De Crise do € e do social-liberalismo a 7 de Abril de 2015 às 16:43
(-Ladrões de B., 3/4/2015, post de J.Bateira --- coments:)

--- o maior problema é conseguir fazer aceitar à maioria da população, uma real alternativa de esquerda.
Ninguém olha com bons olhos um corte com o Euro.
A maioria deseja realmente mudar -porque tem uma qualquer noção, do perigo actual- mas sem alterar muita coisa, existe um conformismo paralisante.
Sair do Euro, é para a maioria, um verdadeiro salto no escuro e ninguém quer correr esse risco, sem ter uma projecção clara do que pode acontecer.
Mesmo os mais prejudicados com a actual situação, negam cair nessa hipótese de mudar radicalmente.
Medo, é a palavra mais acertada e corrente.

A solução ao alcance do PS é abrir-se à esquerda e aliar-se quer ao PCP quer ao Bloco, ou apenas a um deles.
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É incrível que os partidos tradicionais ditos de esquerda, não saibam oferecer uma alternativa real de Governo ao país.
E passam por isso a vidinha a criticarem as alternativas oferecidas pelo PS ... como se isso fosse alguma alternativa real de governo!
Qual é a alternativa oferecida pelo PCP?
Qual é a alternativa oferecida pelo BE?
Qual é a alternativsa oferecida pela CGTP /UGT aos trabalhadores?
O PS pelo menos diz que quer governar e propõe um Primeiro Ministro. Será assim tão difícil á esquerda tradicional fazer o mesmo?
Enquanto assim não acontecer, o PCP e o BE não passarão de meras muletas da "direita" para esta continuar a governar o país, a favor dos "donos do negócio" e contra os interesses de quem trabalha!

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O PSucialista não é alternativa nenhuma à 'politica' dos ,também corruptos ,PSD/CDS como sabe pelas noticias das malas de dinheiro para o mário soares(Rui Mateus) e,o outro gajo do PS q era do CA do BES-sim,o q entrava calado e, saia mudo!Noticia do diarioeconomico de set 2014!-além dum denunciante q pertenceu à CIA e bufou q a 'agencia' compra políticos de excelência europeus com malas de dinheiro...)

Pôr a CGTP ao nível duma ugt em q este secretário geral PEDIU, ao 'Doutor' Ricardo Espirito Santo a bênção para assumir os 'contróis' da ugt, nada abona para as 'alternativas' do PSucialista.Aliás,penso q o PS , juntamente com clones mais achegados à Plutocracia deveriam,pura e simplesmente,desaparecerem duma vez por todas.O seu PS, juntamente com os partidos do arco da corrupção,ooops!,(des)governação, deveriam desaparecer para NUNCA MAIS!
SÃO TÃO CORRUPTOS Q O sr.ainda tem a supina lata de defender gajos como o sócas, o rodas baixas Vitorino de macau e uma miríade de F.da P. Tenha VERGONHA NESSA CARA!!!!!!

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Um excitado Salgado Alves pergunta qual é a alternativa oferecida pelos "partidos tradicionais ditos de esquerda". No fundo está preocupado por estes não se oferecerem em mesuras ao PS, partido de esquerda nominal.

Para não variar do discurso fascista de uma certa clique, lá vem com a treta do PCP e BE "aliados" da direita, recusando a estes partidos e seus eleitores o direito de discutirem linhas programáticas diferentes das que o PS gosta de levar nos seus assaltos ao poder. Para esta gente, BE e PCO só deviam existir na medida em que servissem para manter o PS no Governo - e mesmo que este o mais das vezes vote com PSD e CDS-PP, deixe passar ou piore em questões do ADN esquerdista como o Código do Trabalho, a privatização de serviços públicos, a feitura de PPP, a afronta à Função Pública.

Como tem Salgado Alves tem dificuldade em descobrir alternativas, junto o que obtive numa rápida pesquisa na net, nesse sentido. É verdade que não achei alternativas da UGT, mas isso era o Manuel Salgado Alves a brincar connosco. Carlos Silva, que foi da direcção do PS, não informou Ricardo Salgado que ia concorrer a sg da central?

