: neoliberal, totalitário a 4 de Junho de 2014 às 09:58

De regresso ao absolutismo

(-3 de Junho de 2014, ValupiVal, http://aspirinab.com/ )


O ataque do PSD e CDS à Constituição já era uma promessa em 2010, isto para ficarmos por uma memória recente.
É um ataque ideologicamente legítimo, como qualquer outro que venha de outros quadrantes e entidades políticas.
Mas a estratégia não foi levada às urnas em 2011.

Também fora da decisão dos eleitores ficou a estratégia do empobrecimento, vocalizada apenas avulsamente e baixinho em 2010.
PSD e CDS optaram por mentir em todas as matérias onde viam que poderiam perder votos.
Ao mesmo tempo, sabiam que o Memorando era a desculpa perfeita para terem carta branca numa tentativa de revisão constitucional sem necessidade de obter dois terços de aprovação no Parlamento.
Estão a cumprir zelosamente o plano, pois ainda não apresentaram um Orçamento isento de ilegalidades constitucionais.
Algumas têm recebido cobertura do próprio Tribunal Constitucional.

Esta actual investida da direita contra o órgão de soberania sem o qual a Constituição será apenas letra morta tanto pode ser uma manobra retórica para embrulhar mais um aumento de impostos como até poderá ser o início da antecipação das legislativas,
aproveitando a crise socialista para ir a eleições nas melhores condições possíveis:
com o PS ainda nas mãos de um Seguro completamente descontrolado e sem qualquer credibilidade.

PSD e CDS cavalgaram radiantes o tigre populista quando atiçaram durante anos a Grei contra os “corruptos” socialistas
que dominavam o aparelho de Estado e pervertiam a moral e os bons costumes.
Era preciso acabar com as fundações, os motoristas e as viagens de avião em 1º classe.
Era preciso que os socialistas, esses vírus, fossem metidos nas prisões pois os males do mundo vinham deles e só deles.
Chegados ao poder, desfrutando de uma situação onde se escudam na invasão estrangeira e contam com a cumplicidade activa do Presidente da República,
e em que nem sequer a oposição consegue ter uma qualquer bandeira para agitar,
o inimigo passou a ser o Tribunal Constitucional e os seus procedimentos democráticos.

Passos, Portas e Cavaco podem parecer políticos medíocres, mesmo decadentes, com percursos e atitudes caricatos e/ou desprezíveis, tantas as mentiras e contradições.
Mas são eles que mandam no País.
E, se conseguirem vergar o Tribunal Constitucional, se conseguirem organizar manifestações ou mesmo agressões contra os juízes, o absolutismo (totalitarismo, fascismo) estará factualmente de volta.
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Fontes políticas ... de notas falsas
... ...
Por estes dias, em plena crise do PS e em pleno ataque do Governo ao Tribunal Constitucional, como acontece sempre em momentos de maior nervosismo político, vários protagonistas e actores políticos querem “meter na imprensa” as suas histórias. Ou as suas versões dos factos.

Porém, na maior parte dos casos, o que se constata é que fazem da imprensa e dos jornalistas apenas o amplificador das suas mensagens, o altifalante das suas convicções, os transmissores das suas opiniões, os moços dos recados das suas intenções.

É curioso verificar como, apesar de tudo, ainda há quem consiga dar a golpada e usar a imprensa para publicar informação que, na maior parte dos casos, é apenas tralha para confundir as pessoas e espuma encardida sob a forma de notícia.

Há expressões ou palavras facilmente identificáveis nesses textos. Deixaram uma marca. Ficam impressas as marcas digitais das “fontes” que tentaram (e conseguiram) vender essas “notícias”.

As fontes podiam ser mais criativas, por exemplo, ao não repetirem “chavões” a vários jornalistas, sob pena de, após a publicação, todos saberem quem são uns e quem são outros. E os jornalistas deviam ser mais exigentes e fazer o seu trabalho, em vez de publicarem "sem tirar nem pôr" a história tal como lhes foi passada.

É nesses momentos que devia haver um sistema de alarme semelhante ao das caixas multibanco. Deviam ser accionados mecanismos de alerta automáticos também na imprensa. Desse modo, essas "notícias" seriam tingidas com uma indisfarçável mancha vermelha, para todos os leitores saberem que ali houve um assalto. De ética.

(- por A.C. Santos, http://diario-metafisico.blogspot.pt/ , 3/6/2014)


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