Europa na mão da bancocracia e lóbis das transnacionais!

Goldman Sachs, ainda    (-J.Lopes, 9/7/2016, Entre as brumas)

 Agora com legendas em português.

------ Bilhete do Canadá – A Gloriosa Carreira de Durão Barroso.  (F.Leitão, 9/7/2016)



Publicado por Xa2 às 07:45 de 11.07.16 | link do post | comentar |

4 comentários:
De Vampiros e avençados lóbistas a 12 de Julho de 2016 às 10:32
Vende-pátrias ou vampiros?

Se o criminoso de guerra Blair acumulou um património imobiliário avaliado em 27 milhões de libras, porque não poderá Durão Barroso tentar fazer algo de mérito equivalente?

Se o político mais poderoso nesta ordem europeia pós-democrática, Mario Draghi, foi vice-presidente da Goldman Sachs antes de ir para o BCE, porque não poderá o antigo Presidente da Comissão Europeia ser agora presidente não-executivo nesta multinacional financeira?

Se há toda uma tradição de venalidade em instituições europeias, criadas para obstaculizar a democracia e servir os grandes negócios, com predomínio da finança nas últimas décadas, porque não poderá Barroso, no fundo um conservador, continuar uma já vetusta prática que diz tudo sobre a disposição inscrita na integração realmente existente?

Se os resgates à periferia não passaram de socializações das perdas dos grandes bancos internacionais, baseados no centro, porque não poderão alguns dos seus responsáveis políticos continuar a fazer política por outros, e mais lucrativos, meios?

Porque não? Afinal de contas, estamos no século XXI e este é o capitalismo realmente existente, feito de vencedores e de vencidos. E a estes últimos, quando reagem em modo de contramovimento, só lhes resta serem apodados de racistas, de ignorantes, pelos primeiros e pelo seu cortejo de intelectuais de serviço.

De Maria Luís Albuquerque a Durão Barroso, querem que nos habituemos a uma ordem que não acontece apenas neste país, mas que destrói este país.

Vende-pátrias é um termo que incomoda? Habituem-se: vende-pátrias é o termo mais rigoroso para os protagonistas de uma econonomia política ainda dominante, mas tenho de reconhecer que vampiros é uma boa alternativa metafórica.

( por João Rodrigues, 11.7.2016 ,


De Durão $€£ moço de vampiros. a 12 de Julho de 2016 às 12:20

« Monsieur Barroso sans foi ni loi » : ... (ou) da submissão das políticas (e de muitos dirigentes políticos) aos bancos (finança/ transnacionais), ele descredibiliza um pouco mais as instituições da U.E. (Comissão E., Eurogrupo, Ecofin, Conselho E., ...)...

--Libération, 12/7/2016


De Comissários Euroxit a 12 de Julho de 2016 às 15:09
Barroxit
(saída de BarrosoMerda ?! ou Comissários avençados ?! )
(OJumento, 2/7/2016)

Se Jacques Delors tivesse sido o presidente da Comissão Europeia nos últimos dez anos a Europa seria a merdaxit em que se tornou? A resposta só pode ser não
e isso significa que o pântano económico, político e social em que a Europa se afundou tem muito a ver com o desempenho de Durão Barroso, um político que foi escolhido para o cargo mais pelos seus defeitos do que pelas suas qualidades.

Era preciso um presidente da Comissão sem grandes escrúpulos, disposto a aceitar ordens, disponível para transformar a Comissão num saco de paus mandados e essa pessoa foi Durão Barroso, um político que chega ao cargo de uma forma manhosa e pouco elegante, rasteirando um candidato que dizia apoiar, lançando a sua candidatura em segredo e abandonando o país com o argumento humilhante de que ia ser o nosso padrinho em Bruxelas. Foi o padrinho que se viu e terminou o seu mandato de forma muito típica, metendo o filho no Banco de Portugal pela porta do cavalo.

Hoje a Comissão Europeia já não é a garantia da defesa dos Valores da Europa,
é o braço armado de interesses representados no Partido Popular Europeu, está ao serviço dos grandes (alta finança, bancos, empresas transnacionais, ...) e faz o que lhes mandam.
A extrema direita está crescendo na Europa graças à Corrupção moral e material que sustenta o processo político europeu, com partidos nacionais corrompidos, gente sem grande valor a liderá-los e líderes fracos.

