De Votarei PS contra este desGoverno a 30 de Setembro de 2015 às 09:41
Declaração de voto


Confesso não ter qualquer dúvida quando me dirigir à secção de voto para assinalar uma cruz no quadradinho do : Partido Socialista.

Usarei o meu voto como uma arma letal e não como um gadget da moda para entreter o intelecto ou para mostrar um balofo protesto que só proporcionará que Passos Coelho e Paulo Portas continuem, por mais quatro anos, a decidir tudo aquilo que não me serve, nem tolero.

Não é uma questão de esquecimento de lutas que travei há um ano, lutas duras e alguma vez indignas por terem dividido quando se impunha a reunião, e por terem sido travadas fora do tempo e em rebeldia a um poder democraticamente eleito,
mas sim de uma outra memória que me recorda que a prova de não existir uma maioria de esquerda é que a esquerda à esquerda do PS nunca deixou de se aliar à direita para proporcionar a ascensão das forças de sinal contrário.

Sou dos que preferem um mal melhor a um outro pior e que acredito que uma vingançazita pessoal nunca satisfará tanto como
ver pelas costas esta direita revanchista que diz ser um absurdo pensar-se que um governo “maltrate por gosto” a classe média e os mais débeis
sem explicar que o faz com o gosto de beneficiar exclusivamente os mais poderosos, cada vez mais donos disto tudo.

Votarei no Partido Socialista (digo-o aqui, embora sempre que sondado para as brincadeiras gráficas usadas pela comunicação social me continue a declarar indeciso).

Sem qualquer reserva, sem qualquer hesitação, votarei na única força que pode tornar o meu voto em chumbo disparado contra esta direita no poder.

Votarei PS porque
não quero que Portas, Coelho e Cavaco continuem a usar todas as razões que me poderiam levar a abster ou a votar noutra força, para se manterem no poder.
LNT
#BarbeariaSrLuis [0.263/2015] 28/9/2015


De [FV] a 30 de Setembro de 2015 às 11:45
Preciso ainda de completar a minha resposta ou seu comentário.
Há quem não perceba porque é que em Portugal as pessoas descontentes e politizadas não encontrem outros caminhos alternativos como acontece um pouco por outros países europeus.
Eu julgo entender. Existem principalmente três tipos de reação a esse descontentamento político: Uns desinteressam-se pura e simplesmente. São os abstencionistas. Outros são os que insistem em votar no no Partido do coração (a tal coisa a que chamei de clubite...) independentemente das más políticas (PS/PSD/CDS) ou da falta de ambição em governar (PCP/BE). E outros ainda (poucos) procuram nos chamados partidos alternativos. E são poucos que procuram estes partidos dado a desilusão que foi o Syrisa, mas como se diz tantas vezes: Portugal não é a Grécia. E infelizmente que não é porque os gregos pelo menos tentaram num partido que se apresentou como anti regime. Pena foi que assim que se tornaram poder ficaram imediatamente iguais aos outros regimentados.


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