Estado capturado, partidos agrilhoados e cidadãos alienados

--- Como é sempre possível ganhar eleições sem mudar de política  (-J.R.Almeida)

    Partilho convosco um vídeo montado na perfeição em que Passos Coelho de 2011 debate com Passos Coelho de 2015. Mais do que a graça, é interessante notar como é possível pegar nos argumentos que serviram para vencer os insucessos da política de austeridade de 2011 (praticada por Sócrates, ainda que a contra-vontade) de modo a serem usados desta feita após 4,5 anos de coligação de direita partidária dos benefícios da austeridade.
     O problema da austeridade é um benefício para os maus políticos e um malefício para a população: como a austeridade é ineficaz, é sempre possível dizer que não teve os resultados pretendidos, de modo a ser aplicada mais uma vez, para atingir os objectivos que se pretendia no início. 
     Algo importante, porque nos arriscamos a que se assista a este debate nos próximos anos.

 -----   Um esquerdista, uma publicação radical  *

Porque é que o centro-esquerda, de modo geral, não beneficia das falhas dos seus adversários políticos?

 A principal razão reside na sua absorção das políticas (neoliberais) do centro-direita, que remontam há quase três décadas: a aceitação de acordos de livre comércio (e TTIP), a desregulamentação de tudo e, na zona euro, das regras orçamentais vinculativas e da versão mais extrema de independência do banco central no mundo inteiro. Eles são completamente indistinguíveis dos seus adversários (...)   Quando a zona euro foi construída foi com alicerces neoliberais.  Lembro-me de um proeminente político social-democrata que tinha orgulho em saber de cor todas as regras do Tratado Europeu. Ninguém questionou se as regras faziam sentido (...)

   Será que os partidos de centro-esquerda teriam um melhor desempenho se se voltassem de novo para a esquerda?  A eleição de Jeremy Corbyn como líder do Partido Trabalhista britânico pode anunciar essa mudança. Mas a Grã-Bretanha não está vinculada ao consenso da zona euro. Aí basta apenas uma mudança de governo para mudar a política, enquanto na zona euro seria necessária uma alteração do Tratado - ou, mais provavelmente, uma revolução. Está longe de ser evidente que os atuais partidos de centro-esquerda vão aparecer como agentes de mudança. Eu suspeito que não.       -  * Wolfgang Munchau, editor associado na área de assuntos europeus, Financial Times (traduzido no DN).  (-

Há algum tempo que ando a dizer que os discursos optimistas sobre a economia portuguesa têm como prazo de validade o dia das eleições. As notícias recentes sobre as contas públicas e sobre as contas externas permitem perceber bem do que estou a falar.    
Ontem ficámos a saber que o défice orçamental em Julho atingiu 4,7% do PIB. Hoje ficámos a saber que Portugal regressou aos défices externos no segundo trimestre de 2015. Nada disto é inesperado nem (na minha perspectiva) completamente negativo. 
     Em termos simples, a explicação para a evolução registada é esta:   o governo resolveu aligeirar a austeridade no início deste ano (e nós sabemos porquê), o que se reflectiu num aumento do défice orçamental e do consumo privado.   Por sua vez, o aumento do consumo fez com que as importações crescessem, deteriorando assim o saldo das contas externas.
   O motivo pelo qual afirmo que esta evolução não é completamente negativa é que só será possível a economia portuguesa crescer o suficiente para criar emprego em condições nos próximos anos se a pocura interna crescer (é o que tento mostrar no cap. 4 de "O Que Fazer Com Este País").   Para que tal aconteça temos de estar dispostos a aceitar défices públicos e externos maiores do que o actualmente previsto.
     Agora vêm as más notícias:   mesmo que um aumento dos défices público e externo face ao que está previsto não seja um problema para a economia portuguesa (pelo contrário), são exactamente aquilo que as instituições europeias e o FMI não querem para Portugal.   Ora, qualquer um dos partidos que se perfila para governar o país nos próximos tempos mostra muito pouca vontade para pôr em causa o que a tutela externa nos diz para fazer.
     Em resumo:   com grande probabilidade, a seguir às eleições teremos uma nova vaga de austeridade orçamental e de contenção dos salários, com consequências negativas para o crescimento da economia e do emprego.


