Estamos pior ou melhor que em 2011 ? pior !
"Estamos pior ou melhor que em 2011?"      (-por mariana pessoa, 27/11/2014, 365forte)
         Aqui, o Sérgio Lavos confrontava as declarações do PM no seu discurso de abertura do Congresso do PSD com dados estatísticos. Prosseguiremos, pois, com mais dados, mas em bonecos, para facilitar  (nota: apresento dados que terminam em 2013 porque não há ainda, naturalmente, resultados globais do ano de 2014.):

       População activa: em 2013 menos pessoas em condições para trabalhar do que em 2011. Simplesmente o motor do PIB e da sustentatabilidade de todos os sistemas:

pop activa.pngFonte: INE

População activa (INE): população com idade mínima de 15 anos que, no período de referência, constituía a mão de obra disponível para a produção de bens e serviços que entram no circuito económico (população empregada e desempregada).

- E quantos portugueses seguiram o conselho do PM e deixaram a sua "zona de conforto" e emigraram? Uns singelos 30 mil a mais do que em 2011.

 emigração.pngFonte: Observ.Emigração (2014)
- E em termos do número de desempregados, esses bandalhos párias da sociedade, sugadores imorais de subsídios?

 nr desemp.pngFonte: INE

- E em termos de taxa de desemprego, estamos pior ou melhor do que em 2011?   Estamos pior.

 tx desemp.pngFonte: INE
 - E de pessoas em situação de emprego, como estávamos em 2011 e como estamos em 2013? Pior que em 2011.

 pop empreg.pngFonte: INE

      E depois há aquelas em que por alma do espiríto santo têm acesso a ofertas do centro de emprego, sem que os editais tenham saído cá para fora.

- "olha, tenho uma entrevista,fui lá ao centro de emprego e ele disse-me que estavam a pedir alguém para o sítio x para realizar um estágio profissional".

Fiquei espantada com aquilo, disse que tinha lá metido umas 4 vezes currículo e nada.

- "ah pois, não sei, aquilo não saiu do centro de emprego, nem chegaram a meter a oferta cá fora, mandaram-me logo ir no dia a seguir à entrevista e disseram-me logo que tinha ficado com o lugar."

Comentei que aquilo era um bocado estranho, normalmente fazem mais que uma entrevista e dizem que até ao dia tal comunicam se ficou com o lugar ou não. A maior parte das vezes nem dizem nada.

- "Pois, fui a única que foi à entrevista e disseram-me na hora que o lugar era meu".

Passados uns dias fiquei a saber que conhecia alguém no centro de emprego.

 Acho que tenho de ir tentar fazer amigos para locais destes.

------ Têm 'cunhas' ('factor C', 'plano inclinado' ou até 'subida na horizontal'; é corrupção,  favorecimento ou nepotismo directo ou cruzado).  Conseguem as coisas e ainda fazem questão de esfregar na nossa cara que conseguiram o que queriam (por "mérito"!?).  Dá vontade de uma pessoa lhes perguntar se ao menos se lavaram depois do roça-roça todo que fizeram para conseguirem aquilo ...



Publicado por Xa2 às 07:36 de 30.11.14 | link do post | comentar |

2 comentários:
De Desemprego, Precariedade e Roubo a 5 de Dezembro de 2014 às 11:23

(carta ) Do Provedor ao Ministro
(do Trabalho? e Solidariedade...)

[...]
Vale a pena gastar alguns minutos com a leitura de uma carta, datada de 19 de Novembro, que o Provedor de Justiça enviou ao Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social sobre «Medidas contrato emprego-inserção e contrato emprego-inserção».

Dois excertos, entre muitos possíveis:
[...]

Há muito que os Precários vêm a chamar a atenção para este escândalo. Fazem-no agora, uma vez mais, respaldados pela posição do Provedor de Justiça:
[...]

«É o roubo perfeito:
1) as pessoas são obrigadas a trabalhar sem salário, recebendo apenas o subsídio de desemprego – que é seu por terem descontado – e uma bolsa de 84 €;
2) o serviço não tem de contratar ninguém para aquele posto de trabalho poupando o orçamento;
3) estas pessoas não têm direito a férias, subsídios de natal ou de férias;
4) quando acaba o subsídio de desemprego é só chamar outra pessoa;
5) durante este tempo são retirados da estatística oficial do desemprego.»
.
via
http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/12/do-provedor-ao-ministro.html


De farto de palavras a 1 de Dezembro de 2014 às 03:13
Corre por ai, via e-mail uma lista de filhos de politicos empregados na PT. Tudo por mérito.
Na GALP, não devem ser menos, também filhos de políticos. Mas a cunha para o tal serviço administrativo é que é relevante… Isto diz-nos quase tudo do país.
Mesmo qualquer inepto em matemática percebe que se o PIB diminui e o montante da dívida se mantém igual, aumenta a sua percentagem. O mesmo acontece com a taxa de desemprego. Se a população ativa diminui e o número de desempregados se mantém constante, aumenta a taxa de desemprego.
E por falar em desemprego nunca surge um “escriba, crítico da elevada taxa de desemprego” a apresentar soluções. O país não quer ser comunista, onde supostamente havia empregos para todos (ainda que a qualidade de vida deixasse muito a desejar), mas quer empregos para todos. Como os ditos comentaristas não criam empregos, entende-se que será o Estado a criar…bem, mas isso configura um estado comunista, que é rejeitado pela maioria. Estamos como a pescadinha de rabo na boca.
Como diz hoje no Publico Mohhamad Yunus “ a procura de emprego está errada” Sai-se da pobreza criando o seu próprio emprego.


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