EM QUEM (NÃO) VOTO NESTAS LEGISLATIVAS

Aproxima-se mais um ato eleitoral. E mais uma vez temos à disposição eleitoral o que vou chamar de mais do mesmo.

Mais do que saber em quem votar, sei em quem não vou votar, E passo a explicar:

Porque não vou votar na coligação "PàF":
Porque não quero mais do mesmo.
Isto é não gostei da governação que tivemos nestes últimos quatro anos. E não me estou a referir sequer às diferenças entre o que tinham prometido e que não fizeram ou ao que fizeram precisamente o contrário do que tinham prometido.
Estou a referir-me á credibilidade (ou falta dela) que os personagens me merecem para serem os governantes do meu país.
Qual é o percurso académico ou empresarial que têm quer PPC ou PP? Em que se distinguiram ou o que fizeram de relevante na sociedade portuguesa para se acharem dignos de se candidatarem a tão prestigiado e responsável cargo governativo de PM ou vice-PM de Portugal?
A um conhecemos uns cargos numas as empresas de duvidosa transparência e não sabemos o que por lá fez para além de receber os honorários, já para não referir esquecimentos fiscais. Mas reconhecemos que muitas dessas referências laborais passaram pelo apadrinhamento segundo consta de uma pessoa, Ângelo Correia, um conhecido lobista e antigo ministro da Administração Interna de má memória.
Ao outro conhecemos-lhe uma passagem pela imprensa onde as primeiras páginas e as denúncias políticas que fizeram manchetes interessantes com temas e abordagens em que com o seu posterior passado político e, na mesma linha editorial seria ele próprio que faria parte dessas primeiras páginas.
Poderia ainda acrescentar que tirando pequenas coisas os quatro anos que tivemos deles como rosto da governação, aumentámos a despesa do Estado e empobrecemos o País pela venda ao desbarato de empresas estratégicas que eram um garante de soberania nacional.

Porque não voto no PS:
Vou começar da mesma forma da anterior: Porque não quero mais do mesmo.

Isto é não gostei de ver as mesmas figuras de à oito anos que contribuíram de forma direta e indireta para o descalabro nas contas deste país e que por essa desastrosa governação liberal em que renegando a sua origem política e partidária a que pertenciam  permitiram, pela essa má conduta governativa, que a coligação PSD/PP tivesse chegado ao poder.
Sei que mudou o líder, mas não sei se foi para melhor. Isto porque a metodologia usada para tomar o poder do partido, foi para mim (que nem apreciava a atuação de A. J. Seguro), uma mostra de um caráter (ou falta dele) que não gostei e em que determinados momentos até me incomodou (muito). Considero que foi um assalto ao poder sem olhar a meios ou às pessoas. Não me pareceu ser por ter motivos políticos essenciais à melhoria do PS mas apenas por mera ambição pessoal (e oportunismo). Pergunto: quem atua assim entre pares como será quando for com outros e no exercício do poder?
E poderia continuar ainda na senda anterior: Qual é o percurso académico ou empresarial que tem A. Costa? O que fez de relevante fora da atividade política ou partidária para lhe reconhecermos mérito para ser PM deste Portugal e de todos nós? Onde se destacou na vida para além dos cargos que exerceu saltitantemente pela mão do PS? Quem é este ser para além do percurso partidário?

Porque não voto no CDU ou no BE:
De imediato permito-me referir que não reconheço as estas duas coligações interesses governativos. Como muito bem referiu Ricardo Araújo Pereira e Catarina Martins confirmou, estão lá (AR) para conviver. Para mandar uma «bocas» a que chamam de oposição. E quanto muito serem mais ou menos incomodativos para quem governa a fim de se justificarem perante os seus eleitores, familiares e quem sabe, a si próprios, pelo facto de ali estarem. Exceção feita a pequenas causas/lobbies em temas referentes a minorias marginais.

Não me refiro especificamente e propositadamente às outras forças presentes ao ato eleitoral porque o sistema os «escondeu» dos debates e da notoriedade, mas sempre que por acaso tive oportunidade de os ouvir, fiquei com a nítida sensação que mais valia não os ter ouvido... isto com honrosas e pontuais exceções.

E por último, porque discordo do sistema eleitoral no seguinte:
- Porque é que os votos brancos e nulos não se fazem representar em lugares vazios na AR?
- Porque é que os partidos e coligações não apresentam os seus governos, ministros e pastas, quando estão em campanha eleitoral? Antes pelo contrário, os chamados partidos do poder quando diretamente questionados sobre quem será o seu ministro das Finanças, da Economia ou da Justiça, recusam-se a responder. Estão portanto a pedir-me a mim e a todo o eleitorado um voto «às escuras»... ou de confiança. E desde quando é que a confiança é uma coisa que se dá de «mão beijada»? A confiança conquista-se ao longo dos tempos e habitualmente perde-se em segundos.

Intencionalmente não referi os programas partidários, porque parto do princípio que não são para cumprir. E isto porque a história recente assim o provou. Aos partidos bastaria cumprirem as políticas que lhes estão inerentes na sua formação ideológica. Ao PM eleito bastaria definir e fazer cumprir aos seus ministros nas areas a que lhes dizem respeito a prática dessas diretrizes políticas. E daí ser tão importante sabermos atempadamente e em campanha quem acompanharia na governação o candidato a PM.

Até porque de gente vulgar e sem notoriedade da vida nacional a liderar o meu Portugal já estou farto e cansado.
E porque quando não se candidatam os melhores do país à governação sabemos de antemão que será eleito gente ordinária.
E quando gente vulgar atinge o poder só podemos esperar uma governação vulgar.
E no limite poderia referir que quando o «povo» chega ao poder não estamos verdadeiramente em democracia, mas numa «ditadura do proletariado» dos tempos contemporâneos.

