De Eleições primárias n-americanas. a 2 de Março de 2016 às 09:51
América (em eleições)

Tudo começa a ficar mais claro, depois da "super Tuesday" que quase sempre pré-define o resultado final das eleições primárias norte-americanas.

Clinton parece imbatível no campo democrata, com Sanders a ter o destino tradicional dos liberais (no sentido americano, claro), isto é, a perder.
A quase certa candidata democrática vai ter contudo de superar uma elevada rejeição que a sua excessiva exposição na política americana lhe trouxe.
Mas com o voto negro e de algumas minorias assegurado, tudo parece facilitado.

Trump, embora não esmagador, provou que só por milagre alguém o travará no terreno republicano.
Cruz é mais do mesmo, Rubio não conseguiu descolar, e agora já será tarde.
Resta saber como vai a máquina republicana reagir a esta tomada por uma candidatura que está muito longe da imagem de um partido com sentido de responsabilidade e sentido de Estado.

Em termos teóricos, o perfil caricatural de Trump deverá tornar mais fácil a vida a Hillary Clinton no sufrágio de Novembro.
Mas a América é sempre um poço de surpresas. E nem sempre das melhores.

(-por Francisco Seixas da Costa, 2/3/2016, http://duas-ou-tres.blogspot.pt/ )

-----
JF:
Hillary pode vir a ser tão perigosa para o mundo como Trump. A ('ingerência' americana e) sua gestão do imbróglio sírio e a sua proximidade com Israel prova-o.
E é no MO que as coisas se podem deteriorar ao ponto de provocar a confrontação com os Russos. Não é na fronteira do México.

Os abandonados na berma da estrada, que são um terço dos Americanos, sobretudo jovens, estão muito tentados pela mudança radical de tipo de governo.
Veremos em quem eles confiarão para a fazer. O mesmo problema que em França:
vai ser preciso responder ao terço de Franceses que vota Le Pen. Pelas mesmas razoes.


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres