Acordos à esquerda : Esperança, justiça, dignidade, ... democracia

---- Cai, vai cair       (- por Joana Lopes,10/11/2015, Entre as Brumas...)

 .
.---- As 4 Moções de Rejeição  do programa e Governo PàF - PSD/CDS   
. Moção de Rejeição do PS  
. Moção de Rejeição do BE  
. Moção de Rejeição do PCP  
. Moção de Rejeição do PEV 
---- Os três acordos assinados   (nov. 2015):
. Acordo PS / BE  
. Acordo PS / PCP  
. Acordo PS / PEV
---- Não sejas piegas, pá f !  (sai da "tua zona de conforto" ... emigra...)
 ;    
     Manifesto anti-Cavaco por Mário Viegas, que faria hoje 67 anos.
         Esperança         «Sabemos que os tempos que se avizinham serão difíceis. Um governo que defenda estes princípios será atacado por todos os interesses.    Tomemos um exemplo. Apenas um exemplo.    “Proibição das execuções fiscais sobre a casa de morada de família relativamente a dívidas de valor inferior ao valor do bem executado e suspensão da penhora da casa de morada de família nos restantes casos”.    É uma das 70 medidas sobre as quais PS, PCP, BE e PEV chegaram a acordo.
     Será uma medida justa? É justa.    Haverá algo mais elogioso que se possa dizer de uma medida política?   Haverá alguma etiqueta mais nobre no dicionário? Penso que não.    Haverá algo que seja melhor para a sociedade, para a economia, para o desenvolvimento, do que uma medida justa? Penso que não.   Porque as pessoas tratam os outros como são tratadas e nada pode ser melhor para uma sociedade onde todos tentam ser justos, onde todos tentam fazer o bem. (...)
     Se houvesse apenas esta medida no acordo, isso seria suficiente para marcar o dia da sua assinatura com uma pedra branca. Mas não há.    Como esta há muitas outras, que têm em comum algumas preocupações centrais:   a protecção dos mais frágeis, a inclusão dos mais sacrificados, o reforço dos serviços públicos essenciais, a sustentabilidade ambiental.
     Sabemos que isto é apenas o início, mas é um início auspicioso. Um programa que protege os cidadãos acima de tudo, em vez do dinheiro. Um programa que olha para os cidadãos como tendo todos a mesma dignidade.
     Sabemos que isto é apenas o início e que tudo o que segue, daqui para a frente, será muito difícil. Mas todas as dificuldades são bem-vindas quando se trata de construir um futuro solidário, sem excluídos, sem escorraçados, sem párias. Um futuro como sonhámos depois do 25 de Abril e que depois, sem que se tenha percebido bem porquê, se perdeu em labirintos, intrigas e areias movediças. (...)
     Sabemos que os tempos que se avizinham serão difíceis. Um governo que defenda estes princípios será atacado por todos os interesses, por todos os privilegiados de todos os privilégios, por todos os preconceitos, por todos os rancores. (...)   Sabemos que muito pouco está garantido e muito está em jogo.   Mas também sabemos que temos muitos aliados dentro e fora das fronteiras, em todos os homens e mulheres de boa vontade.    Sabemos que a honra é mais forte que a ignomínia.   Que a dignidade é mais forte que a subserviência.   Que a liberdade é mais forte que a submissão.   E sabemos, enfim, que podemos ter esperança.» -- José Vítor Malheiros
«Cette alliance n'a, en réalité, été possible que parce que, pendant que les observateurs internationaux et les ministres de l'Eurogroupe tressaient les louanges de la politique du gouvernement du premier ministre sortant P.P.Coelho, les Portugais rejetaient profondément sa politique.» 


Publicado por Xa2 às 08:50 de 11.11.15 | link do post | comentar |

9 comentários:
De Análise política de JPP. a 11 de Novembro de 2015 às 16:04
(10e11.11.2015, J. Pacheco Pereira, Abrupto )
---------
DIÁRIO DE UM TEMPO DIFERENTE (11 a 1)

11- Um dos aspectos da radicalização à direita é o facto de muita gente preferir um governo de gestão
que sabe ser muito prejudicial ao país,
à existência de um governo de centro-esquerda como é o do PS.

10- Então os juros estão a baixar e a Bolsa a subir?
Se eu fizer o mesmo tipo de "análises" que Passos e Portas fizeram e o formigueiro dos seus ecos "sociais" reproduzem, devo concluir que os "mercados" estão contentes com a queda do governo?

9- Portas diz que mudou a posição face à Europa em 1998. É falso.
Concorri contra ele nas eleições ao Parlamento Europeu em 1999 e sei muito bem quais eram as posições do candidato da palmeta e da pêra-rocha.
Será preciso republicar a propaganda do CDS-PP para lhe lembrar o que ele dizia do escudo, da "venda" de Portugal pelo PSD e pelo PS, e o ataque a Mário Soares, também candidato?

8- Portas fala dos "estados de alma" do PCP. Alguém lhe explica que o PCP é o único partido daquela sala que não tem estados de alma.

