"Eu vou ..." votar contra austeridade neoliberal

“Eu vou lá estar”, diz em Londres a jovem emigrante à Min. Fin.

     No dia 5 de Maio de 2015 (as eleições legislativas gerais britânicas foram a 7 de Maio)  a Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, foi a Londres fazer uma palestra sobre o 'êxito' do programa de austeridade em Portugal. Ou seja, foi dar uma mãozinha à campanha eleitoral dos Tories, contribuindo do lado da Europa do Sul para o discurso endoutrinador que governos conservadores neoliberais europeus – aliados da (offshore) City e dos mercados que faliram e se recapitalizaram (à custa dos contribuintes e Estado, pela 'socialização' e aumento da dívida pública), - andam a propagar aos cidadãos, ajudados pelos barões dos mídia:   “os outros andaram a gastar muito no passado, tivemos nós de fazer a austeridade para voltarmos aos eixos e ao crescimento”  (dos lucros das transnacionais e fortunas das elites económico-financeiras e seus 'fantoches e capatazes').

   Foi este discurso simplista e fora da realidade que ganhou as eleições no Reino Unido, quando a realidade mostra todo o contrário: os governos conservadores neoliberais da austeridade andam a empobrecer os estados e as populações para transferir os dinheiros públicos para os donos do mundo.    As eleições britânicas não são verdadeiramente democráticas: dos 46 milhões de eleitores do Reino Unido só 100 mil votam. O sistema eleitoral britânico, profundamente aristocrático, não permite nunca a partilha do poder com forças políticas mais pequenas e progressistas, antes perpetua a dominação dos 2 grandes partidos.  Para melhores explicações leiam-se os excelentes artigos de Shaun Lawson, publicados aqui e aqui.

   Voltemos à propaganda de Maria Luís Albuquerque. A sua intervenção na London School of Economics suscitou a reacção in loco de Liliana, jovem cidadã emigrante obrigada a sair de Portugal devido ao tratamento de choque da troika-governo de Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque.    Felizmente há sempre alguém que resiste à mentira e à ilusão, há sempre alguém que diz não. Há sempre algum Asterix. Neste caso, uma Astérix portuguesa. A cidadã emigrante Liliana lembrou à Ministra que a “Austeridade”  é um fracasso económico, um fracasso de cidadania, um fracasso democrático e de gestão de um Estado. A “Austeridade”  beneficia aquele 1% ou menos da sociedade: os grandes patrões, o capital financeiro, aqueles que podem fugir ao fisco, os corruptos.

   A afirmação da Liliana à ministra tornou-se um soundbyte  “Sim, eu vou lá estar” .  Por extenso: “eu vou lá estar em Outubro, nas eleições, para garantir que a senhora ministra não seja eleita”.  O grupo local de entreajuda  Migrantes Unidos  fez um poster com esta frase e está a divulgá-lo para alertar os cidadãos portugueses emigrantes que devem ir fazer o seu recenseamento eleitoral, antes que seja tarde demais.

   “Eu vou lá estar!”   É o que fazem alguns.     Aqueles que podem e aqueles mais activistas civicamente que se sentem impelidos por uma obrigação patriótica.   Mas…e  todos os que não podem viajar até Portugal para lá estar nas eleições?

   E era preciso, na era do e.governo, dos serviços públicos em linha, fazer uma viagem a Portugal para garantir o voto ? Não podíamos ter o voto electrónico, se já não temos os consulados necessários perto de nós?  Que atraso de vida…

   Não temos voto electrónico, os consulados portugueses escasseiam em toda a Europa e em todo o Mundo. O pouco pessoal consular, em cada posto, não tem capacidade de atendimento a tanto emigrante. O tempo de espera é por vezes de 2 e mais horas. Temos de fazer marcação por telefone para ir resolver qualquer coisa ao consulado. Temos de tirar 1 dia de trabalho.  Os terminais do consulado virtual nunca foram ligados! Jazem nos cantos das associações portuguesas…

   Tudo dificulta o recenseamento eleitoral e o voto do cidadão português emigrante… ora o voto é a nossa maior arma de cidadania!   Vejam esta atrocidade : o recenseamento eleitoral não é automático para o cidadão emigrante, como é para o cidadão residente. Ao emigrar o cidadão português perde a sua capacidade de eleitor e só a pode readquirir através de um processo voluntário e burocrático, que exige tempo e deslocações ao consulado ou então infoinclusão, muito à vontade com a internet e os sites.

