13 comentários:
De A.Costa ganhou PS; ratos desertaram ?. a 29 de Setembro de 2014 às 14:11

Saia um piropo para a Mesa do Rato, que o Brilhante foi ao museu

29/09/2014 por A. Vasconcelos, Aventar

Os romanos tinham um aforismo que não resisto a citar: “asinus asinum fricat”. Sem pretender insultar asininos ou políticos, quando li que o Professor Marcelo terá dito que António Costa era um dos seus alunos mais brilhantes, foi o que me disparou a memória. É que, por princípio, desconfio de “jotas” e de quem, na vida real, pouco ou nada mostrou no uso da sua formação académica. Marcelo, pelos vistos, gosta. É a ensiná-los, criticá-los ou a bajulá-los que ganha a vida.

Dir-me-ão: Ah! Mas António Costa exerceu advocacia. Dizem que começou a exercer, de facto, em 1988, numa altura em que já era deputado na Assembleia Municipal de Lisboa, com portas abertas, portanto, até porque fazia parte do Secretariado do PS. E, pelos vistos, três anos depois, já tinha abandonado por motivações políticas. Sim, a política (se vadia, tanto melhor) é bem mais saciável do que ler extensos códigos e ter que trabalhar para viver, fazendo alegações em juízo. Por alguma razão, um dos seus gurus, que também chegou a Primeiro-ministro, tenha começado a máscara de trabalhador, desenhando umas mal-amanhadas casas na Câmara da Guarda, como Agente Técnico, que era assim que se chamava na altura.

Da AM de Lisboa passou a deputado eleito na AR, o salto natural. E malgré tout, em 1993, apenas conseguiu ser vereador da Câmara Municipal de Loures. As suas funções governativas iniciaram-se numa Secretaria de Estado, foi depois Ministro dos Assuntos Parlamentares, da Justiça, foi por inerência vice-Presidente do Parlamento Europeu, para onde foi eleito deputado. Passou ainda pela pasta da Administração Interna, que abandonou para se candidatar a Alcaide de Lisboa, onde esteve até agora. Em resumo, os cargos que dão trabalho, António Costa abandona-os a meio, um pouco antes ou um pouco depois, mas sempre com tempo para auscultar as pitonisas: como Oscar Wilde, porque as tentações na política são muitas, António Costa cede-lhas depressa, mas retira-se antes do fim, na busca de mais brilho com menos trabalho. Aguentá-las, só mesmo porque dá mais trabalho ir à luta. Melhor deixar os adversários a cair de podres, é só abocanhar

Há oito anos, agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique, a sua aura parecia, de facto, condenada ao brilho dos grandes palcos da Nação. Mas continuava na Capital, ultrapassado por não menos palavrosos correligionários no topo da pirâmide socialista. Onde se cuida mais das honras privadas e jogos de poder do que do interesse nacional. Normal, por isso, o facto de, com apenas alguns anos de liderança assegurada em Lisboa, tenha escolhido o vazio socialista para empunhar a bandeira da liderança do Rato, com uma corte de arquétipos em desuso, mas que lhe renderam frutos: António Costa com a sua verborreia embandeirada é agora o líder, empurrado por dinossauros: Mário Soares, Manuel Alegre, Almeida Santos e quejandos, as fénixes renascidas pela mão envernizada (brilhante) do novo líder.

Ao brunir a vitória de António Costa, o Professor Marcelo, com a sua venalidade política, entre Gregori Iefimovitch (Rasputine) e Richelieu, está a enviar ao Secretário-Geral do PS o relato de Dioniso de Halicarnasso, depois das batalhas de Heracleia e de Ásculo. Pelo menos, Pirro soube responder àquele que lhe dava os parabéns pela vitória: “uma vitória como esta arruinou-me completamente”. Claro que isto remonta a 280 aC, onde havia mais guerreiros e menos políticos.

Nesta coisa de lendas, a vitória de António Costa pode ser mais uma vitória cadmeana: dinheiro para comprar a carteira, o Brilhante arranjou; falta saber como vai agora arrumar dinheiro para lá meter, porque, entre intrigas e sms, e mão no pêlo da cultura, noblesse oblige e dá votos, António Costa vai ter que continuar a comprar verniz, e o vil metal não abunda. Como abundam os novos inimigos

Contudo, Mário Soares pode sonhar descansado: a Sua Fundação poderá prosperar de novo quando AC for Conde Portucalense. Se for. Alcaide deixou de ser, da Olisipo. Embora vá regressar em part-time, presumo!