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4427595
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=764991&tm=9&layout=121&visual=49

hhttp://www.publico.pt/economia/noticia/nacionalizacao-da-banca-comercial-e-imperativo-nacional-diz-pcp-1661245

http://www.esquerda.net/artigo/bloco-prop%C3%B5e-ronda-de-negocia%C3%A7%C3%A3o-para-governo-de-esquerda/28686

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=4480176

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/bloco_propoe_discussao_de_programa_de_governo_de_esquerda_com_ps_e_pcp.html

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2879612


De " Novilíngua/ Economês fdp... bangsters" a 8 de Abril de 2015 às 17:08
Envio a análise feita por um amigo meu sobre a situação do BES/GES que eu corroboro.

[ texto em "Economês/ Novilíngua" com excrementos qb para 'bangsters' ]

"Tenho andado preocupado com esta situação do BES/ GES e as acusações dos lesados de que desconheciam o que estavam a comprar. Ora bem, estive a ouvir com toda a atenção Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Costa do BP , CMVM, etc, etc, e sinceramente fiquei esclarecido.

Fiquei a saber que houve uma take over sobre a PT, o que provocou um dawnsizing na empresa e impediu o advanced freight.
Sendo assim, o asset allocation baseado num appraial report, que é o allotment indicado, provocou um average price muito baixo, reduzindo os back to back ao mínimo.
Ora, o bid price provocou um dumping e uma floating rate incomportável com o funding previsto pelos supervisores.
Deixou, pois de existir uma verdadeira hedge, o que levou ao levantamento de hard cash em grande quantidade.
Se considerarmos que o ICVM , ao fim do período estava a deteriorar-se e os pay-out continuavam a baixar, a única solução seria o payabre to the bearer de eventuais incomes da empresa.

Voltando um pouco atrás, o pool entre Bes e Ges , fez diminuir drasticamente o portfólio dos clientes, levando inevitavelmente a um revolving credit que abrangeu a maioria dos shareholders de ambas as empresas.
Como é evidente o pricecut da Rio Forte foi inevitável e a take over sobre a mesma também.
O gross profit baixou significativamente, aumentando o grade period e o bank rate .

Só para terminar e em jeito de conclusão, creio que estamos perante uma grande quantidade de filhosdaputing, que utilizando a corrupting ao nível central e local, foram delapidanding os recursos do país
e continuam em casa riding da situação, deslocando-se de vez em quanding à Assembleia, fazer de parving os deputados e o poving em geral.
Tenho dito"


De .Pugresso Economês !!./ neo liberalês !. a 16 de Abril de 2015 às 16:26
O PUGRESSO É ASSIM

[ Horizon 2020 ; Europe 2020 ; European Commission; Innovation Union ]

Já houve tempo em que aqui no concelho de Loures se fazia louça, parafusos, detergentes, tinta para pintar paredes, coisas que como todos sabemos os "chineses" fazem agora por um quarto do preço, derivado do que temos de abraçar as novas tendências de fazer pela vida, pôr a criatividade a render, ou então estamos todos feitos ao bife. (ou ao 'befe' ... de levarmos um grande 'tabefe' !)

Assim foi com esperançosa curiosidade que li, naquele periódico mensal distribuído à borla com o Expresso, que em Loures
se está a criar um "novo paradigma de apoio à inovação e ao empreendedorismo de base tecnológica",
que basicamente é uma "forma de disrupção, criando mecanismos de crescimento empresarial a partir de
" "spin-offs"," "start-ups" e "clusters".

Tudo aquilo "com forte componente de inovação e empreendedorismo",
mais o inevitável "fomento de perfis de empresas de alto valor acrescentado",
as esplêndidas "parcerias inovação",
os cosmopolitas "mentores de internacionalização",
os competitivos "serviços coaching" e,
"last but not the least", o bendito
"seed capital" (que deve ser um capital porreiro, como aliás acontece a todo o capital que se preza).

A coisa organiza-se à volta dos "Eixos Estruturantes"
que, ao contrario do que está a pensar, não tem nada a ver com a A1 ou a A8, mas que são outros eixos completamente diferentes:
o eixo "HUB l&D ClusterLab" (do melhor que se fabrica em clusters),
o eixo "Incubadora Negócios" (que deve estar relacionado com o Aviário do Freixial), e mais uns eixos igualmente fascinantes mas de que agora não me recordo os nomes.

