17 comentários:
De Estaticídio ou assassinato de Países. a 24 de Abril de 2015 às 16:42
---: Quando o Estado desaparece, resta a barbárie (!!!)

... Ou quando o Estado é substituído pela anarquia das seitas.

(-por Vital Moreira , 24/4/2015, http://causa-nossa.blogspot.pt/ )
http://economico.sapo.pt/noticias/estaticidio_216541.html

--- ESTATICÍDIO
Vital Moreira , 22 Abr 2015

1. O Mediterrâneo está a transformar-se num mar de náufragos que fogem da miséria, da violência e da barbárie que prevalecem em vários países na sua margem sul e da África sub-sariana.

Mas a Europa, que sofre o impacto dessa tragédia, tem muitas culpas no cartório.
Mais do que a ancestral pobreza, o que precipitou a fuga maciça do leste e do sul do Mediterrâneo
foi a insegurança, a violência e o caos económico e social provocados pela desestruturação dos Estados da região,
primeiro no Iraque, depois na Líbia, depois no Egito e na Síria,
sem esquecer a desesperança de um Estado palestiniano, sempre adiado e todos os dias inviabilizado pelo expansionismo israelita.

Sem aprender a trágica lição da intervenção militar dos Estados Unidos no Iraque, que destruiu o Estado laico,
substituindo-o por um conjunto de feudos religiosos, a Europa resolveu seguir o mesmo caminho, com a intervenção franco-britânica na Líbia e com o apoio à destabilização da Síria e do Egito,
na ilusória esperança de uma “primavera árabe” que criasse uma nova fronteira da democracia liberal,
como se esta fosse exportável à força para sociedades onde a identidade religiosa e tribal prevalece ainda sobre qualquer noção de cidadania, que é essencial à própria noção de democracia.

O resultado, porém, foi a destruição do Estado,
que é o único garante da segurança em sociedades divididas em termos étnicos e religiosos.
Desaparecido o Estado, o que restou foram as tribos, as fações e as seitas religiosas, numa luta sem quartel entre si, no meio da violência e da barbárie.
Do vazio criado pelo “estaticídio” emergiu o “Estado islâmico” e as suas crescentes ramificações no próximo oriente e na África.

2. A tragédia dos migrantes que naufragam no Mediterrâneo é uma consequência e um sintoma de um mal maior.
A Europa não deve poupar esforços para minorar a tragédia.
Mas tem o dever de ir à raiz do problema, do qual é em grande parte responsável.
Importa, antes de mais, mobilizar todas as forças para derrotar o Estado islâmico e cortar as suas crescentes extensões pelo mundo árabe.
Em segundo lugar, há que restabelecer o Estado e a sua autoridade
(forças de segurança, exército, administração), lá onde ele foi destruído ou foi debilitado, como no Iraque, na Síria, na Líbia, no Iémen, na Somália, etc.

É evidente que na Síria a Europa e os Estados Unidos têm de optar entre esmagar o Estado islâmico ou mudar o regime de Damasco e que,
do mesmo modo, têm de optar entre a indecente complacência com Israel ou apoiar a criação do prometido Estado palestiniano.
Depois há que cuidar da estabilização económica e social, através do apoio financeiro ao desenvolvimento e do investimento e aprofundamento das relações comerciais.
Sem economia e sem trabalho não há esperança.

A Europa tem de optar decididamente pela garantia da paz, da segurança e da estabilidade económica e social nas margens do Mediterrâneo.
E isso não se faz sem restabelecer os Estados e a segurança de vida que só eles proporcionam.

---xxx---
ou
Quando o Estado é reduzido ao Mínimo,
quando é Capturado por transnacionais, grupos Financeiros, oligarcas e Máfias, ...
----xxx---


De Nacional vs Constrangim.econ.-políticos. a 16 de Março de 2016 às 12:15

--- Nacional vs constrangimentos económico-políticos

Enquanto os portugueses tiverem fracos rendimentos (e baixa literacia e consciência política-cidadã, precariedade económica e de trabalho) 'escolherão'/ são obrigados a 'optar' pelo mais barato - nem que o produto seja de fraca qualidade, produzido por escravos e vendido por 'neo-esclavagistas' burlões que andam com o 'nacional'/ 'português' na boca e fogem aos impostos nacionais, à jurisdição nacional, ... e aos direitos laborais e Humanos.

Enquanto a banca e oligopólios/ carteis esmagarem trabalhadores, produtores e consumidores para aumentarem os seus lucros, dividendos, comissões e prémios ... aumentará a 'carga' destes (tb em impostos), a desigualdade, a pobreza para a maioria e a instabilidade social.

Enquanto cidadãos, partidos e governantes europeus (continuarem dividos em 'quintinhas' com bandeirinhas e arame farpado e) não se aliarem para exigir e redefinir as políticas comuns (económicas, incluindo: taxas de impostos, offshores, investimento, especulação, regulação de mercados, moeda, globalização, ... protecção do ambiente e recursos estratégicos), a U.E. é uma donzela gozada e explorada por lóbis (corruptores e ameaçadores) ao serviço de empresas transnacionais, de bancos, oligarcas, fundos e dinheiro sem pátria nem lei ... e os Estados, o interesse, os bens e as instituições públicas são descaradamente burlados, capturados, expoliados, enfraquecidos, desautorizados, manipulados, privatizados, roubados, ... pelos estados mais fortes e pelos poderosos privados!, seja directamente como potentados ditatoriais ou indirectamente através de organizações internacionais dominadas (Cons.Seg.ONU, FMI, BM, BCE, OMC, ...) e tratados (SME, TTIP, CETA, ...) com cláusulas 'leoninas' favoráveis aos 'piratas' e carteis de mafiosos, com seus exércitos de mercenários e sabujos jornalistas, juristas, legisladores, ... lobistas e agências.

Enquanto ... a justiça e a democracia se deixarem espezinhar e substituir por 'legalidades', por dinheiro, por oligarquias e ditaduras (disfarçadas ou não) e o cidadão/ opinião pública se deixar enganar pela publicidade e propaganda ... o caminho leva-nos para o abismo.


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