E muito mais poderia escrever para justificar porque apenas referi em quem não vou votar.
Mas uma coisa é certa, no dia 4 de Outubro lá estarei na mesa de voto para exercer o meu direito (e dever) não deixando que sejam só os outros a decidir o que pretendo para este País.



Publicado por [FV] às 10:04 de 28.09.15 | link do post | comentar |

10 comentários:
De Votarei PS contra este desGoverno a 30 de Setembro de 2015 às 09:41
Declaração de voto


Confesso não ter qualquer dúvida quando me dirigir à secção de voto para assinalar uma cruz no quadradinho do : Partido Socialista.

Usarei o meu voto como uma arma letal e não como um gadget da moda para entreter o intelecto ou para mostrar um balofo protesto que só proporcionará que Passos Coelho e Paulo Portas continuem, por mais quatro anos, a decidir tudo aquilo que não me serve, nem tolero.

Não é uma questão de esquecimento de lutas que travei há um ano, lutas duras e alguma vez indignas por terem dividido quando se impunha a reunião, e por terem sido travadas fora do tempo e em rebeldia a um poder democraticamente eleito,
mas sim de uma outra memória que me recorda que a prova de não existir uma maioria de esquerda é que a esquerda à esquerda do PS nunca deixou de se aliar à direita para proporcionar a ascensão das forças de sinal contrário.

Sou dos que preferem um mal melhor a um outro pior e que acredito que uma vingançazita pessoal nunca satisfará tanto como
ver pelas costas esta direita revanchista que diz ser um absurdo pensar-se que um governo “maltrate por gosto” a classe média e os mais débeis
sem explicar que o faz com o gosto de beneficiar exclusivamente os mais poderosos, cada vez mais donos disto tudo.

Votarei no Partido Socialista (digo-o aqui, embora sempre que sondado para as brincadeiras gráficas usadas pela comunicação social me continue a declarar indeciso).

Sem qualquer reserva, sem qualquer hesitação, votarei na única força que pode tornar o meu voto em chumbo disparado contra esta direita no poder.

Votarei PS porque
não quero que Portas, Coelho e Cavaco continuem a usar todas as razões que me poderiam levar a abster ou a votar noutra força, para se manterem no poder.
LNT
#BarbeariaSrLuis [0.263/2015] 28/9/2015


De [FV] a 30 de Setembro de 2015 às 10:55
Eu cá não sou de vinganças.
E não me dá prazer nenhum escolher entre um «tumor» e um «cancro».
Ou seja, prefiro a saúde a uma «doença» maligna, seja ela qual for.
Que o PS se alia sempre à direita para exercer o poder em prejuízo dos portugueses é uma das razões que não votarei PS, desta vez.
E até prefiro que sejam outros a governar mal Portugal do que o PS. Se valer o mal por mal que sejam aqueles em quem não me revejo nem nunca me revi. Custa-me muito olhar o «mal do mundo» mas custa-me muito mais se quem causa esse mal for da minha «família».
Portanto quase que pelas mesmas razões apontadas no comentário anterior, eu opto por não votar PS.
A única coisa que eu não queria continuar a ver para Portugal era uma governação liberal de direita e anti trabalho, mas infelizmente acredito que se o PS for eleito para governar, será isso que fará de forma idêntica mas chamando outros nomes às mesmas políticas desastrosas dos últimos 8 ou dezasseis anos... E se assim for não quero ter sido eu a «arrumar» as botas do defunto partido dito socialista... Prefiro que seja outros que não da minha família política e então estarei cá para a luta para tentar que os povo acorde de vez e se liberte dessa estúpida e absurda cegueira de votar em política como se clubite futebolística se tratasse. Ou seja pior que um cego é aquele que não quer ver.


De Eu e amigos VOTARemos BE, PS, CDU. a 30 de Setembro de 2015 às 11:34
Eu cá tenho algumas certezas e algumas dúvidas:

1º Vou VOTAR e não será nos PàFiosos.

2º o PS é menos mau que o PaF (PSD/CDS) mas tb tem gente que eu não gosto ...

3º Vou Votar no BE ou na CDU (PCP+Verdes).

Espero que ganhe o PS e se alie à esquerda (BE + PCP + Verdes, Livre, ...) para que as políticas do novo governo sejam realmente para defender o interesse do país e dos seus trabalhadores, jovens e reformados, ...


De [FV] a 30 de Setembro de 2015 às 11:45
Preciso ainda de completar a minha resposta ou seu comentário.
Há quem não perceba porque é que em Portugal as pessoas descontentes e politizadas não encontrem outros caminhos alternativos como acontece um pouco por outros países europeus.
Eu julgo entender. Existem principalmente três tipos de reação a esse descontentamento político: Uns desinteressam-se pura e simplesmente. São os abstencionistas. Outros são os que insistem em votar no no Partido do coração (a tal coisa a que chamei de clubite...) independentemente das más políticas (PS/PSD/CDS) ou da falta de ambição em governar (PCP/BE). E outros ainda (poucos) procuram nos chamados partidos alternativos. E são poucos que procuram estes partidos dado a desilusão que foi o Syrisa, mas como se diz tantas vezes: Portugal não é a Grécia. E infelizmente que não é porque os gregos pelo menos tentaram num partido que se apresentou como anti regime. Pena foi que assim que se tornaram poder ficaram imediatamente iguais aos outros regimentados.


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