Publicado por Xa2 às 08:25 de 27.09.15 | link do post | comentar |

6 comentários:
De Rigor e Transparência Sim; Auster.NÃO. a 30 de Setembro de 2015 às 11:50

AUSTERIDADE, LIBERDADE E IGUALDADE! e + pobreza.!


Hoje, passados sete anos,
a austeridade restringiu a liberdade da maioria do povo português,
aprofundou as desigualdades sociais
e limitou a soberania do Estado para além das limitações próprias de ter aderido à União Europeia.

Efetivamente as políticas de austeridade, introduzidas pelo Memorando da Troika e aplicadas pelo governo de forma maximalista, como bem demonstra Hermes Costa em recente artigo publicado neste blogue,
retiraram direitos fundamentais aos trabalhadores e pensionistas e afetaram inclusive com restrições sociais os mais pobres.

Ao retirarem rendimentos aos trabalhadores e pensionistas, a maioria da população, foram restringidos elementos fundamentais da liberdade.
A liberdade de poder até comer mais e melhor!
Abundam as cantinas sociais, a falência de famílias,
a perda da própria casa e o desemprego de longa duração sem subsídio afetou e afeta centenas de milhares de portugueses!

Estas políticas aprofundaram, por sua vez as desigualdades sociais, como reconheceu ainda recentemente o próprio Primeiro Ministro.
Efetivamente a crise teve uma outra dimensão pois concentrou ainda mais a riqueza em poucas mãos!
Ou seja, a falta de liberdade afetou a maioria dos portugueses
menos essa minoria que ganhou com a crise! Os donos do mercado têm toda a liberdade!

A liberdade do Estado português foi igualmente restringida pois até um dos líderes do governo afirmou que vivíamos em protetorado!
Mas não acrescentou nada sobre a origem da falta de liberdade do Estado para além de deitar as culpas para o anterior governo de Sócrates.

Efetivamente em Portugal não se votou a adesão à União Europeia, nem ao euro nem foi votado também o acordo com a Troika!
Os governos eleitos consideraram todos que tinham legitimidade para tomar tais decisões sem consulta popular!
Mas as consequências de todas estas decisões, boas e más, são da responsabilidade desses governos!

Passados estes anos estamos menos livres, mais pobres e mais desiguais!
No entanto, a propaganda da direita portuguesa procura fazer-nos acreditar que o país está no bom caminho.

A oposição tem que nos mostrar que nos tornará mais livres, mais iguais e menos pobres o que não será fácil se continuarem as políticas da austeridade.
Mas como romper com essas políticas num só país da zona euro?
Só com uma adesão massiva do povo português a outras políticas anti austeritárias já nas próximas eleições!
Mas, não nos enganemos, votar apenas não chega!
É preciso uma outra atitude política dos portugueses.
Temos que nos organizar mais e melhor nos locais de trabalho, nos sindicatos e noutras organizações populares para mudar o curso dos acontecimentos!

Ninguém fará por nós aquilo que tem de ser feito por nós!


(-por A.Brandão Guedes , BemEstarNoTrabalho, 31/8/2015)


De Coligação PàF: pobreza e repressão !!. a 28 de Setembro de 2015 às 11:36
A coligação de direita tem um projecto claro e coerente para o país

A coligação de direita tem um projecto claro e coerente para o país. Assume que a economia portuguesa, tal como existe, não tem possibilidade de vingar no mundo globalizado.
Como tal, defende que o país tem de ser profundamente transformado, de modo a torná-lo mais atractivo ao investimento.
Para isso, é preciso tornar o investimento empresarial mais rentável, o que só se consegue no curto-prazo reduzindo os custos para as empresas.

