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De Estado em 'outsourcing' e nepotismo. a 17 de Março de 2016 às 10:54

---- O estado do Estado


O que vou dizer apoia-se na minha experiência. Aceito que outros possam ter uma perceção diferente. E poder estar equivocado.

Do que vi e ouvi ao longo de muitos anos, os Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa Nacional são os dois departamentos do Estado que,
aquando da mudança de governos, apresentam aos novos titulares dossiês, sobre o "estado da arte" em todas as áreas da respetiva competência, com maior neutralidade e equilíbrio.

No caso de muitos dos restantes ministérios, a excessiva partidarização ou a condução ideológica dos temas leva a que as novas tutelas olhem o que lhe é passado, nas transições, com menor confiança.
Posso estar a ser injusto, mas é o que me chega.

Quando, há uns tempos, comentei isto com alguém ligado ao anterior governo, acrescentei o Ministério das Finanças a essa curta lista de departamentos. Era essa então a minha ideia. A reação dessa pessoa foi imediata:

- As Finanças?! Está completamente enganado!
O Ministério das Finanças, tal como você e eu o conhecemos no passado, já desapareceu.

Aquilo que nós víamos como um pilar do Estado, com sólidos e conhecedores departamentos, com diretores-gerais prestigiados e estáveis no tempo, acabou há muito.

Agora, aquilo é enxameado ciclicamente por uma "rapaziada" trazida pelos ciclos políticos e, para o que realmente importa, no tocante a pareceres,
vive de "outsourcing", pagando balúrdios a empresas e escritórios de advogados.

Há pouco, ao ler os números astronómicos que foram pagos pelo Estado nas
assessorias para os "brilhantes" contratos de "swaps",
pareceu-me que a opinião daquele meu amigo ficou confortada.

(-por Francisco Seixas da Costa, 14/3/2016, 2 ou 3 coisas)


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