De Avaliação professores e desAcordo Ortogr a 2 de Fevereiro de 2015 às 15:50
Acerca da competência dos professores

( http://destrezadasduvidas.blogspot.pt/2015/02/acerca-da-competencia-dos-professores.html#comment-form , 1/2/2015)
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... E, finalmente, temos de ter em conta a lei dos números grandes:
quando submetemos tanta gente a exames, é natural que as caudas da distribuição sejam preenchidas, isto é, está dentro da distribuição normal que haja pessoas que dêem 20 erros numa frase e outras com ortografia perfeita.
Acho muito mais interessante saber se essas observações na cauda má da distribuição foram bem medidas para saber se não são fruto de erro e as pessoas têm realmente deficiências de ortografia.

Concluindo, a discussão acerca da avaliação dos professores tem sido muito decepcionante porque, mais uma vez, se insiste em faltar ao respeito às pessoas, causa-se stress na sociedade, e entra-se num ciclo vicioso que, em vez de avançar o país, o mantém num estado de permanente crise. Os nossos governantes dizem coisas irrelevantes, que não resolvem a questão principal, e que é: tendo nós um excesso de professores no sistema, temos de encontrar uma boa forma de seleccionar os melhores para continuarem no sistema. Seria bom para Nuno Crato investir nas suas qualificações leves ("soft skills") e dizer às pessoas que:

É normal que haja pessoas com muitos erros, nós não sabemos as causas dos mesmos, e não podemos concluir grande coisa sem investigar melhor os resultados.
É pena que todos os professores não possam ser contratados, mas o governo está a trabalhar para dinamizar a economia para que essas pessoas possam encontrar empregos noutras áreas.
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------M.Silva:
... A formulação da famosa pergunta dos jogadores da selecção, a que mais respostas erradas teve, e o facto de se dizer no enunciado que se evacuavam pessoas não parece abonarem em favor da competência de quem fez a prova.
Como se sabe, evacuam-se os locais, não as pessoas.
------Rita Carreira:
Pode fazer sentido exigir o novo AO, mas também faz sentido perguntar quem tem mais probabilidade de dar erros de acordo com o novo AO e eu penso que, quem faz a correcção dos exames, tem uma probabilidade maior do que os professores mais jovens que estão a ser submetidos ao exame.

Eu não tenho problema com o método em si de se usar um exame para avaliar professores. Eu tenho problema em se usar resultados pontuais do exame para condenar uma classe inteira de pessoas. Está estatisticamente incorrecto e é intelectualmente desonesto.

-----C.Duarte:
(des Acordo Ortográfico na CPLP:)

Já que estamos com minudências, o AO não está em vigor e o Estado pode correr e saltar que não está.
Pela própria definição e características do Acordo, a sua vigência (ou força de lei) apenas se manifesta quando o mesmo for ratificado pela maioria dos signatários.
Ora isso não aconteceu, com os países africanos (com Angola à cabeça) (nem Brasil) a deixar bem claro que nunca o irá fazer.

Nós, por outro lado e como de costume, estamos a armarmo-nos em progressistas legais e temos um Estado que se obriga (e obriga outros) a cumprir algo que, legalmente, não existe.
Repito, o acordo LEGALMENTE não está em vigor.

Quanto à prova, não tenho nenhum problema com uma prova de acesso por parte do ME. O ME é um empregador e tem todo o direito de criar um método para seriar e seleccionar candidatos.
Sendo, no entanto, um ramo do Estado, seria preferível que o tal método fosse escolhido com a concordância dos parceiros (...).

Outra hipótese, e por muito que custe aos anti-corporativistas, é criar a tal Ordem dos Professores e limitar o acesso ao ensino público a membros da mesma.
Resultou com outras profissões e depois não podem acusar o ME de ser ele que não deixa...



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