2 comentários:
De .inJustiça kafkiana, 'polvo' e media... a 13 de Maio de 2016 às 15:42
----F.S.Costa, 12/5/2016:
Fernanda Câncio

Creio que nunca encontrei pessoalmente Fernanda Câncio, a jornalista do DN que foi namorada de José Sócrates. Apenas falámos telefonicamente duas vezes: aquando de um perfil que estava a redigir sobre uma efémera figura política da nossa praça que era minha conhecida e a propósito da comunidade portuguesa em Paris, depois dos atentados terroristas de há meses.
Aqui entre nós, reconhecendo que escreve bastante bem e tem uma frontalidade e uma coragem não despiciendas,
estou muito longe de fazer parte do "clube de fãs" das suas cruzadas pelo "politicamente correto" em questões de género e outras temáticas "fraturantes", em que se soma, com regularidade, à agenda obsessiva do Bloco.

Escrevo motivado pelo longo artigo que Fernanda Câncio ontem publicou na "Visão", onde descreve, com pormenor,
a saga em que se vê envolvida nos dias que correm, por ter sido arrastada para todo esse magma de lama que dá pelo nome de "Operação Marquês".
Li aquilo e não quis acreditar. E não sei o que mais me chocou:
se o reino kafkiano em que se tornou o nosso sistema de justiça (e de injustiças), um polvo à solta,
aproveitado por alguns e que se projeta como uma séria ameaça sobre todos;
se a canalhice de alguma dita comunicação social, confrades profissionais de Fernanda Câncio.
Noto esta frase significativa:
"Não tenho forma de ganhar esta guerra porque o simples facto de a travar significa que já a perdi".

Os patrulheiros que só leem "as gordas" e estão à coca de tudo quanto possa favorecer o caso contra o antigo primeiro-ministro desiludam-se: de nada do que Fernanda Câncio diz no texto se pode inferir qualquer juízo sobre a inocência ou culpabilidade de Sócrates - tema que não é para ali chamado.

Repito:
não conheço Fernanda Câncio mas, depois de ler o que escreveu, quero daqui deixar-lhe a minha solidariedade.
Ela não precisa dela para nada, mas a mim faz-me falta dar-lha para ficar de bem comigo mesmo.


De Incompatibilidades e centrão d'interesse a 22 de Março de 2016 às 10:12

---- O cúmulo dos cúmulos (3)

É a subcomissão de Ética da AR apreciar apenas a legalidade
e não a ética de actos dos deputados susceptíveis de pôr em causa a honorabilidade do cargo.

O Centrão não dorme! - dirão alguns

E têm muita razão- acrescento eu- se o PS continuar a argumentar que o caso Marilú é apenas uma questão de legalidade e nada fizer para alterar a Lei das Incompatibilidades.


(-por Carlos Barbosa de Oliveira, crónicas do rochedo, 21/3/2016)


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