   Mas que ofensa é esta que nos fazem?!   Não somos nós portugueses como os outros?   Não pagamos impostos e não enviamos remessas?   E por que razão os nossos círculos eleitorais da emigração em todo o mundo só podem eleger 4 deputados? Que representatividade na Assembleia da República podemos nós ter com 4 deputados??? Que atestado de menoridade e de cidadania de 2a classe nos passa a Lei Eleitoral?  Parece do tempo da outra senhora…

    Os 5 milhões de emigrantes portugueses têm direito a 6 deputados ou mesmo 8 deputados na Assembleia da República. Deputados em número suficiente para constituírem massa crítica e para poderem representar condignamente este vasto círculo eleitoral.  Que a representatividade política dos emigrantes portugueses não seja uma expressão residual e inaudível na Casa da Democracia.   Que sejamos incluídos na participação democrática!      (-Texto de Lídia Martins, emigrante na Bélgica)



Publicado por Xa2 às 07:50 de 16.05.15 | link do post | comentar |

11 comentários:
De +Ricos; pobres e classe média PIOR. a 22 de Maio de 2015 às 17:01
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http://corporacoes.blogspot.pt/ 22/5/2015, comentário anónimo:

" no pico da crise, entre 2009 e 2013, os 10% mais ricos viram o seu rendimento cair 8%,
enquanto o dos 10% mais pobres recuou 24%" .

Estes dados estatísticos até podem ser indicativos, mas em bom rigor não são válidos, pois o gap é muito superior.
Enquanto os 10% mais pobres não podem fugir às estatísticas oficiais (quebra de 24% no rendimento),
os 10% mais ricos apresentam quebra de 8% na sua riqueza,
mas tal é falso pois fogem completamente às estatísticas oficiais de mil e uma maneiras legais e profissionais.

E a classe média? quanto é que perdeu na riqueza?
foi muito mais de 24%!


De Privatizam, vai o 'pote', dívida dispara a 25 de Maio de 2015 às 11:12

Vai o pote, dispara a dívida

( http://corporacoes.blogspot.pt/ 24/5/2015, M. Abrantes)

----- Abutres sem tempo para preparar assalto às últimas jóias da coroa [ CGD , Águas de PT, ...]

• Luís Villalobos, Onde falharam as privatizações (http://www.publico.pt/economia/noticia/onde-falharam-as-privatizacoes-1696623?page=-1 ) :

«(…) Outro aspecto importante das reprivatizações prendia-se com a redução do peso da dívida pública na economia. Uma intenção com algum mérito, mas que falhou redondamente.
Durante estes anos, a venda de empresas que estavam nas mãos do Estado rendeu cerca de 35 mil milhões de euros (tendo por base um valor referido por Ana Suspiro no livro Portugal à venda).

Quanto à dívida pública, está agora na casa dos 220 mil milhões de euros (130% do PIB).
Historicamente, a descida da dívida pública esteve associada aos pagamentos decorrentes das reprivatizações e não do controlo das despesas.
Assim, rapidamente voltou a subir e o resultado do encaixe com a venda de empresas foi o mesmo que
atirar copos de águas para um fogo alimentado por gasolina (fenómeno que continuou a verificar-se com o actual Governo).

(…)
Caso a privatização da TAP seja finalizada, pouco resta ao Estado para vender.
Com os falhanços que se verificaram no processo das reprivatizações, espera-se que o futuro seja diferente para grupos como a Águas de Portugal e a Caixa Geral de Depósitos.»

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---Há uma parte do artigo que não está no post e que é importante para enquadrar temporalmente esta história das privatizações dos bens públicos em sectores estratégicos e geralmente monopólios naturais –
«Em 1990, Mário Soares e Cavaco Silva, enquanto Presidente da República e primeiro-ministro, respectivamente, assinaram a lei-quadro das privatizações»
- mas também não está no post a assunção do carácter NEOLIBERAL que levou a que o rol descrito de empresas estratégicas e monopolistas fossem privatizadas, e nestes 25 anos, pelo PS, PSD e CDS.
Alinharam todos pela bitola neoliberal com a esfarrapada DESCULPA que os PRIVADOS (a maioria estrangeiros) é que eram bons a gerir o interesse público (estado e cidadãos). Vê-se ! !!!!