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Nota: Eu sei que a ideia de brilhantismo oportunista tem vários contraditórios. ...


De PS: primárias abertas aparelho e milita a 29 de Setembro de 2014 às 16:36

Primárias

(-por S.A.Correia, 29.09.14, Delito de opinião)

1. Tirando o caso da Guarda, que não serei eu a explicar, e o facto de no dia 29 de Setembro às 00:08 ainda estar a receber "sms" do queixoso, dizendo que contava comigo, vá-se lá saber porquê, os resultados correspondem ao esperado.

2. Aquilo que foi divulgado até agora não permite, penso eu, fazer a separação entre o resultado da votação dos militantes e a dos simpatizantes. Isso era fundamental para se perceber até que ponto o partido estava com o secretário-geral demissionário e estabelecer a comparação com o que se pensava fora do círculo restrito dos militantes. Não sei se será possível vir a apurar esse dado; como também ignoro se o facto dos votos aparecerem misturados ainda é o resultado de uma estratégia destinada a criar e arrastar a confusão durante três meses ou uma consequência da pressa do processo. Aproximando-se este acto do seu final, seria bom desde já repensar todo o processo das primárias. O ideal era que isso fosse feito nos próximos dias, corrigindo para futuro os desfasamentos já identificados e mostrando aos portugueses que se as primárias vieram para ficar importa que sejam sempre sérias, rigorosas e não dependam de ajustamentos de conveniência.

3. As primárias podem ser um primeiro passo para a emissão da certidão de óbito do sinistro "aparelho". Se a ideia era fazê-lo funcionar, o resultado agora verificado pode ter acabado com ele.

4. Se os resultados das recentes eleições para as federações podiam de algum modo dar um sinal da força que secretário-geral demissionário e da separação de águas dentro do partido, os dados hoje conhecidos desequilibraram decisivamente os pratos da balança a favor de António Costa, dos simpatizantes e da maioria silenciosa em que Seguro apostava. O resultado de António Costa, avaliado na sua globalidade, demonstra que praticamente todas as federações que apoiaram Seguro estavam erradas e não souberam ler os sinais que chegavam de todos os lados do país. Por conveniência ou teimosia.

5. António José Seguro não perdeu sozinho. Com ele perderam os analistas e comentadores que saíram em sua defesa perante a óbvia mediocridade da sua liderança, invocando o direito ao prémio de se apresentar às legislativas pelo simples facto de ter "aguentado" o partido durante quase três anos. Como se o PS ou o país, no estado em que estão e entregues a grotescos e reconhecidos carreiristas, ainda pudessem suportar o pagamento desse tipo de prémios. Uma carreira política não pode ser o resultado da contagem da antiguidade partidária, do pagamento de quotizações e do número de fretes assumidos até que chegue a hora de se sentar na cadeira do poder.

6. Com António José Seguro perderam também Passos Coelho e Miguel Relvas. A sua derrota é a machadada final no modo sonso de estar na política, distribuindo afectos e sorrisos, ou abrindo portas e agilizando negócios, sem um percurso académico, político, ético e profissional que não ofereça dúvidas e com os quais as pessoas normais se revejam e reconheçam o mérito.

7. Seria bom que o Congresso do PS fosse marcado para a data mais próxima possível, de maneira a que todo este conturbado processo das primárias atinja o seu fim e o PS estabilize, se reorganize e possa pensar nas questões que importam a todos, a tempo de poder propor uma alternativa política de mudança susceptível de ser devidamente avaliada, ponderada e discutida pelos portugueses até às próximas eleições legislativas.

8. O resultado de António Costa - esmagador perante aquele que foi até há 48 horas o discurso alucinado de Seguro e dos seus apoiantes - é também um golpe vigoroso contra a teoria do coitadinho e a rejeição de todos aqueles que supunham que era possível dividir o país entre a gente boa, honesta e trabalhadora vinda do interior e da periferia, pobre e desertificada, e os malandros ociosos que vivem à tripa-forra na capital. Ou entre os filhos do povo e os de boas famílias. Os portugueses, sejam simpatizantes do PS ou de qualquer outro partido, não são estúpidos, detestam que façam deles uns tontos e abominam a criação ou agudização de clivagens para justificarem os fracassos que só aos fracassados podem ser imputados.