Grande parte dos custos que as empresas enfrentam são receitas de outras empresas (por exemplo, a energia, os transportes, as comunicações) e nesses não se pode tocar, pois estar-se-ia a retirar lucros a uns para dar a outros.
Há que reduzir os custos das empresas noutros lados, onde os investidores não saiam prejudicados.
Onde? Nos salários, nos impostos e nas contribuições para a segurança social.

Os salários reduzem-se desregulamentando as relações laborais, destruindo a negociação colectiva, permitindo a generalização da precariedade,
mantendo o desemprego elevado e reduzindo as condições de acesso ao subsídio de desemprego (para forçar os trabalhadores desempregados a aceitar salários mais baixos).
Os impostos reduzem-se restringindo ao mínimo, e de forma duradoura, os compromissos do Estado com a educação, a saúde e a protecção social.
As contribuições sociais das empresas reduzem-se diminuindo as pensões e outras prestações sociais
financiadas pelo orçamento da segurança social, bem como exigindo aos trabalhadores que paguem do seu bolso uma parcela cada vez maior da protecção contra a doença, a invalidez, o desemprego e a velhice.

O resultado será um país com mais pobreza, mais desigualdade,
onde a precarização da vida é a regra e onde todos os que podem procurarão construir o futuro noutras paragens.
Vários exemplos históricos mostram que uma sociedade assim está condenada a prazo.
Eu olho para este projecto e vejo Portugal a transformar-se numa reserva de mão-de-obra barata do continente europeu,
onde a paz social dependerá cada vez mais do exercício de um poder autoritário e repressivo.

A coligação de direita diz que não, que é assim que se constrói o futuro.
Foi isso que procurou fazer nos últimos quarto anos e é isso que continuará a fazer se ganhar as eleições.
Quem acredita que é este o caminho faz bem em votar PàF.

(- por Ricardo Paes Mamede, 27/9/2015, Ladrões de B)
---------
-- ...As coisas estão tão bem encaminhadas, com «sondagens» diárias de resultados fabricados
para influenciar o curso dos próprios resultados do futuro acto eleitoral e o Ricardo vem para aqui lembrar verdades inconvenientes? ...

-- O Ricardo esqueceu um elemento na sua análise:
a venda do País ao desbarato.
Começou com as privatizações e com o facilitar da construção em áreas sensíveis. Agora que quase tudo o que se pode privatizar está privatizado ou em vias disso,
a Coligação prepara-se para simplificar a exploração de minérios e de hidrocarbonetos (páginas 120 e 121 do Programa da PàF, claro como água).
Como o fracking já está a ser testado, não me admirava nada se o próximo passo, agora que já se sugou quase tudo o que está sobre a terra, seja fazer o mesmo com o que está por baixo dela (http://www.sol.pt/noticia/105686/portugal-testa-g%C3%A1s-pol%C3%A9mico).
Não é apenas na redução do custo do trabalho que o País se tornará mais atractivo ao Investimento.
Será igualmente na possibilidade de degradar (ainda mais) o Meio-Ambiente.
Pena que até agora ninguém tenha trazido estes temas à Campanha, mas se calhar falar do Meio-Ambiente não dá muitos votos...

-- O PS/PSD através dos Srs. António Costa e Coelho, tem vindo a invocar os problemas com que temos vivido, esquecendo que ocultando as CAUSAS é utilizar os problemas para garantir a continuidade das mesmas causas.
E´ que nos últimos 40 anos, Portugal tem sido governado ora pelo PS, ora pelo PSD..!
Agora estes compadres parecem iguais às comadres…vem com uma de zangados…vejam só…coitadinhos que eles são…
Apoiam a destruição do Afeganistão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão e Síria, entre outros.
Como membro da NATO apoiaram a destruição de um país europeu, a Jugoslávia, apoiam o cerco a´ Rússia e apetrecham a Ucrânia…
-...