Há também uma parte do futuro que é muito fácil de adivinhar e melhor que qualquer astrólogo:
o PS, o PSD e o CDS vão querer privatizar o que resta do sector empresarial e da área social do Estado,
recorrendo às mais diversas formas e ENRIQUECENDO brutalmente uma MINORIA de catrogas, vitorinos, amados, mexias, loureiros, cadornas, varas, ...
à conta dos bens de todos, com a maioria dos cidadãos sempre a perder.

-(maio 24),


De Solidariedade dos povos europeus. a 21 de Maio de 2015 às 16:16
Apelo do Syriza à solidariedade dos povos europeus.


«Estamos num momento decisivo e é necessária vontade política dos nossos parceiros europeus para ultrapassar este impasse.
Este apelo não é só um apelo à solidariedade,
é um apelo para o respeito que é devido aos principais valores europeus.

Neste quadro, o Syriza apela a todas as forças sociais e políticas progressistas e democráticas que
têm consciência de que a luta da Grécia não se limita às suas fronteiras, mas
constitui uma luta pela democracia e justiça social na Europa.»

(- http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/ Dica 54 )


De + cortes no salário, emprego e pensões?! a 19 de Maio de 2015 às 12:09
Foi isto que eles (PPC e PP) estiveram a festejar em Guimarães?

FMI pede nova ronda de cortes salariais e no emprego público. (e nas pensões da CGA).
http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=4574441&page=-1
--------

A mini-feijoada
(por Fernando Sobral, via http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/ 19/5/2015)

«O país já não tem dinheiro para mega-feijoadas para comemorar qualquer coisa. Por isso, nestes tempos de austeridade, os líderes políticos contentam-se com mini-feijoadas. Foi esse o cenário do jantar comemorativo de um ano "sem troika" e de assinatura da coligação entre PSD e CDS.
(...) Não conseguiram abrir uma garrafa de espumante para celebrar a saída do "lixo" carimbado pelas agências de "rating" na testa do País, porque quatro anos depois continuamos no latão da reciclagem.

Mas enfim, não se pode ter tudo, mesmo com políticos transformados em mágicos. Compreende-se o clima de festa dos partidos da coligação:
nada está perdido. E a derrota não é certa.
Assim é possível fazer um fogo-de-artifício à volta de canas virtuais.
Repare-se num dos "sucessos" do Governo.

Apesar de acreditar que controlou a dívida pública, ela era pouco mais de 93% do PIB em 2010 e agora está perto dos 129%.
Nada mau como medalha de boa acção do Governo.

O desemprego é o que se sabe. Centenas de milhares de portugueses emigraram e deixaram de assombrar as contas e o Governo ainda exulta com a "descida gradual" dos sem-emprego, após ter conseguido taxas recorde neste sector.
Como vitória deve ser apenas moral. (...)

Cada político empanturra-se com o prato de que mais gosta. Mas transformar uns feijões mal cozidos numa feijoada pode causar uma indigestão.»
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País partido ao meio
(está o eleitorado pouco crente e "País partido ao meio" para o PS e PSD/CDS, o centrão das sondagens;
já para as famílias/ o "País está partido ". em cacos.)

«A lei da inércia vai sustentando o Governo, ao estilo do personagem dos desenhos animados, o célebre Coyote, que conseguia não cair no precipício, como se flutuasse no ar. Mas por fim precipitava-se no abismo quando olhava para baixo.

Lição política:
o melhor é não olhar para o que se fez. É isso que o Governo faz:
mira os dados do PIB, esquece os da dívida, olha para os das exportações e oblitera os do desemprego.
Com a greve da TAP, o Governo faz o pino e aproveita a desastrosa aventura dos pilotos para privatizar a todo o vapor, como se não existisse amanhã. Nem tempo.

A questão é que, como insinuam as sondagens, os portugueses não encontram no PS uma voz de confiança.
(...) O País vai ficar dividido ao meio, sem uma maioria clara, e em busca de acordos de regime ao estilo da sopa de pedra:
atira-se tudo lá para dentro, mexe-se, e depois logo se vê o sabor. (...)

Mas talvez os discursos políticos não sejam tão diferentes.
São flores do mesmo jardim plantado pelo Tratado Orçamental, pelo euro e pelo BCE.
E, por isso mesmo, o embate esperado tornou-se num empate sonâmbulo.

Mais do que uma qualquer impossibilidade de alianças após as eleições, e o caos decorrente das presidenciais logo a seguir,
o que transpira destas sondagens é que o País parece uma jangada imóvel.
À espera de uma brisa que não aparece.»