Enfim, e muito sinceramente, só faço votos para que a coisa corra pelo melhor, e que todo aquele esforçado e refinado neo liberalês
os ajude a conseguir abichar qualquer coisinha dos fundos comunitários que desta vez têm o nome Portugal 2020 e Horizonte 2020,
pois como é do conhecimento geral a massa a sério, essa, irá directa para os empreendedores do costume, que nem precisam de fazer "spin offs", "clusters", ou "portfolios", para que os milhões lhes caiam todos no colinho.
(deduzidas as 'comissões e prendas', claro ! )


(-- por J Eduardo Brissos,16/4/2015 , http://aessenciadapolvora.blogspot.pt/2015/04/o-pugresso-e-assim.html )


De Austeridade, eufemismos, economês, novil a 7 de Maio de 2015 às 11:46

Austeridade, o eufemismo oportunista
(-por Sérgio Lavos, 365forte, 5/5/2015)

Os anos de governação PSD/CDS foram marcados pelo uso eufemístico de algumas palavras: o newspeak criado por George Orwell em 1984, que se pode descrever como a reapropriação e recreação da linguagem comum para uso político e propagandístico. Exemplos comuns são a “requalificação”, o “ajustamento” ou a “recalibragem”.

O eufemismo mais avassalador tem sido a “austeridade”. Tomou conta da política e das nossas vidas, e a carga semântica que foi acumulando tornou-o um vocábulo tão polissémico quanto concreto, cada um de nós sabendo exactamente o que significa, o lastro que arrasta.

A “austeridade” nada pode ter de errado. Quem é austero é controlado, racional, pragmático. Historicamente, a austeridade tanto é luterana (uma vida de excessos não se coaduna com as virtudes que um deus espera dos seus crentes) como bem portuguesa. Recorda-nos Salazar e o seu “pobres, mas honrados”. Regrados, controlados. Salazar, o homem que, apesar de ter os cofres cheios de ouro, sempre viveu de forma humilde.

O eufemismo tem servido na perfeição as intenções do Governo. A austeridade precisa de culpa para ser aceite. A mensagem é clara: os portugueses que andaram a “viver acima das possibilidades” teriam de sofrer pelos pecados cometidos. E assim tem sido.

Mas o que é afinal a “austeridade”? Nada mais que uma transferência de rendimento do factor trabalho para o factor capital. O enfraquecimento do Estado Social tem avançado lado a lado com o aumento da desigualdade. Na Saúde, cortou-se até ao osso, e o caos que neste momento se vive nos hospitais públicos anda a par com o florescimento da oferta na Saúde privada e com um aumento exponencial das vendas dos seguros de saúde. Na Educação, o início de cada ano escolar tem sido marcado pela confusão, e é por isso natural que muitos pais optem por inscrever os seus filhos em escolas privadas, muitas das quais já são financiadas pelo Estado, através de contractos de associação fraudulentos. O próprio papel redistribuidor e de protecção da Segurança Social foi desvirtuado, e, ao mesmo tempo que são cortados subsídios e pensões, aumentam as transferências para as instituições particulares de solidariedade social (IPSS), herdeiras da “caridadezinha” de outros tempos. Além disso, cerca de 1000 milhões de euros do orçamento da Segurança Social são gastos em programas de inserção no emprego que não passam de subsídios directos às empresas. Neste momento, os impostos dos trabalhadores portugueses (o IRS subiu de forma imparável) estão a pagar salários no privado e a financiar a descida do IRC, contribuindo deste modo para o lucro das empresas. Transfere-se rendimento das mãos dos trabalhadores para as mãos dos patrões e dos accionistas, numa pornográfica inversão da redistribuição de riqueza que o Estado Social pressupõe.

A austeridade tem servido assim não para controlar as contas do Estado (a dívida pública dilatou-se a um ritmo acelerado), mas para desequilibrar a balança a favor de quem mais tem. É por isso normal que estes anos de austeridade tenham sido também os anos em que o fosso entre ricos e pobres mais cresceu. Sob a capa do virtuosismo cristão e abnegado, esconde-se uma história antiga. Aceitar a austeridade é aceitar que a mobilidade social e a igualdade nunca serão possíveis e que estamos condenados a não esperar mais do que aquilo que temos. A agenda da direita sempre foi essa. E os eufemismos ornamentam e fortalecem este discurso de ocultação e de propaganda.

(Texto publicado inicialmente no site do Livre/Tempo de Avançar.)


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