De PàFiosos desgraçam-nos. a 28 de Setembro de 2015 às 11:12
José Pacheco Pereira
(na Sábado, 17/9/2015)

----- O dia seguinte

Se o PAF (PSD-CDS) ganhar, pode não conseguir cumprir o seu programa não escrito e a sua agenda escondida, mas uma onda de arrogância política
abrirá caminho para muitos ajustes de contas

Sejam quais forem os resultados, a
política portuguesa muda muito no
dia seguinte às eleições.
Se o PAF ganhar, haverá pela primeira
vez em Portugal um forte reforço
da direita política e ideológica,
cimentada por uma poderosa coligação
de interesses económicos. Na
verdade, esse reforço já existe, mas
devido à forma como correu a campanha
de 2011, a sua legitimidade e
liberdade de acção estavam coagidas.
Pode não conseguir cumprir o
seu programa não escrito e a sua
agenda escondida, mas uma onda
de arrogância política abrirá caminho
para muitos ajustes de contas.
Os alvos serão os sociais-democratas
do PSD, os democratas-cristãos
do CDS, os socialistas de esquerda,
os sindicatos, os reformados e pensionistas,
os trabalhadores da função
pública, os municípios que não
sejam do PSD, os trabalhadores com
direitos, os desempregados de longa
duração, etc.
O centro político será varrido do
mapa, e a sua principal consequência
é o toque de finados pelo PSD
como partido do centro, centro-esquerda
e centro-direita. O Tribunal
Constitucional estará também no
ápex da conflitualidade política. Isto,
no pressuposto de que a coligação
encontra forma de governar em minoria,
o que, caso ganhe e haja um
tumulto no PS, não é de todo impossível
comum PS mais “amigo”.
É por isso que esta eleição é muito
importante para Passos, Portas e
para o núcleo político e económico
que se juntou ao actual Governo,
desde think tanks conservadores
(que já existiam, mas não tinham a
agressividade, nem a capacidade de
colocar pessoas e ideias nos sítios
certos), a sectores empresariais que
beneficiaram das políticas governamentais
não só em apoios directos,
como em legislação orientada para
os seus interesses como aconteceu
com toda a legislação laboral. Como
se vê pela campanha do PAF, que transpira riqueza por todo o lado, e
por alguns investimentos estratégicos
feitos com antecedência (como
o Observador), não lhe faltam nem
vão faltar meios.

----- O dia seguinte (2)
Isto acontece mesmo que a coligação
ganhe em minoria e se abra um
período de instabilidade política.
Mais: se a coligação ganhar e ficar
em minoria, o seu derrube com novas
eleições ser-lhe-á muito favorável.
Um governo minoritário do PAF,
será sempre mais difícil de derrubar
sem custos eleitorais para quem o
faça, do que um governo do PS. O
derrube de um governo do PS pode
ter o efeito contrário, favorecer o
discurso da “estabilidade” do PAF. É
também por isso que a maioria absoluta
é mais importante para o PS
do que para o PSD e CDS. O PS tem
um tiro, o PAF tem dois.

---- O dia seguinte (3)
Se Costa perder será varrido da liderança
do PS num ápice. O ticket eleitoral
dos seus opositores será dar ao
Governo o PS como aliado, ou melhor,
“dar ao País estabilidade”, propor um bloco
central. Não é impossível
que haja uma reacção dos militantes
do PS, “àCorbyn”, ou seja uma
viragem à esquerda, mas na actualidade
são as hostes de Seguro e de
Maria de Belém que estão à espera.

---- O peditório
A palavra que sempre se usou, mas
agora parece haver pudor em usar,
para aquilo que Passos propôs aos lesados
do BES era “peditório”. Passos
propôs um peditório para arranjar dinheiro
para pagar os processos contra
o Novo Banco, o Banco de Portugal
e o Governo por parte dos lesados.
Para além da visão de que estes
problemas se resolvem com caridade,
num país em que o acesso ao direito
é constitucional, Passos deu involuntariamente
a razão aos lesados
considerando-os “lesados” ou seja,
vítimas de uma prepotência ou abuso
do Poder. Ao dizer que daria algum
do seu dinheiro para o peditório é
porque reconhece mérito nas queixas
dos lesados do BES. Contra quem?
Ele próprio, o Estado, o seu amigo no
Banco de Portugal, o Ministério das
Finanças e o Novo Banco.
Assim, não admira que ninguém
queira comprar a “coisa” sem ter garantias
quanto à litigância. Ou sobra
para o contribuinte? Vai ser preciso,
nesse caso, um gigantesco peditório,
para evitar o défice, o procedimento
por défice excessivo e as perdas do "€€ dos contribuintes" / CGD, ...