Fernando Sobral


De Ladrões de B. a 19 de Maio de 2015 às 15:55
Leituras

«"Em vez do colossal aumento de impostos, [o PSD] deveria ter feito uma colossal redução da despesa", afirmou esta semana ao Público Eduardo Catroga. (...) Qual é, então, o problema destas declarações? São Falsas. (...) Não só o enorme aumento de impostos foi inferior ao brutal corte na despesa, como ocorreu numa fase posterior, para compensar o falhanço colossal da estratégia inicial do Governo, assente numa contracção da despesa que se revelou catastrófica. Como bem descreve Hugo Mendes, (...) a consolidação foi feita através de uma diminuição da despesa primária de €7,4 mil milhões e de um aumento de €4,5 mil milhões na receita. (...) E é aqui que deviam começar os pedidos de desculpa. Desde logo, em relação à receita aplicada, assente num erro no multiplicador e na ideia de que os cortes na despesa têm um efeito virtuoso. A crença na austeridade expansionista, traduzida numa contracção brusca da despesa, teve efeitos económicos devastadores.»

Pedro Adão e Silva, Pedidos de desculpa

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«Portugal viveu quatro anos de desajustamentos e a esmagadora maioria da população foi sujeita a sofrimentos inúteis. As fragilidades detetadas na economia, na sociedade e na organização e funcionamento da sua vida coletiva não foram resolvidos; no geral agravaram-se. A continuação das políticas de austeridade, que o Governo e as instâncias europeias nos encomendam, visam subjugar-nos à inevitabilidade do sofrimento como destino, para com ele expiarmos as culpas de sermos povo do sul da Europa e de termos aspirado a um futuro melhor. Para os donos do clube do euro, se aí quisermos estar terá de ser na condição de membros de segunda; se quisermos sair esperam-nos todos os castigos do deus-mercado. (...) A celebração da vida de que precisamos não é a da submissão a estas injustiças e ao escuro das "inevitabilidades" que as sustentam.»

Manuel Carvalho da Silva, Celebremos a vida

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«Nesse critério [considerar recessão o período que vai desde o início da queda do PIB até ao seu regresso ao ponto de origem], Portugal está ainda longe de recuperar. (...) A economia portuguesa é a quarta mais distante de conseguir voltar ao PIB trimestral pré-crise. Mais concretamente, o PIB do primeiro trimestre deste ano é o maior desde o início de 2012, quando a economia ainda vinha a descer, e encontra-se a 7,1% do conseguido há sete anos. É uma distância de 2,9 mil milhões de euros, a preços constantes (descontando a inflação), que em termos percentuais apenas é ultrapassada por Chipre (8,9%, na terceira posição), Itália (9,3%, na segunda posição) e Grécia, que lidera destacada com uma distância de 26,5%. (...) Esta dificuldade em "regressar" a 2008 é um dos pontos em que a zona euro perde claramente para os EUA, onde a crise financeira deflagrou.»

João Silvestre, PIB ainda 
a 7,1% 
de "voltar" 
a 2008
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(-por Nuno Serra, 18.5.15 Ladrões de B)


De DesGoverno ... a 19 de Maio de 2015 às 16:25
http://derterrorist.blogs.sapo.pt/

----- Diagnóstico neoLiberal

(19/5/2015, [foto de Milton Friedman]

O patrão/ accionista, num acto falhado de gestão, contrata um administrador para um departamento da empresa que,
além de incompetente, é arrogante, conflituoso, por um complexo de superioridade desrespeitador da concorrência e sem um mínimo de humildade para reconhecer as suas incapacidades e limitações,
falhando todas as metas e objectivos definidos pelo contratante, apesar de ter ao seu dispor os recursos técnicos e humanos exigidos e exigíveis,

mas a turba, acéfala, é levada a canalizar a raiva e a direccionar a fúria e a frustração
contra os meros trabalhadores/ colaboradores da empresa
que se limitam a cumprir ordens [trabalhar mais horas, com mais empenho, menos folgas e feriados, redução salarial],
ilibando com isso o topo da hierarquia – o patrão/ accionista
das más decisões tomadas e dando-lhe um voto de confiança para continuar com o acto de gestão falhado.

O verdadeiro diagnóstico neoliberal aplicado ao ...

---- Da série "O país está melhor"

«Em Fevereiro foi batido novo recorde de registo de incumpridores e até Maio os montantes incobráveis ascendem a 418 milhões de euros, representando já mais de metade (53%) da quantia em dívida em todo o ano de 2014 (790 milhões).»