9. A partir de hoje, a eleição do secretário-geral ..


De As 'Primárias' e a Democracia ... a 30 de Setembro de 2014 às 16:27
As "primárias" e a democracia

Em tempo
e contra a corrente

Se a cultura política de alguns dos que hoje chamam às «primárias» do PS quase um monento fundador de uma nova e mais perfeita democracia portuguesa
tivesse menos cuspo e mais conhecimento histórico então teriam antes de reconhecer pelo menos três coisas:
-- a primeira é que, no fundo, elas são uma expressão máxima da «americanização» da vida política na Europa;
-- a segunda é que elas ( e, em geral a chamada «política-espectáculo») foram inventadas e consolidadas nos EUA (e chegaram a França nos anos 60 do século passado com a candidatura de Lecanuet)
com o pretexto de assim se aproximarem os cidadãos da política e reduzir a abstenção, sendo que ainda hoje a abstenção eleitoral nos EUA continua a atingir medonhas proporções (apesar de milhões e milhões participarem nas primárias);
-- e a terceira é que, nos dias de hoje e pelos critérios hoje dominantes, grandes políticos e estadistas do passado, como se pode ver abaixo pelo estilo e voz de Pierre Mendés-France, não teriam a menor chance.

aqui aos 9.10 por exemplo ( http://boutique.ina.fr/notice/voir/id_notice/CPC77058371 )

P.S.1: Acresce que há histórias sobre «primárias» que nunca nos contam : por exemplo,
-- a que ocorreu em Itália há não muito tempo quando Pier-Luigi Bersani ganhou as «primárias» no Partido Democrático para líder do partido, ganhou as eleições mas depois, uma vez encarregado de formar governo, não o conseguiu por ostensiva manobra de sabotagem de boa parte dos deputados e da direcção do PD, acabando por formar governo um tal Enrico Letta que não tinha ido a «primárias» nenhumas.

P.S.2: Parecem-me também muita exageradas as considerações sobre a enorme participação nestas «primárias» com efeito,
os resultados que estão no sítio do PS referem que para 248,573 inscritos votaram 174,770 ou seja, cerca de 70%.
Dir-se-á que é mais mais do que a taxa de participação nas eleições nacionais. Mas a comparação é esquemática porque esquece que, no que toca aos simpatizantes, houve um movimento de inscrição voluntária para esta votação. O que dados mostram é que,
nestas circunstâncias ditas apelativas cerca de 70 mil militantes e simpatizantes ficaram em casa,
sendo legítimo deduzir que umas dezenas de milhar se inscreveram para uma coisa que afinal resolveram não exercer.
Do ponto de vista do interesse em termos de sociologia política, acrescento que, sendo os cadernos eleitorais separados para militantes e simpatizantes, é uma pena que não tenha sido revelado qual a taxa de particpação para cada uma dessas categorias.

(-por vítor dias , 29/9/2013, o tempo das cerejas2)
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E.Carneiro:
-- Será que o tal candidato ao inexistente cargo de "candidato-a-primeiro-ministro" foi escolhido por menos militantes e mais simpatizantes ?


De Desvario das Primárias abertas a 1 de Outubro de 2014 às 09:45
O país entrou “primariamente” em desvario

Acabou-se a saga das primárias do PS que, durante semanas, transformou a vida política num combate fratricida, sem substância, reduzido à política-espectáculo que cada vez mais envolve em jogo medíocre, políticos, comentadores e jornalistas. E que pretendeu transformar as primárias numa indiscutível inovação, um contributo para uma nova democracia.

Não quis falar muito sobre isso. Não me interessava por aí além nem era assunto que dissesse respeito à “minha” esquerda. No entanto, não o considerei irrelevante. Não sei se foram publicados os números de simpatizantes ou se há alguma ideia do seu posicionamento político. Também importante seria saber qual a percentagem de simpatizantes votantes em Costa. Isto porque casos desses que conheço (aceito que sem valor estatístico) indicam uma atitude menos partidária e mais táctica, querendo essas pessoas reforçar, por via de Costa, as possibilidades de vitória do PS nas próximas legislativas. Outros também afirmam terem usado estas primárias para facilitar, novamente por via de Costa, a unidade de esquerda, obviamente a mirífica unidade defendida pelos “convergencistas”. Pelo menos por uma vez puderam satisfazer o seu eterno desejo de votar num PS limpo e verdadeiramente socialista…

Não é que as pessoas tenham esquecido as cumplicidades do PS com a direita. E também os votantes em Costa sabem que ele não se comprometeu com nada, que não disse uma palavra que garanta uma governação radicalmente diferente. A questão está nisto, “radicalmente”. As pessoas estão descrentes que uma vaga esperança, nada de radical, já é alguma coisa. E também tão desesperadas que não podem esperar pela demora de uma verdadeira mudança de esquerda, neste momento limitada por uma votação ainda reduzida a cerca de 20%. Claro que não contam só os votos, numa perspectiva dinâmica da democracia.

