3 comentários:
De Form. superior, privatizar e expulsar a 9 de Fevereiro de 2015 às 10:09
Na minha terra a isto chama-se uma besta


(-por josé simões, derTerrorist,, 5/2/2015

Extra esforço dos pais e das famílias, os contribuintes, por interposta pessoa o Estado, gastam uma pipa de massa todos os anos com a formação de médicos, dos melhores da Europa e do mundo, a maioria para trabalhar naquele que já foi um dos melhores serviços nacionais de saúde da Europa.

Depois. os partidos que administram temporariamente o Estado – os partidos do Governo, o PSD e o CDS, resolvem "tirar o peso do Estado da economia" e pagar 30€ por dia a uma empresa de trabalho temporário que coloca os médicos nos hospitais a 15€ por dia, embolsando os outros 15€, dinheiro do contribuinte, sem que tivesse mexido uma palha em medicina.

Os médicos, formados na universidade pública, com o esforço dos pais e das famílias e com o dinheiro dos contribuintes, acham, e acham muito bem, que para ganhar o mesmo que qualquer empregada da limpeza ganha a lavar escadas e a limpar escritórios e estabelecimentos comerciais, depois de um porradão de anos a estudar medicina, mais vale ficar pelo consultório ou pela clínica privada ou então emigrar, para Inglaterra, para França, para a Alemanha, onde vão ganhar muito mais que os 15€ + 15€ que ganhariam em Portugal.

Perante a falta de médicos nos centros de saúde e nos hospitais públicos o pantomineiro que chefia o Governo da maioria PSD/ CDS que administra temporariamente o Estado – Pedro Passos Coelho, conclui que o problema reside na falta de resposta das universidades públicas e que a solução passa por abrir a formação de médicos a entidades privadas.

Ou estamos perante a anedota viva da pulga que sem patas não ouve ou na minha terra a isto chama-se uma besta.


De Avaliação professores e desAcordo Ortogr a 2 de Fevereiro de 2015 às 15:50
Acerca da competência dos professores

( http://destrezadasduvidas.blogspot.pt/2015/02/acerca-da-competencia-dos-professores.html#comment-form , 1/2/2015)
...
... ...
... E, finalmente, temos de ter em conta a lei dos números grandes:
quando submetemos tanta gente a exames, é natural que as caudas da distribuição sejam preenchidas, isto é, está dentro da distribuição normal que haja pessoas que dêem 20 erros numa frase e outras com ortografia perfeita.
Acho muito mais interessante saber se essas observações na cauda má da distribuição foram bem medidas para saber se não são fruto de erro e as pessoas têm realmente deficiências de ortografia.

Concluindo, a discussão acerca da avaliação dos professores tem sido muito decepcionante porque, mais uma vez, se insiste em faltar ao respeito às pessoas, causa-se stress na sociedade, e entra-se num ciclo vicioso que, em vez de avançar o país, o mantém num estado de permanente crise. Os nossos governantes dizem coisas irrelevantes, que não resolvem a questão principal, e que é: tendo nós um excesso de professores no sistema, temos de encontrar uma boa forma de seleccionar os melhores para continuarem no sistema. Seria bom para Nuno Crato investir nas suas qualificações leves ("soft skills") e dizer às pessoas que:

É normal que haja pessoas com muitos erros, nós não sabemos as causas dos mesmos, e não podemos concluir grande coisa sem investigar melhor os resultados.
É pena que todos os professores não possam ser contratados, mas o governo está a trabalhar para dinamizar a economia para que essas pessoas possam encontrar empregos noutras áreas.
... ...
---------------
------M.Silva:
... A formulação da famosa pergunta dos jogadores da selecção, a que mais respostas erradas teve, e o facto de se dizer no enunciado que se evacuavam pessoas não parece abonarem em favor da competência de quem fez a prova.
Como se sabe, evacuam-se os locais, não as pessoas.
------Rita Carreira:
Pode fazer sentido exigir o novo AO, mas também faz sentido perguntar quem tem mais probabilidade de dar erros de acordo com o novo AO e eu penso que, quem faz a correcção dos exames, tem uma probabilidade maior do que os professores mais jovens que estão a ser submetidos ao exame.

Eu não tenho problema com o método em si de se usar um exame para avaliar professores. Eu tenho problema em se usar resultados pontuais do exame para condenar uma classe inteira de pessoas. Está estatisticamente incorrecto e é intelectualmente desonesto.