«Dívidas incobráveis disparam desde Janeiro para 418 milhões de euros»

---- Mais do mesmo
(polícia/s agride cidadão em Guimarães ...)

Não é Dias Loureiro na Administração Interna, nomeado por Cavaco Silva, mas é o partido de Dias Loureiro, e o partido do líder que elogia Dias Loureiro, que nomeia a Administração Interna, suportado por Cavaco Silva. Mais do mesmo, portanto.

---- E ficam desde já avisados
(16/5/2015, http://derterrorist.blogs.sapo.pt/)

Que o Governo, democraticamente eleito e na plenitude de funções, a 4 meses de eleições tem legitimidade para PRIVATIZAR o que muito bem entender até ao último segundo do último dia de mandato, logo a começar por uma companhia aérea de bandeira que até constava no programa.

O Governo, dos mesmos partidos, que assinou o despacho a autorizar o abate de 2 600 sobreiros, espécie protegida, na Herdade da Vargem Fresca em Benavente, já depois de José Sócrates ter ganho as eleições, com a data do despacho rasurada para uma data anterior, segundo o Expresso, para caber dentro da tal legitimidade do Governo na plenitude de funções.

O Governo dos mesmos partidos que na madrugada da tomada de posse de José Sócrates como primeiro-ministro assinou o despacho da não devolução ao Estado do edifício do Casino de Lisboa, no Parque Expo, no final da concessão à Estoril Sol, com Telmo Correia, especialmente profícuo, a assinar 300 – trezentos !!! – 300 despachos numa só madrugada.

Portanto ficam desde já avisados que vai ser SAQUE e fartar vilanagem até ao cair do pano.


---- A herança que deixamos às gerações vindouras

(- por josé simões, 15/5/2015 , derTerrorist)

Como dizem os pantomineiros que se alçaram ao poder debaixo da bandeira da troika, contra o despesismo do Estado gordurento pelo saque do Estado e das suas gorduras, é a herança que deixamos às gerações vindouras.
«70% dos jovens entre os 15 e os 24 anos admite ir trabalhar para o estrangeiro».
E missão cumprida quando na «mesma faixa etária, 57% dizem não se interessarem "nada" por política».
Quanto mais longe daí melhor, mais liberdade de movimentos, menos escrutínio e menos transparência.
"A minha política é o trabalho". A direita não dá ponto sem nó.
E qum não dá valor ao que foi conquistado merece mesmo isto, um Salazar em cada século.


De Líderes PSD e centrão d'interesses a 19 de Maio de 2015 às 16:36
30 anos D.C. (depois de Cavaco, ...)

( - 19/05/2015 por j. manuel cordeiro http://aventar.eu/2015/05/19/30-anos-d-c/#more-1229706 )

[ cavaco silva ]

No ano 30 D.C., Portugal é novamente um país pobre e onde se passa fome.
Lentamente, vemos o SNS, de que já nos orgulhámos, a definhar
e assistimos ao colapso de dois bancos, com enorme custo para os portugueses.
A justiça continua sem funcionar
e na educação já não se consegue arrancar um ano lectivo a tempo e horas.
A distribuição de riqueza é mais assimétrica e, para sobreviverem, milhares de portugueses abandonaram o país.

Durante estes 30 anos, Cavaco Silva foi um protagonista de primeira linha.
Primeiro como primeiro-ministro num período de abundante chegada de dinheiro ao país.
Teve duas maiorias absolutas que serviram para tornar o país dependente da construção e dos subsídios.
Durante esses dois mandatos, destruiu a agricultura e as pescas, através dos subsídios que distribuiu a troco do fim de actividade.
Fomentou o fim da produção industrial, trocando-a pelo “petróleo verde”, como então chamou um dos seus ministros à eucaliptização do país,
e pelo turismo, esse mesmo que plantou o litoral com betão até às falésias nas quais, por alguns anos, viveram galinhas de ovos de ouro.

Foi nos seus mandatos que nasceu o BPN, com o seu aval político e no qual fez dinheiro, via SLN.
Foi enquanto primeiro-ministro que o país foi sendo entretido em formação profissional fictícia – tanto dinheiro que por aqui jorrou.