Como bem escreveu Joana Lopes no seu blogue, “há só uma coisa que me entristece: ver tantos amigos cujos velhos ideais parecem estar reduzidos ao entusiasmo pelo mal menor. Não deve ser gente feliz.”.

Dito isto, há aspectos das primárias que merecem discussão. Note-se que não discuto a eleição do líder em directas, como fazem o PS, o PSD e o CDS, ou em eleição em congresso, como faziam antes esses partidos e julgo que ainda faz o BE, ou a eleição do secretário geral pelo comité central eleito em congresso, como faz o PCP. Ninguém tem questionado o grau de democraticidade destes processos. O que se discute agora é a inovação das primárias abertas, em que podem ser eleitores não militantes do partido. Teoricamente, até os candidatos podem não ser militantes.

Prós e contras?

Os apologistas das primárias e que as apregoam como grande inovação democrática, defendem que elas aproximam os eleitores e os eleitos; que quebram as relações de poder dos directórios partidários em relação aos candidatos; que já são prática corrente em outros países. Os opositores Lembram que as primárias pressupõem condições diferentes das nossas, nomeadamente círculos uninominais; que favorecem a personalização e o debate programático e de ideias; que dão azo a coisas de bastidores, nomeadamente no que toca a financiamento.

1. As primárias aproximam os eleitos dos eleitores? Não vejo qualquer prova. Só vejo um pouco isto nos sistemas anglo-saxónicos, mas por outras razões mais importantes: os deputados são eleitos em círculos uninominais (e eu, pessoalmente, não quero qualquer redução da proporcionalidade) e dispõem de um apoio técnico importante (gabinete, assessores, secretariado, orçamento). Por outro lado, estou a lembrar-me de um saudoso amigo, José Medeiros Ferreira que, no nosso sistema, enquanto deputado, passava um dia por semana nos Açores a receber quem o quisesse procurar.

2. As primárias favorecem a personalização e o populismo? Sem dúvida, como vimos nestas do PS. Personalização levada ao máximo, à luta de galos, ao escamoteamento de ideias programáticas, à demagogia populista de propostas desonestas. No entanto, isso é alguma coisa de novo? Nos partidos do centrão, há quanto tempo a política não se faz por programas, antes por técnica de agências de imagem e comunicação?

Há quantos anos que a política é um espectáculo? ...


De Desvario das Primárias abertas a não-mil a 1 de Outubro de 2014 às 09:53
...
...
-Há quantos anos que a política é um espectáculo? Não me aquece nem arrefece que as primárias venham ainda mais contribuir para isto. É há uma via de sentido obrigatório, na degradação da política, da democracia e do valor dos ideais de esquerda (no sentido lato em que muitos ainda acreditam).

E isto passou-se só agora no PS? Não é verdade que ninguém imaginasse que nas primárias directas do muito neo-democrático Livre, Rui Tavares não ficasse destacadamente em primeiro lugar, sem qualquer moção ou posição política, com legitimidade reforçada? E não será certamente o mesmo com o novo partido de Marinho (e) Pinto?

3. As primárias fora do sistema americano são incongruentes? Estou convencido de que sim. Ao contrário da realidade e tradição europeia, os partidos americanos não têm militantes com obrigações e direitos e a posição política do partido é pragmática, definida pela interacção entre as posições dos candidatos e o apoio dos seus eleitores. Não há um programa democrático ou republicano, mas sim aquilo que, em cada momento, o grupo de senadores ou representantes defende, atendendo aos seus interesses eleitorais e sentido de voto dos eleitores. Veja-se, notoriamente, que não há um líder de cada partido.

No entanto, há grande identificação entre eleitores e partido, nas primárias. Os candidatos, apresentados livremente (mas com necessidade de enormes financiamento!), são obrigatoriamente de um dos partidos e os eleitores, excepto em alguns estados que permitem o voto livre, só podem votar num dos partidos principais.

Note-se também, do que disse, que este modelo só funciona bem num sistema bipartidário. É o que queremos, com prática extinção dos partidos minoritários?

4. Ao que as primárias reduzem os militantes? Há pessoas que pagam quotas, que participam em reuniões, que trabalham nas campanhas. Nos momentos decisivos, são equiparados em direito de voto a inscritos de última hora, muitos por razões que ultrapassam o âmbito estritamente partidário, porque querem influir na escolha partidária em termos de efeitos na política geral. É correcto? Não me pronuncio, cabe a esses militantes.