-----C.Duarte:
(des Acordo Ortográfico na CPLP:)

Já que estamos com minudências, o AO não está em vigor e o Estado pode correr e saltar que não está.
Pela própria definição e características do Acordo, a sua vigência (ou força de lei) apenas se manifesta quando o mesmo for ratificado pela maioria dos signatários.
Ora isso não aconteceu, com os países africanos (com Angola à cabeça) (nem Brasil) a deixar bem claro que nunca o irá fazer.

Nós, por outro lado e como de costume, estamos a armarmo-nos em progressistas legais e temos um Estado que se obriga (e obriga outros) a cumprir algo que, legalmente, não existe.
Repito, o acordo LEGALMENTE não está em vigor.

Quanto à prova, não tenho nenhum problema com uma prova de acesso por parte do ME. O ME é um empregador e tem todo o direito de criar um método para seriar e seleccionar candidatos.
Sendo, no entanto, um ramo do Estado, seria preferível que o tal método fosse escolhido com a concordância dos parceiros (...).

Outra hipótese, e por muito que custe aos anti-corporativistas, é criar a tal Ordem dos Professores e limitar o acesso ao ensino público a membros da mesma.
Resultou com outras profissões e depois não podem acusar o ME de ser ele que não deixa...



De Inépcia na Prova de Avaliação de Profess a 2 de Fevereiro de 2015 às 15:56
Do pior do Crato
(Min. Educação e do desacordo Ortográfico)


«Dezenas de analfabetos que gostam de se dar ares fizeram um escândalo com o aparente excesso de erros de ortografia, pontuação e sintaxe dos 2490 professores que se apresentaram à “Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades” (PACC). Deus lhes dê juízo.

Para começar, não há em Portugal uma ortografia estabelecida pelo uso ou pela autoridade.
Antes do acordo com o Brasil – um inqualificável gesto de servilismo e de ganância –, já era tudo uma confusão.
Hoje, mesmo nos jornais, muita gente se sente obrigada a declarar que espécie de ortografia escolheu.
Pior ainda, as regras de pontuação e de sintaxe variam de tal maneira que se tornaram largamente arbitrárias.
Já para não falar na redundância e na impropriedade da língua pública que por aí se usa, nas legendas da televisão, que transformaram o português numa caricatura de si próprio;
ou na importação sistemática de anglicismos, derivados do “baixo” inglês da economia e de Bruxelas.

De qualquer maneira, a pergunta da PACC em que os professores mais falharam acabou por ser a seguinte:
“O seleccionador nacional convocou 17 jogadores para o próximo jogo de futebol (para que seria?). Destes 17 jogadores, 6 ficarão no banco como suplentes.
Supondo que o seleccionador pode escolher os seis suplentes sem qualquer critério que restrinja a sua escolha, poderemos afirmar que o número de grupos diferentes de jogadores suplentes (é inferior, superior ou igual) ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos.”
Excepto se a palavra “grupo” designar um conceito matemático universalmente conhecido, a pergunta não faz sentido.
Grupos de quê? De jogadores de ataque, de médios, de defesas? Grupos dos que jogam no estrangeiro e dos que, por acaso, jogam aqui? Não se sabe e não existe maneira de descobrir ou de responder.
O dr. Crato perdeu a cabeça. Na terceira pergunta em que os professores mais falharam, o dr. Crato agarrou nas considerações tristemente acéfalas de um cavalheiro americano sobre “impressão e fabrico” de livros.
Esse cavalheiro pensa que há “livros em que a beleza é um desiderato” (ou seja, a beleza do objecto) e outros “em que o encanto não é factor de importância material” (em inglês, “material” não significa o que o autor da PACC manifestamente julga). E o homenzinho acrescenta pressurosamente:
“Quando tentamos uma classificação, a distinção parece assentar entre uma obra útil e uma obra de arte literária”.
A obra de arte pede beleza ao tipógrafo (ao tipógrafo?), a obra útil só pede “legibilidade e comodidade de consulta”.
Perante este extraordinário cretinismo, a PACC exige que os professores digam se o “excerto” “ilustra” os dois termos de uma comparação, o primeiro, o segundo ou nenhum deles.
Uma pessoa pasma como indivíduos com tão pouca educação e tão pouca inteligência se atrevem a “avaliar” alguém.»

(-por Vasco Pulido Valente, Público,
http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/do-pior-do-crato-3694879 )


Comentar post