As duas maiorias absolutas acabaram com os portugueses fartos de Cavaco Silva
mas bastaram outros 10 anos para que o elegessem por duas vezes para a presidência da república.
Dois mandatos de intrigas, como a invenção das escutas em Belém, e de dois pesos e duas medidas.
Com Sócrates era contra o aumento de impostos, afirmando que já se tinha atingido o limite.
Com Passos Coelho não só os admitiu como os fomentou,
quando aprovou o primeiro orçamento de estado inconstitucional, reconhecendo-lhe essas inconstitucionalidades mas, mesmo assim, promulgando-o.
Foram 10 anos de silêncios cirúrgicos e, nos últimos quatro, de colagem ao governo liderado pelo primeiro-ministro do seu partido.

Esse mesmo que aproveitou a troika para levar a cabo um programa não sufragado, tão bem resumido na expressão de Passos Coelho “ir além da troika”.

30 anos Depois de Cavaco (D.C.) há-de ficar para a História o registo de um político que, sendo-o, sempre fingiu não o ser.
A marca estava lá, para quem a quisesse ver, desde a primeira hora.
Foi ao congresso que o elegeu na Figueira da Foz sob o pretexto de uma revisão do seu carro, sem assumir ao que ia.
Aníbal Cavaco Silva, de cognome O Dissimulado, foi eleito líder do PSD há 30 anos.


De Piorados os 'equilibrios' sociais. a 19 de Maio de 2015 às 11:10
Um País diferente

(-por MCF, http://365forte.blogs.sapo.pt/ , 18/5/2015)

Aproximando-se o fim desta legislatura podemos dar como adquirido que estamos perante um país diferente daquele que existia em 2011.

Em parte por causa da aplicação do programa de ajustamento, mas acima de tudo por conta da execução de um programa ideológico por parte do actual Governo que, sem o ter assumido antes de ser eleito, queria alterar os equilíbrios sociais. Vamos a quatro factos:

1 – Com uma excepção, em 1988, há 50 anos que a percentagem da riqueza nacional afecta a salários não era tão baixa como em 2014.
Quando se discute se era ou não verdade que o Governo estava a empobrecer quem trabalha, fica aqui a resposta. Sim.
Menos pessoas a trabalhar, e as que trabalham estão a receber menos. E não foi uma baixa menor: este valor caiu qualquer coisa como 2,5% do PIB desde 2011.

2 – A isto acresce a opção política de fazer recair os aumentos de impostos quase exclusivamente sobre as famílias,
com parte desse aumento a nada ter a ver com a crise, mas sim com a opção de não pedir igual contributo às empresas.
Basta olhar para as propostas de Orçamento de estado de 2012 a 2015.
A receita de IRS aumenta de 9,3 para 13,1 mil milhões ou quase 50%.
A de IRC diminui de 4,7 para 4,6 mil milhões.
Ficamos conversados.

3 – Consequências?
Portugal voltou aos níveis de pobreza e exclusão social de há dez anos.
E a desigualdade na distribuição de rendimentos agravou-se.
Há mais pobres e mais pessoas em risco de exclusão social.
Fruto de tudo isto, o elevador social partiu-se de vez:
não só temos mais pobres como quem é pobre está mais longe de conseguir deixar de o ser.
E a natalidade, tantas vezes promovida no discurso político?
Bom, as famílias com maior risco de pobreza são as que têm menores a cargos, com destaque para as monoparentais.
Nada que tenha impedido a demagogia em torno do Rendimento Social de Inserção, por exemplo.

4 – Convém destacar, à parte, os dados sobre as crianças.
Foi na população infantil que se registou o maior aumento do risco de pobreza ou exclusão social, sendo esse valor hoje de uns assustadores 31,6%.
Uma em cada três das nossas crianças estão, hoje, agora, em risco de pobreza.
Se isto não é a definição de prioridade política não sei o que será.

Este é o Portugal que temos hoje, fruto das políticas deste Governo.
Estamos a caminhar rapidamente para a destruição do contrato social por via de uma reorientação violenta da prioridade política em torno de um neoliberalismo à portuguesa,
que corta salários enquanto convive com rendas excessivas, desde que nas mãos de interesses privados.

O pior de dois mundos.
Com os cumprimentos de uma maioria que se apresentará a eleições prometendo mais do mesmo.
Mais pobres, mais desigualdade, menos Estado.
E esta, temo bem, é uma promessa para cumprir mesmo. A única.


De Pior e alienados! a 19 de Maio de 2015 às 11:02
----- Sabíamos que a grande «reforma estrutural» deste governo tinha sido o violento EMPOBRECIMENTO da maioria da população.