De Por Coligação de Centro-Esquerda. a 28 de Setembro de 2015 às 12:14

Olhares sobre as legislativas 2015:
(Paulo Guinote, 27/09/2015, Aventar)

Quero, com a mesma convicção que em 2011 queria o afastamento do engenheiro Sócrates da governação, que a coligação seja derrotada e afastada do poder.

Mas não o quero para regressar ao passado ou para dar ao PS uma maioria que lhe permita ficar com as mãos soltas.

Como em qualquer democracia estável, acho que os governos de coligação são mais fiéis à vontade plural da maioria dos eleitores e não gosto de truques para dar poder absoluto a quem tem 35-40% de votos expressos.

Com gente no governo ou apoio parlamentar, acho que deve existir pela primeira vez em Portugal, como aconteceu agora com estes neo-liberais estatistas de 3ª ordem (só é aparentemente um paradoxo, como o comunismo capitalista chinês),
um governo em que se aliem os partidos de centro-esquerda de forma que se respeite o programa do maior partido,
mas sem que os mais pequenos tenham de ceder em tudo.

Pelo que acho que é tempo das vestais do PS -os Lellos, os Sousa Pintos, aqueles que andam em torno de Maria de Belém sem ser apenas por desforra contra António Costa – manterem as roupas bem vestidinhas se existir
uma aproximação real ao Bloco e ao PCP,
em vez de apostarem no peronismo do Marinho Pinto ou na cisão bloquista europeísta que é o Livre como bengalas para chegarem ao poder.
Porque, queiramos ou não, o PCP e o Bloco que resta (o pessoal da UDP, fundamentalmente) conhece muito melhor o país do que os habituais frequentadores das tertúlias televisivas dedicadas ao comentário político.

Acho que fui claro.
Podem sempre cobrar-me na volta do correio, em 2019 ou lá quando for.
Porque se um tipo conseguiu sobreviver a um governo de 4 anos com criaturas como aquele Maçães lá dentro, não há que recear seja o que for.
----------

--A.M.:
Quero consigo e com a mesma convicção!
Votem no que quiserem desde que seja à esquerda (também vale o Livre), porque é preciso coragem e força para comunicar que
as receitas neoliberais não funcionam, que o desemprego e a austeridade à custa de quem já tem menos estão a arrasar o país!
Seria quase um milagre se desta vez mais pessoas, em vez de quererem mostrar que são bem comportadinhas e desesperançadas, arriscassem um voto de “assim não!”,
juntando-se aos outros países do Sul da Europa, que já estão a dizê-lo.
“Quem luta pode perder, quem não luta, já perdeu”.

-- F:
A.Costa avançou porque, acima de tudo, foi “pressionado” por muita gente que nem era/é militante ou votante no PS.

Estavam fartos do governo, zangados. E Seguro oferecia-lhes nada- uma oposição violenta (?!!) e um “qual é a pressa? qual é a pressa?” Oferecia-lhes, ainda, um consenso/compromisso(?) com PSD/CDS, tão ao gosto de Cavaco. Para a estabilidade e confiança dos credores….

A. Costa avançou quando poderia estar muito confortável na Câmara de LX, a continuar um bom trabalho. Por isso, merece a admiração de muita gente, eu incluída.

Se vai conseguir? Não sei.

A manipulação e a agit prop de muita comunicação social e comentadores “independentes” têm força.

