9 comentários:
De Cimeira do Clima/COP21: AcordoEmbuste? a 16 de Dezembro de 2015 às 16:32

-- O grande embuste

Quando se iniciou a Cimeira do Clima, em Paris, escrevi que o pior que nos podia acontecer era a COP 21 terminar com um acordo anunciado como um sucesso, apenas para enganar papalvos.

Infelizmente, foi isso mesmo que aconteceu. O Acordo de Paris é um enorme embuste que não vai alterar (quase) nada.

Como escrevia aqui no dia 30 de Novembro, um acordo que mantenha inalterável o mercado do carbono, será sempre coxo. Infelizmente, foi isso mesmo que aconteceu...

O facto de não ser vinculativo em matérias tão importantes como a utilização de combustíveis fósseis como fonte de energia, é apenas um exemplo do voluntarismo expectante que enforma todo o acordo. Mas há mais. Muito mais...

Traçar metas, mas não estabelecer regras vinculativas que permitam atingi-las,
é ficar dependente da vontade de cada país e sem mecanismos eficazes para detectar se os compromissos assumidos estão a ser cumpridos.

Razões mais do que suficientes para considerar o Acordo de Paris, um retrocesso em relação ao Protocolo de Quioto.

Não menos importante é o "falso" Acordo de Paris não só deixar no ar imensas dúvidas sobre os mecanismos de fiscalização ( diria que são mesmo inexistentes)
como continuar a empurrar com a barriga a resolução de problemas fundamentais:
o sistema produtivo, as fontes energéticas, os comportamentos ambientais, os padrões e hábitos de consumo
são apenas algumas das questões centrais quando se debatem os problemas do clima, que não podem ficar à mercê da vontade de cada país.
(e dos Lobbies gigantes, das petrolíferas, e indústrias de automóveis, energia, papel, aço, armas, ... e claro dos bancos e oligarcas seus grandes accionistas e manipuladores de governos e Estados !!)

Os cidadãos continuam a ser enganados e não há sinais que deixem de o ser a partir de 2020, quando o Acordo de Paris entrar em vigor.

( por Carlos Barbosa de Oliveira, 15/12/2015, http://cronicasdorochedo.blogspot.pt/ )


De Fim dos combustíveis fósseis começou... a 21 de Dezembro de 2015 às 09:32
Amigos da comunidade da Avaaz,

Líderes internacionais que participaram da Conferência do Clima em Paris estabeleceram um acordo sem precedentes, que pode salvar tudo aquilo que amamos! Foi por isso que fomos às ruas, assinamos petições, promovemos campanhas, fizemos doações e enviamos mensagens: por uma mudança drástica e maravilhosa no curso da história da humanidade.

Chamado de "emissões líquidas zero", o acordo propõe um equilíbrio entre a quantidade de gases de efeito estufa liberada na atmosfera em decorrência da atividade humana e a quantidade dela retirada. Quando a poeira baixar e o Acordo de Paris estiver nas mãos dos legisladores de cada país, a energia limpa vai ser a maneira mais barata e eficiente de manter esse compromisso. Isso nos dá a base que precisamos para realizar o sonho de um futuro seguro para as próximas gerações!

Diante de grandes crises, nasceram belas visões de mundo. A Segunda Guerra Mundial teve como fruto a Declaração Universal dos Direitos Humanos, um documento sólido que ilustra o nosso espírito e capacidade de união como povo. A queda do apartheid levou a África do Sul a criar a mais visionária e progressiva constituição já vista.

Visões ambiciosas como essas dependem de movimentos sociais capazes de popularizá-las, fazendo com que virem realidade no nosso dia-a-dia. A vitória de hoje não é uma exceção.

--para ver a história de nossa luta pelo clima e para participar das comemorações, clic em: http://www.avaaz.org/po/highlights.php

Nas últimas semanas, nossa comunidade desempenhou um papel crucial, ajudando a conquistar este acordo histórico. Depois de quebrarmos todos os recordes, mobilizando centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, levamos nossas vozes para a conferência – literalmente – em um coro de mensagens gravadas pessoalmente por membros, ouvido pelas delegações na entrada do local de reuniões. Em seguida, a equipe da Avaaz entregou nossa petição diretamente ao secretário-geral da ONU, dando início a uma sequência incrível de campanhas.

Em 2014, quando o secretário-geral da ONU convocou a Conferência sobre Mudanças Climáticas, centenas de milhares de pessoas foram às ruas em Nova York. Foi então que percebemos que tínhamos o poder do povo do nosso lado
- Christiana Figueres, chefe das discussões climáticas na ONU, falando sobre o poder das mobilizações em seu discurso de encerramento, ontem

Do início ao fim, a cada tentativa dos governos de bloquear o progresso das negociações, nós reagimos; e quando governantes adotaram uma atitude positiva, contaram com nosso apoio. Nossa comunidade pressionou nossos líderes a irem adiante, em 45 ações diferentes em apenas 14 dias. O nosso impacto foi impressionante:

Quando o governo da Índia se pronunciou contra a meta de energia 100% limpa, membros da Avaaz filmaram a enchente em Chennai e essas imagens foram projetadas em um telão dentro da conferência, junto de mensagens de todo o país. No dia seguinte, a imprensa anunciou que o governo havia mudado de ideia, sendo que pelo menos um veículo afirmou que a mudança de opinião foi causada por “entrevistas com sobreviventes da inundação em Chennai, vistas no vídeo exibido em um telão dentro da sala onde aconteciam as negociações sobre o clima”.

E era apenas o começo. Nossas passeatas, mensagens e apelos em vídeo foram exibidos sem parar no saguão fora da principal sala de negociação. Presidentes, chefes de estado, ministros e suas respectivas delegações eram lembrados da nossa existência e das nossas demandas todos os dias.

Na sequência, cobrimos Paris de cartazes que mostravam os rostos dos piores lobistas da indústria de combustíveis fósseis, pedindo que os ministros os ignorassem. Por causa disso, a lobista da maior empresa de mineração do mundo retirou-se por completo das negociações!

Quando a Argentina e a Arábia Saudita foram identificadas como as principais sabotadoras da negociação, membros da Avaaz nos dois países entraram em ação, o que chamou a atenção de toda a imprensa. Na Argentina, Mauricio Macri, presidente recém-eleito que havia feito promessas de investir em energia renovável, foi bombardeado por mensagens pedindo o envio de uma delegação a Paris. Dentro de poucos dias, os representantes chegaram. O governo saudita ficou tão ...


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