Mas havia uma outra «reforma estrutural» de que ainda não havíamos dado conta:
o EMBRUTECIMENTO das forças de segurança.
São dois processos que não podem ser vistos separadamente.

--- Neste país, presentemente, certas instituições consideram-se intocáveis porque protegidas por um escudo invisível. Um PR incapaz e um desgoverno neoliberal, prepotente e temente às tais instituições!
Para bom entendedor meia palavra basta.

---Qual a diferença do comportamento desta Policia e da Policia de choque que havia antes do 25 de Abril, a diferença era no Alvo. A continuarem estes betinhos de Direita radical no Governo , uma certeza existe:
não esta longe que este tipo de policia comece a atacar outros alvos .
Acordem Portugueses adormecidos.


---- Que grande lavagem ao cérebro dos portugueses,esta direita está a fazer !

Em 2011, criaram a ideia de que estávamos na bancarrota.
Era cá dentro, era lá fora, fartaram-se e não se cansavam de clamar que Portugal estava na banca rota e no lixo.
Porém, decorridos 4 anos, a dívida está maior que em 2011 e ninguém os ouve a dizer que estamos na banca rota.
O desemprego é maior que em 2011 e ninguém os ouve a dizer que estamos na banca rota.
Os impostos são os mais altos de sempre, os ordenados e as pensões baixaram imenso e ninguém os ouve a dizer que estamos na banca rota.
A saúde e a segurança das pessoas estão num caos (basta ver a violência que se tem visto nos últimos dias).
As agencias de rating continuam a classificar Portugal como lixo, mas ninguém os ouve a dizer que estamos na banca rota.

Enfim, pensem bem e vejam se não está a ocorrer uma grande e perigosa lavagem aos cérebro dos portugueses. AJS

---«A desistência na política dos cuidados primários» ACCampos --- M.Silva:

... E é tão importante e saudável o tema de falar de um serviço de saúde depauperado, falar de tudo que a médio ou a longo prazo ficará inexoravelmente depauperado, se este governo não morrer depressa.

Claro que há um verdadeiro retrocesso em todos os serviços que o estado prestava,
poderíamos dar flagrantes exemplos em coisas tão básicas como os transportes, a justiça, a segurança, a electricidade, a água e tudo onde este desgoverno conseguiu pôr a pesada mão.

A meta, é o fim da linha, onde tudo acabará sem retorno.

Este governo, salvo raras, raríssimas excepções, é formado por rapaziada que deve ter lido por alto a crise de 1929,
e que quer demonstrar que se levanta uma economia destruindo-a, com uma dupla destruição,
para recomeçar do nada, e, repetir cinicamente, que já tiramos a cabeça do lamaçal e que já crescemos um bocadinho, e ainda cresceremos muito mais, se votarem em nós, nesta coligação contra natura e irrevogável.


----«Só pode haver conhecimento aplicável se antes houver conhecimento».JGalamba ---JM...

Javardos!
É uma completa razia em tudo, com esta gentalha maníaca e abrutalhada!

Portugal vai ficar num caco, até Outubro, e não vai ser só em um ou dois anos que se conseguirá inverter a inércia desta vincada tendência para a desqualificação de tudo o que é Estado neste País.
E muito em especial na Educação e na Investigação Científica, em que os frutos das boas políticas só são visíveis décadas após a sua implementação sistemática!

E o mesmo se passa com os efeitos das destruições profundas e sistemáticas. Perduram por décadas!
O Povo português vai pagar bem caro a sua loucura de 5 de Junho de há quatro anos.

E a verdade é que a grande maioria merece isto tudo e mais ainda...


De Quem ganhou? e quem perdeu? q. fazer? a 19 de Maio de 2015 às 12:42
“Vendemos tudo, mesmo Portugal”
( e ---- Quem ganhou com as privatizações ? Mariana Mortágua explica e bem.)