O silêncio ensurdecedor de parte do PS é ainda pior. A sua “vingança” move-se nos bastidores e no exterior, com o Eurico Brilhante a afirmar que preferia Seguro como 1º ministro; o Carlos da UGT a lançar uma frase “batida” e de mau gosto; a Mª de Belém a mover-se como putativa candidata às presidenciais ; Sócrates a criar ruído….e tantos outros calados, à espera da desforra.

A. Costa está, praticamente, sózinho no PS. É 1 homem culto e inteligente, com pouca prática em “arruadas” e discursos bacocos de campanha eleitoral.

Estarão os portugueses com ele, apesar de tudo?

A 4 de Outubro saberemos.

--
... O governo não tem um único indicador que tenha melhorado, um único!
e (nas PaFiosas "sondagens/trackpoll") tem tanto voto do tuga? Incrível.


De Austeridade???? a 27 de Setembro de 2015 às 20:39
Austeridade? Qual austeridade? O que é austeridade? Será austeridade diminuir o número de professores quando diminui o número de alunos? Será austeridade reduzir o número de enfermeiros quando os mesmos a trabalharem no setor privado não se queixam do número de doentes por enfermeiro, apesar deste ser quase o dobro do público? è austeridade reduzir o número de construções que depois não têm qualquer utilidade?è austeridade reduzir o montante de algumas reformas cujo valor era bastante superior ao que descontaram?
Afinal o que é austeridade?


De Retóricas e Chapéu PaFioso. a 28 de Setembro de 2015 às 12:53
---- Os contos de fadas (e Campanhas sem o essencial)

«A retórica desorganizada a que, por piedade, se está a chamar campanha eleitoral
é o reflexo cultural da pobreza decretada nos últimos quatro anos e da falsa riqueza propagada nas décadas anteriores.
O país, alegremente, acreditou sempre na melodia pimba que, com mais ou menos ritmo, entrou nas suas casas.
Como sempre o português adaptou-se, tentando sobreviver entre a chuva, sem se molhar muito.
É por isso que as sondagens são tão frias nos números e na falta de emoção.

A política não é uma escola de gentileza, mas esta campanha deslocou-se para um território desértico, onde tudo o que é essencial não se discute. (...)

Mas quem é que se preocupa com um assunto destes [Novo Banco] que parece não ser suficientemente forte para agitar a campanha,
tal como não é o desemprego, a carga fiscal ou a miséria educativa?
Estas eleições não estão a ser a mãe de todas as batalhas: são o pai de todas as incertezas.
Em que a sereia do progresso e do futuro não apareceu para cantar aos marinheiros portugueses, perdidos no seu próprio conto de fadas.»

---- Chapéus há muitos
(-F.Sobral, 24/9/2015)

« ....
Se há uma vitória clara da coligação PàF sobre o PS é a notável capacidade que está a ter para apagar quatro anos de governação em que
Portugal foi o laboratório de uma austeridade expansiva e
onde se cortou salários e pensões, se avançou para a destruição da escola pública e
se transformou os impostos numa canga cada vez mais pesada.
Onde se empobreceu Portugal económica, social e culturalmente como nunca antes se fizera.

Nenhum chapéu ou boina escondem os dados do INE, aterradores:
entre 2011 e 2014 cerca de 485 mil portugueses foram convidados a emigrar.
De outra forma imagina-se em que chapéu caberia o número de desempregados.
A política, "à Vasquinho", da coligação serve, para já, os seus objectivos. Mas os chapéus acabam sempre por se esgotar.»

-----
O anátema sobre os não-TINA. (José Pacheco Pereira)

«Embora eu já não me espante com quase nada – uma excepcional experiência que Portugal dos nossos dias dá a todos –,
fiquei um pouco perplexo quando, por duas vezes, António Costa, nos debates, não conseguiu dizer que era… socialista. (...)

Em bom rigor o mesmo se passa com a maioria dos membros do PS, que parecem ter medo de dizer que são… socialistas.
Ou que o seu socialismo não é… socialista.»


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