Podemos criticar a senhora Merkel, mas a verdade é que na Europa de hoje não somos capaz de distinguir um político de que siga benza-te Deus e Barroso é o grande símbolo europeu dessa classe política, gente sem ideias, sem projectos, que apenas se movem pelas suas ambições pessoais, ambições medidas em dias de férias em ilhas de amigos, em passeios de cruzeiro pagas e em mordomias conseguidas de forma fácil.

------RS :

Durão Barroso talvez seja o exemplo mor do cinismo, da mediocridade e da cede de vingança daqueles que não aceitam que exista classe média e que a classe pobre tendencialmente diminua.
As mordomias, as benesses e o dinheiro só podem ser coisa de alguns e, quantos menos, melhor - esta é a guerra ideológica e politica que esta gente trava em toda a Europa. Só se sentem bem quando têm uma massa enorme de pessoas que podem sofrer para servir os interesses e as experiências dessa canalha.
Cá pelo nosso canto, para além do ainda azedados políticos da defunta coligação, temos de levar com a BOSTA do JMTavares. No Público, ainda vá que não vá, porque só lê quem quer, mas ter de ouvi-lo na TSF a vomitar disparates e manifestar a forte vontade de que tu corra mal ao País para aumentar o seu EGO de profeta da desgraça de tudo o que não seja um governo da sua coligação, é que não se aguenta. Nem os nossos ouvidos, nem outros membros do Governo Sombra merecem isso


De Segue-se o Eurexit ?! ou a ex-UE ?! a 11 de Julho de 2016 às 15:57
---- Catch-artigo 50º (processo de saída da União Europeia) (-por CRG, 29/6/2016, 365forte)

A redução do voto no Brexit a uma questão de xenofobia ou provincianismo (o que não quer dizer que não sejam elementos relevantes) é não perceber as dinâmicas sociais: de acordo com as sondagens, foram os denominados "perdedores da globalização" - a classe trabalhadora com pouca instrução - que votaram em maior número no Leave (saída do RU da UE, 'Brexit').

Na ausência de um discurso de esquerda, a direita populista de Le Pen, passando pelo Boris ao Trump, são os principais beneficiados deste movimento de insurreição contra as elites no poder (da direita à esquerda da terceira via). Esta camada de população insurgiu-se contra as promessas que durante anos lhes venderam: a globalização e os mercados abertos (comércio livre, TTIP, CETA, ...) seriam vantajosos para todos; a austeridade iria promover a confiança e, por via disso, o crescimento económico; o aumento da produtividade tornaria todos mais ricos, e não apenas uma pequena percentagem da população.

Na realidade, assistem a uma estagnação dos salários (no Reino Unido o rendimento médio dos trabalhadores está 7,5% mais baixo que em 2009), desemprego, deslocalização da indústria para o estrangeiro (pela primeira vez o estrangeiro não precisa de ser emigrante para se constituir numa ameaça ao seu posto de trabalho) e uma desigualdade crescente dentro dos países.

Neste contexto, a UE, enquanto veículo que intensifica a globalização, é um dos principais alvos dos políticos que procuram agradar àquele eleitorado. E esta é a ironia do projecto europeu porque a UE é, ao mesmo tempo, uma das poucas instituições que, caso assim queira, pode reduzir os efeitos nefastos da globalização. Será que ainda vamos a tempo? Ou será que - como as primeiras reacções ao referendo parecem prever - a UE, parafraseando Orwell, vai escolher a estupidez e manter tudo como está?

[?- Seguir-se-ão mais referendos/ votações maioritárias (de trabalhadores e classe média, fortemente penalizados) em partidos/movimentos radicais e populistas ?!...]

---- Eis a razão porque o status quo é insustentável (-por D.Moreira, 27/6/2016, 365forte)

“Populist movements arise from a huge disconnect between people’s dreams and the reality of their lives. People dream of prosperity, but they have poverty. They dream of being important, but they are insignificant. They dream of fulfilling, enjoyable work, but they have drudgery. They dream - but they have no hope. Populist movements sell them hope.”

----- Pergunta a que se tem de responder (-por D. Moreira, 5/7/2016, 365forte)

Em países onde a crise se arrasta – com fraca criação de emprego, generalização da pobreza e perda permanente dos direitos sociais e laborais – cada vez mais pessoas se questionam: se é este o preço que se paga pelo mercado interno e pela moeda única (euro), para que queremos afinal a integração económica europeia?"

----- Facto difícil de contestar (-por D. Moreira)

“Não, os grandes coveiros do projeto europeu não são os que votaram na saída do Reino Unido da União Europeia, são estes mui inteligentes e poderosos senhores.”


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