15/05/2015 por j. manuel cordeiro , http://aventar.eu/

Neste mandato não houve dinheiro para obras públicas mas isso não quer dizer que não haja dinheiro para amigos na mesma.
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Henrique Neto

17/05/2015 por j. manuel cordeiro 5 Comentários


De todos os que se apresentam, explicita ou implicitamente, a candidatos a PR, vejo no discurso de Henrique Neto uma profundidade de pensamento que não encontro nos outros.

henrique neto
Clicar para ler e ouvir


Henrique Neto não compreende como é que os dois últimos presidentes conseguiram conviver bem com a aposta nas PPP – «uma forma de parquear dívida pública» -, sem ter dirigido uma palavra aos portugueses. (…) Henrique Neto mantém o tom crítico em relação ao sistema político, e à forma como o país político parece prisioneiro de uma lógica de curto-prazo. [TSF]

A entrevista, que passou hoje na TSF, é muito mais do isto. Pena que o podcast não está disponível na totalidade.


De O q. não se vê não existe ?! a 22 de Maio de 2015 às 12:58

O que não se vê não existe?
(- 21/5/2015, http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/)


«A agressão policial a um adepto do Benfica à saída do estádio, em Guimarães, se não estivesse por perto uma câmara de televisão, não passava, quanto muito, de uma nota de rodapé: "Adepto benfiquista constituído arguido por cuspir na cara de um polícia".

As imagens mostraram uma realidade bem diferente e deram para a abertura de telejornais, paragonas de primeira página e artigos de opinião, indignação nas redes sociais e referências na imprensa estrangeira.
Hoje [20 de Maio], no debate no Parlamento, ao ouvir o senhor primeiro-ministro (e alguns deputados da maioria que sustenta o governo) a falar no sucesso da
governação dos últimos 4 anos, sem que passassem as imagens do dia-a-dia das dezenas de
milhares de famílias desempregadas, das macas com doentes amontoadas nos corredores nos hospitais,
da pobreza e do desalento que por aí crassa,
dei por mim a ouvir o senhor primeiro-ministro a dizer: "Adepto benfiquista constituído arguido por cuspir na cara de um polícia".»

Tomás Vasques (facebook)

----- De:
Quem terá sido o farsante que ..."ouviu dizer" aquelas pieguices sobre um país que quando não lhes cabe nas medidas é rotulado logo como um país de idiotas?

Idiotas por terem contribuído com o seu voto para a eleição desta governança de direita e de direita-extrema?
Que tem como responsáveis uma miserável quadrilha de neoliberais sem escrúpulos e à solta
que não assumem as suas responsabilidades pelo sucedido?

Que mentem com todos os dentes quando falam no "sucesso da sua governação"
como o outro ao dizer que lhe tinham cuspido na cara?

Sim, idiotas na certa , mas a manipulação e a mentira
são constantes da parte da governança instituída e
é extremamente difícil furar o bloqueio informativo, como nos dá exemplarmente conta este comentário de Tomás Vasques.

Malhas que o império tece neste
país em que os donos de Portugal são os descendentes directos dos donos de outrora e
que sem nunca serem idiotas ( eles sabem bem o que fazem)
têm a civilidade abjecta de quem tudo faz para manter este status quo miserável e de miséria
.
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O fosso da austeridade

Segundo estudo da OCDE, o fosso entre ricos e pobres nos 34 países que integram a organização é o maior dos últimos 30 anos e constituiu um obstáculo ao crescimento económico no longo prazo.

http://www.ionline.pt/artigo/393030/ocde-fosso-entre-os-mais-ricos-e-os-mais-pobres-nunca-foi-tao-elevado-no-mundo?seccao=Mundo_i
-------

A história que não abriu os telejornais de hoje

21/05/2015 por j. manuel cordeiro 9 Comentários


Aconteceu saber que hoje, dia 21 de Maio de 2015, um homem da Brandoa foi presente num certo tribunal da Grande Lisboa para 1º interrogatório judicial porque, depois de ter perdido o trabalho, perdeu também a casa e foi despejado. Ao ver-se na rua, fez três assaltos, armado com uma faca que trouxera da casa onde já não habita e, de seguida, entregou-se à polícia. Tendo confessado os crimes, pediu para ser preso, pois não tinha que comer nem onde dormir.

Esta é a história que não abriu os telejornais de hoje, porque o país está melhor e os cofres estão cheios.
---------

uma sociedade que não cuida da sobrevivência mínima dos seus (um tecto e jantar) está sempre a fomentar a criminalidade. Ou julga que é só uma grande coincidência as taxas do crime aumentarem com a pobreza e a desigualdade?

Eu aliás iria mais longe: uma sociedade que não dá o mínimo não pode pedir o mínimo.
-----
os telejornais só emitem o que lhes interessa…
o que dá para manipular o povinho…
em favores ao capitalismo e á corrupção dos políticos ……


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