De Vampiros e avençados lóbistas a 12 de Julho de 2016 às 10:32
Vende-pátrias ou vampiros?

Se o criminoso de guerra Blair acumulou um património imobiliário avaliado em 27 milhões de libras, porque não poderá Durão Barroso tentar fazer algo de mérito equivalente?

Se o político mais poderoso nesta ordem europeia pós-democrática, Mario Draghi, foi vice-presidente da Goldman Sachs antes de ir para o BCE, porque não poderá o antigo Presidente da Comissão Europeia ser agora presidente não-executivo nesta multinacional financeira?

Se há toda uma tradição de venalidade em instituições europeias, criadas para obstaculizar a democracia e servir os grandes negócios, com predomínio da finança nas últimas décadas, porque não poderá Barroso, no fundo um conservador, continuar uma já vetusta prática que diz tudo sobre a disposição inscrita na integração realmente existente?

Se os resgates à periferia não passaram de socializações das perdas dos grandes bancos internacionais, baseados no centro, porque não poderão alguns dos seus responsáveis políticos continuar a fazer política por outros, e mais lucrativos, meios?

Porque não? Afinal de contas, estamos no século XXI e este é o capitalismo realmente existente, feito de vencedores e de vencidos. E a estes últimos, quando reagem em modo de contramovimento, só lhes resta serem apodados de racistas, de ignorantes, pelos primeiros e pelo seu cortejo de intelectuais de serviço.

De Maria Luís Albuquerque a Durão Barroso, querem que nos habituemos a uma ordem que não acontece apenas neste país, mas que destrói este país.

Vende-pátrias é um termo que incomoda? Habituem-se: vende-pátrias é o termo mais rigoroso para os protagonistas de uma econonomia política ainda dominante, mas tenho de reconhecer que vampiros é uma boa alternativa metafórica.

( por João Rodrigues, 11.7.2016 ,


De Comissários Euroxit a 12 de Julho de 2016 às 15:09
Barroxit
(saída de BarrosoMerda ?! ou Comissários avençados ?! )
(OJumento, 2/7/2016)

Se Jacques Delors tivesse sido o presidente da Comissão Europeia nos últimos dez anos a Europa seria a merdaxit em que se tornou? A resposta só pode ser não
e isso significa que o pântano económico, político e social em que a Europa se afundou tem muito a ver com o desempenho de Durão Barroso, um político que foi escolhido para o cargo mais pelos seus defeitos do que pelas suas qualidades.

Era preciso um presidente da Comissão sem grandes escrúpulos, disposto a aceitar ordens, disponível para transformar a Comissão num saco de paus mandados e essa pessoa foi Durão Barroso, um político que chega ao cargo de uma forma manhosa e pouco elegante, rasteirando um candidato que dizia apoiar, lançando a sua candidatura em segredo e abandonando o país com o argumento humilhante de que ia ser o nosso padrinho em Bruxelas. Foi o padrinho que se viu e terminou o seu mandato de forma muito típica, metendo o filho no Banco de Portugal pela porta do cavalo.

Hoje a Comissão Europeia já não é a garantia da defesa dos Valores da Europa,
é o braço armado de interesses representados no Partido Popular Europeu, está ao serviço dos grandes (alta finança, bancos, empresas transnacionais, ...) e faz o que lhes mandam.
A extrema direita está crescendo na Europa graças à Corrupção moral e material que sustenta o processo político europeu, com partidos nacionais corrompidos, gente sem grande valor a liderá-los e líderes fracos.

Podemos criticar a senhora Merkel, mas a verdade é que na Europa de hoje não somos capaz de distinguir um político de que siga benza-te Deus e Barroso é o grande símbolo europeu dessa classe política, gente sem ideias, sem projectos, que apenas se movem pelas suas ambições pessoais, ambições medidas em dias de férias em ilhas de amigos, em passeios de cruzeiro pagas e em mordomias conseguidas de forma fácil.

------RS :

Durão Barroso talvez seja o exemplo mor do cinismo, da mediocridade e da cede de vingança daqueles que não aceitam que exista classe média e que a classe pobre tendencialmente diminua.
As mordomias, as benesses e o dinheiro só podem ser coisa de alguns e, quantos menos, melhor - esta é a guerra ideológica e politica que esta gente trava em toda a Europa. Só se sentem bem quando têm uma massa enorme de pessoas que podem sofrer para servir os interesses e as experiências dessa canalha.
Cá pelo nosso canto, para além do ainda azedados políticos da defunta coligação, temos de levar com a BOSTA do JMTavares. No Público, ainda vá que não vá, porque só lê quem quer, mas ter de ouvi-lo na TSF a vomitar disparates e manifestar a forte vontade de que tu corra mal ao País para aumentar o seu EGO de profeta da desgraça de tudo o que não seja um governo da sua coligação, é que não se aguenta. Nem os nossos ouvidos, nem outros membros do Governo Sombra merecem isso


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