7- O discurso de Portas é o melhor exemplo do radicalismo que justifica classificar a coligação como de direita. É um discurso de vingança.
Está bem e é conforme aos seus costumes.
Geringonça, bebedeira, ressaca...

6- 1917, Palácio de Inverno... Se quiserem dou-lhes um curso sobre a Revolução Russa para perceberem a enormidade das asneiras que dizem.
Quando se ouve isto fica-se totalmente arrogante.
Faz bem à saúde perante as insanidades que se ouvem.

5- Até Mário Centeno dá uma dura lição ao PAF. Sem ambiguidades. Tivesse o PS assumido um décimo desta linguagem clara sobre as falsidades do governo PSD-CDS e teria outros resultados eleitorais. Só agora perceberam.

4- Por que é que, pelo menos os Verdes não batem palmas ao discurso do solitário deputado do PAN que disse muita coisa com que eles concordam?

3- "Quando Catarina chegar ao aeroporto num avião da Aeroflot..."
Mas que indigência política da intervenção do PSD!

2- O estúpido sectarismo à esquerda faz com que na Assembleia os grupos parlamentares do PS, BE e PCP não batam palmas às intervenções uns dos outros.
Será que ainda não perceberam que estão metidos num caminho comum?

1- Qual foi o percursor deste acordo? O encontro da Aula Magna.

O "espírito" do encontro, patrocinado por Mário Soares, foi o único nestes últimos quatro anos que teve a presença do PS, do BE e do PCP.
Foi o encontro do "contra", o mesmo "contra" que empurrou todos os partidos da esquerda a entenderem-se.


De Assuntos Políticos pertinentes.-JPP. a 12 de Novembro de 2015 às 17:56
(12.11.2015, J. Pacheco Pereira, Abrupto )
---------
DIÁRIO DE UM TEMPO DIFERENTE (12 a 14)


12- Quando é que os jornalistas, que seguem quase unanimemente a linha do "quem paga" como único critério para avaliar o mérito de qualquer medida e repetem à saciedade a mesma pergunta,
se interrogam sobre se essa pergunta deve ser a primeira a ser feita, e se deve ser feita do modo que é feita,
e se não há toda uma carga ideológica (e uma série de simplismos mais que rudimentares) nessa maneira de colocar a questão?

A resposta é sempre, nós os contribuintes. Portanto, alguém há-de pagar.
Mas será que a pergunta nos diz alguma coisa sobre
quem são os contribuintes que deviam pagar mais e não pagam,
os que fogem aos impostos perante a complacência do estado,
ou os que tem isenções fiscais que podem ser cortadas,
ou as despesas que são feitas e não deviam ser feitas,
ou sobre se há justiça distributiva em quem paga,
ou até, se se justifica que se pague mais.
Não, não nos diz nada.

É que se for assim, a pergunta "quem paga" quer dizer "isso não se deve fazer", não se devem aumentar salários, pensões, reformas, etc.
E como a pergunta não é feita noutras circunstâncias, é uma pergunta profundamente viciada
pela miserável ideologia que circula nos nossos dias e que muita gente interiorizou sem pensar no que está a dizer,
ou porque é hostil a que se "pague" a alguns e nunca faz a pergunta a outros.

Ora eu conheço mil e um exemplos em que a pergunta "quem paga" tem todo o sentido de se fazer e ninguém a faz.

13- Será que aqueles que preferem estragar ainda mais Portugal,
entregando-o, meses e meses, a um governo de gestão que não pode governar nada, apenas por raiva de poder haver outro,
percebem a dimensão do conflito institucional que vão criar?
É que se esquecem deste pequeno problema que é o facto do Parlamento não estar em gestão e poder, com certos limites, "governar"?
E que a seguir vão ter que pedir ao Presidente para exercer uma espécie de veto contínuo a tudo que venha da Assembleia?


14- Sobre os números catastrofistas que a comunicação social repete sobre o impacto das medidas dos acordos PS-PCP-BE,
não seria bom saber qual a credibilidade de quem está a injectar estes números ou o seu interesse próprio nessas contas, ou seja, não seria exigido que nos dessem as fontes?
É que alguns são tão evidentemente martelados que não é desculpável que se publiquem sem se saber como se chegou lá e quem fez essas contas.

Hoje esses números estão no centro do confronto político, não seria de ter toda a prudência?

(Um exemplo:
acabei de ouvir uma descrição do cataclismo financeiro para o estado se a privatização da TAP for travada,
mesmo na hipótese de não haver assinatura final, que, ou vem dos putativos compradores ou do anterior governo, ambos interessados nessa visão das coisas.
Repito: não seria de verificar a veracidade contratual desses prejuízos, antes de funcionar como porta-voz de uma das partes?
É que, pelos vistos, do modo como as coisas estão, deixou de se verificar nada nos órgãos de comunicação social.)

--------------
Ah grande Pacheco Pereira, Cidadão e Social-Democrata Português, que deveria merecer muito mais atenção e consideração pelos seus concidadãos !


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