De .Cidadãos e Estados capturados. a 24 de Abril de 2015 às 12:56

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. Neste mundo GLOBAL (e domínio financeiro Neoliberal),
. já NÃO há PAÍSES ou Estados ou Soberanias (nem cidadãos livres, nem defesa do verdadeiro interesse nacional, público, da comunidade).
. Apenas há «realidades económicas» (materiais e virtuais)... :

--- Há 'novilíngua' e 'economês', economicistas e comentadores/ 'opinion makers', 'stakeholders' e ONGs, fundações e 'think tankers', marketing e propaganda, ... instabilidade e oportunidades, medo e ameaças ..., crise e desemprego, 'flexibilidade' e precariedade, ..., privatizações e concessões, parcerias pub-privadas e rentismo, 'outsourcing' e gab. estudos privados, corrupção e nepotismo/ amiguismo, ...

--- Há 'club bilderberg' e 'fórum Davos', maçonaria e 'Opus Dei', partidocracia e eurocracia, bancocracia e máfias, desgovernos fantoches (de ineptos, corruptos) e 'capatazes avençados', 'jornalistas' (comprados e/ou amordaçados) e 'spin doctors', ... individualismo e ambição, empreendedorismo e 'esquemas', accionistas e administradores, lobbies e marketing, agências de 'rating' e de 'comunicação social/RP', ...

--- Há fundos de investimento e 'offshores'/ paraísos fiscais, 'planeamento fiscal' e 'contabilidade criativa', bolsas e mercados, 'commodities' e recursos, produtos e serviços, 'actives' e 'liabilities', fraquezas e forças, perdas e lucros, custos e dividendos, 'fringe benefits' e cartões gold/platina/..., comissões e prémios, ... impostos e subsídios, OPAs e 'take-overs', clientes e fornecedores, energia e máquinas, internet e 'software', 'know how' e 'skills', ...

--- Há Empresas e sociedades, multinacionais e transnacionais, concorrência e cartelização, oligopólios e monopólios, oligarcas e plutocracia, acordos de comércio livre e de investimento, tribunais arbitrais (justiça privada) e 'acordos de cavalheiros' e de 'repartição de mercados', seguranças e exércitos privados, produção privada de moeda legal e papel-moeda, títulos de dívida e obrigações, bancos centrais e federais privados, cemitérios privados, ...

---- mas também há :
« Pensar Global e Agir Local », 'hackers' e terroristas, armamentistas e revolucionários, activistas e 'anonimous', verdes/ambientalistas e amarelos/fura-greves/ colaboracionistas, vermelhos/esquerdistas e azuis/direitistas, anarquistas e fascistas/neonazis, ...

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( Zé.T.)


De Estaticídio ou assassinato de Países. a 24 de Abril de 2015 às 16:42
---: Quando o Estado desaparece, resta a barbárie (!!!)

... Ou quando o Estado é substituído pela anarquia das seitas.

(-por Vital Moreira , 24/4/2015, http://causa-nossa.blogspot.pt/ )
http://economico.sapo.pt/noticias/estaticidio_216541.html

--- ESTATICÍDIO
Vital Moreira , 22 Abr 2015

1. O Mediterrâneo está a transformar-se num mar de náufragos que fogem da miséria, da violência e da barbárie que prevalecem em vários países na sua margem sul e da África sub-sariana.

Mas a Europa, que sofre o impacto dessa tragédia, tem muitas culpas no cartório.
Mais do que a ancestral pobreza, o que precipitou a fuga maciça do leste e do sul do Mediterrâneo
foi a insegurança, a violência e o caos económico e social provocados pela desestruturação dos Estados da região,
primeiro no Iraque, depois na Líbia, depois no Egito e na Síria,
sem esquecer a desesperança de um Estado palestiniano, sempre adiado e todos os dias inviabilizado pelo expansionismo israelita.

Sem aprender a trágica lição da intervenção militar dos Estados Unidos no Iraque, que destruiu o Estado laico,
substituindo-o por um conjunto de feudos religiosos, a Europa resolveu seguir o mesmo caminho, com a intervenção franco-britânica na Líbia e com o apoio à destabilização da Síria e do Egito,
na ilusória esperança de uma “primavera árabe” que criasse uma nova fronteira da democracia liberal,
como se esta fosse exportável à força para sociedades onde a identidade religiosa e tribal prevalece ainda sobre qualquer noção de cidadania, que é essencial à própria noção de democracia.

O resultado, porém, foi a destruição do Estado,
que é o único garante da segurança em sociedades divididas em termos étnicos e religiosos.
Desaparecido o Estado, o que restou foram as tribos, as fações e as seitas religiosas, numa luta sem quartel entre si, no meio da violência e da barbárie.
Do vazio criado pelo “estaticídio” emergiu o “Estado islâmico” e as suas crescentes ramificações no próximo oriente e na África.

2. A tragédia dos migrantes que naufragam no Mediterrâneo é uma consequência e um sintoma de um mal maior.
A Europa não deve poupar esforços para minorar a tragédia.
Mas tem o dever de ir à raiz do problema, do qual é em grande parte responsável.
Importa, antes de mais, mobilizar todas as forças para derrotar o Estado islâmico e cortar as suas crescentes extensões pelo mundo árabe.
Em segundo lugar, há que restabelecer o Estado e a sua autoridade
(forças de segurança, exército, administração), lá onde ele foi destruído ou foi debilitado, como no Iraque, na Síria, na Líbia, no Iémen, na Somália, etc.

É evidente que na Síria a Europa e os Estados Unidos têm de optar entre esmagar o Estado islâmico ou mudar o regime de Damasco e que,
do mesmo modo, têm de optar entre a indecente complacência com Israel ou apoiar a criação do prometido Estado palestiniano.
Depois há que cuidar da estabilização económica e social, através do apoio financeiro ao desenvolvimento e do investimento e aprofundamento das relações comerciais.
Sem economia e sem trabalho não há esperança.

A Europa tem de optar decididamente pela garantia da paz, da segurança e da estabilidade económica e social nas margens do Mediterrâneo.
E isso não se faz sem restabelecer os Estados e a segurança de vida que só eles proporcionam.

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ou
Quando o Estado é reduzido ao Mínimo,
quando é Capturado por transnacionais, grupos Financeiros, oligarcas e Máfias, ...
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