NOTA 1 – Desculpem uma brejeirice. Eu detesto ver expressões de sobrancelhas em acento circunflexo. Dá-me a impressão de pessoas a fazer um grande esforço para controlar os esfíncteres. Vou deixar de ver assim o líder do PS.
NOTA 2 – Rui Tavares foi sempre um estrénuo defensor das primárias e quase fez disso bandeira nas entrevistas em que apresentou o Livre. Publica hoje no Público uma crónica serena sobre este processo. E ninguém lhe pode levar a mal que puxe pelos galres, lembrando que o primeiro caso foi o do Livre, não o do PS.


(-por João Vasconcelos-Costa , No moleskine, 30/9/2014)





http://no-moleskine.blogspot.pt/2014/09/o-pais-entrou-primariamente-em-desvario.html


De PS: abstenção de militantes e simpatiz. a 6 de Outubro de 2014 às 11:42

A curiosa abstenção das primárias do PS

Nas eleições primárias do PS, votaram 175 mil cidadãos. Os cadernos eleitorais registavam 150 mil simpatizantes e 100 mil militantes.
Portanto, houve uns 30% de abstenção.
O que é muito curioso:
dificilmente quem se registou como simpatizante há poucas semanas terá deixado de votar.
Mas vamos assumir que, por uma razão ou outra, uns 25 mil cidadãos se registaram como simpatizantes e não votaram (abstenção de 17% entre os simpatizantes).
Sobram 50 mil abstencionistas, que virão necessariamente dos militantes, e que correspondem a uma abstenção entre os militantes de 50%.
Que é maior, até, do que a média nacional em legislativas.

A única conclusão clara é que o ficheiro de militantes do PS inclui muita gente politicamente apática.
Ou morta. Ou qualquer coisa desse género.

---Poderá também gostar de:
• Sobre as primárias no PS
• A abstenção, agora sem percentagens
• LIVRE: debate entre os candidatos à segunda fase das primárias

-por Ricardo Alves , 2/10/2014, http://esquerda-republicana.blogspot.pt/2014/10/a-curiosa-abstencao-das-primarias-do-ps.html#comment-form

--Juba,

ou então, como vários casos que conheço,
militantes sem cotas pagas fizeram inscrição como simpatizantes, por desconhecimento, inflacionando os números.


De candidato a Novo Poder e adjuntos ... a 30 de Setembro de 2014 às 16:58
Portugal reloaded

(-29/09/2014 por António de Almeida, Aventar)

Sob a égide dos antigos líderes Mário Soares, Almeida Santos, Jorge Sampaio, Ferro Rodrigues e José Socrates, ou figurões como Manuel Alegre, António Costa chegou ontem à liderança do PS.

De regresso ao palco mediático poderão estar (canastrões) ilustres políticos como Augusto Santos Silva, Pedro Silva Pereira, Mário Lino, Jorge Lacão, José Lello, Alberto Costa ou Vieira da Silva, sem esquecer os (paus para toda a obra) promissores Marcos Perestrello ou o sempre voluntarioso keynesiano de serviço, que almejará ser um sucedâneo à altura de Carlos Moedas, João G., verdadeira estrela em ascenção no partido desde que o ex-primeiro ministro e estudante em Paris o incluiu na lista de deputados ao abrigo de quotas, pelo desempenho demonstrado em blogues que distintamente (bajularam o querido líder) o serviram.

Perante tão valioso plantel e face ao descrédito que o actual governo almejou, é caso para pensar que o PS regressará em breve, a troika(2/3/4/...) será um pouco mais tarde…


De Saída de Seguro: 20 valores a 15 de Outubro de 2014 às 12:22
Vinte valores

Numa terra de bandalhos e de candidatos a bandalhos morais, registo a simbologia ética do gesto de renúncia ao mandato de deputado de António José Seguro.
Por muito boas pessoas que a maior parte dos deputados do PS sejam,
não seria verosímil o homem voltar a sentar-se lado a lado com quem, com inusitado zelo e durante três anos consecutivos, o quis ver pelas costas.

Parafraseando o Michaux, sempre que nos esquecemos do que vale a natureza humana, caímos na tentação de a apascentar e de lhe querer bem.
E é invariavelmente o que se paga mais caro nesta vida. Vinte valores.

(- João Gonçalves, P.dos pequeninos)


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