De Porquê Trump agora? a 7 de Março de 2016 às 10:13

Fernando Cerdo:

Embora considero as críticas às palhaçadas do Trump bastante válidas temos que encaixar tudo isto na realidade política da direita Republicana dos EUA das últimas décadas e evitar fazer o papel de virgens ofendidas.
O Trump não é radicalmente diferente de muitos outros candidatos republicanos que em boa verdade ganham eleições com recurso ao fanatismo e imbecilidade evangélico-protestante e às insinuações subtis e nada subtis contra as minorias, Afro-Americanos, Mexicanos, imigrantes, etc., tudo misturado com o imperialismo excepcionalista e infantil do “WE´RE #1! U.S.A.! U.S.A.! U.S.A.!”.

A única diferença em relação ao Trump é que ele, sendo um bilionário não comprometido com a CIA etc., não está financeiramente dependente das eventuais recompensas de determinados lóbis, nomeadamente os concentrados em torno do neo-conservadorismo
como o lóbi dos fornecedores de serviços e material militar ou o famoso lóbi do Estado de Israel em Washington – os interesses verdadeiramente responsáveis por estas guerras sem fim no Médio Oriente – e por isso está a ser denunciado até pela FOX News.
A FOX News, por exemplo, fomentou nos últimos 20 anos uma normalização do discurso de extrema-direita, islamófobo, xenófobo, e ignorante muito parecido com aquele actualmente vomitado pelo Donald Trump, o chamado discuro “Archie Bunker”, direcionando esta propaganda a favor de candidatos de orientação neo-conservadora.
Agora quando aparece um tipo de direita radical mais ou menos isolacionista ele é denunciado e ridicularizado por estes mesmos meios de comunicação que fomentaram discursos deste tipo ao longo destes anos todos e que até venderam o George W. Bush a esta franja do eleitorado norte-americano como um genial estadista de prestígio.
Não tenho dúvidas de que se o Donald Trump disesse que queria bombardear a Rússia e a Síria ele seria apresentado de uma forma muito diferente nos média.
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The economic forces driving this year’s nomination contests have been at work for decades. Why did the dam break now?

The share of the gross national product going to labor as opposed to the share going to capital fell from 68.8 percent in 1970 to 60.7 percent by 2013, according to Loukas Karabarbounis, an economics professor at the University of Chicago’s Booth School of Business.

Even more devastating, the number of manufacturing jobs dropped by 36 percent, from 19.3 million in 1979 to 12.3 million in 2015, while the population increased by 43 percent, from 225 million to 321 million.

The postwar boom, when measured by the purchasing power of the average paycheck, continued into the early 1970s and then abruptly stopped (see the accompanying chart).

In other words, the economic basis for voter anger has been building over forty years. Starting in 2000, two related developments added to worsening conditions for the middle and working classes.

First, that year marked the end of net upward mobility. Before 2000, the size of both the lower and middle classes had shrunk, while the percentage of households with inflation-adjusted incomes of $100,000 or more grew. Americans were moving up the ladder.

After 2000, the middle class continued to shrink, but so did the percentage of households making $100,000 or more. The only group to grow larger after 2000 was households with incomes of $35,000 or less. Americans were moving down the ladder. (This downward shift can be seen in the other chart that accompanies this article.)

The second adverse trend is that trade with China, which shot up after China’s entry into the World Trade Organization in December 2001, imposed far larger costs on American workers than most economists anticipated, according to recent studies. And the costs of trade with China have fallen most harshly on workers on the lower rungs of the income ladder.

In their January 2016 paper, “The China Shock,” David Autor, David Dorn and Gordon Hanson, economists at M.I.T., the University of Zurich and the University of California-San Diego respectively, found that

If one had to project the impact of China’s momentous economic reform for the U.S. labor market with nothing to go on other than a standard undergraduate economics textbook, one would predict large movements of workers between U.S. tradab ...


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