Cidadãos Europeus : Mostrem que não estamos sozinhos nesta luta !

Movimentos  apelam à  solidariedade  europeia  com a  Grécia Semana europeia de solidariedade com a Grécia(p

   O infoGrécia traduz o apelo publicado por um grupo de sindicalistas, autarcas e organizações sociais gregas para uma semana de solidariedade europeia com a Grécia. Mostrem-nos que não estamos sozinhos nesta luta!”, apelam os subscritores, que convocam também um encontro internacional de solidariedade em Atenas no dia 27 de junho.  Apelo dos movimentos gregos para uma mobilização de bases europeia.

Unidos contra a austeridade e a injustiça social

     O resultado da corrente batalha contra a austeridade definirá o futuro não só dos gregos mas também dos povos da Europa que lutam por mais democracia e igualdade. Durante os governos anteriores, a Grécia costumava ser a cobaia, mas tornou-se agora o exemplo positivo que algumas foças querem esmagar. 

     É preciso, portanto, construir uma frente de militância política e social europeia contra a pressão das instituições da UE, que estão a estrangular a sociedade grega ao reiniciar os programas de austeriade implementados ao longo dos últimos quatro anos por outros governos, com resultados catastróficos.   O povo grego, com o seu voto de 25 de janeiro, condenou as políticas de austeridade, bem como as leis contra os trabalhadores e os programas de privatização.  As políticas defendidas pelo SYRIZA adotaram as exigências dos sindicatos e dos movimentos sociais da Europa durante os últimos 10 anos.  Agora precisamos do apoio desses movimentos para ajudar a afastar estas pressões e proceder a um programa progressista de justiça social.  O 'establishment' europeu, porque está com medo, precisa de castigar o novo paradigma de democracia e de justiça social defendido pelos representantes do povo grego: não o vamos deixar!

     No período que vai de agora até Junho, haverá negociações entre o governo grego e as instituições europeias.  A elite económica tem dificuldade em aceitar que alguém desafie as suas políticas e proponha um plano alternativo para a economia. Estão a usar todas as formas de chantagem contra o povo grego e o seu governo.  Mostrem-nos que não estamos sozinhos nesta luta!

    É imperativo pressionar estas instituições para que abandonem este comportamento inaceitável. Há que fazê-las aceitar que são os cidadãos da Europa que têm de decidir o seu futuro.   Com base nas decisões tomadas recentemente no encontro de Atenas, de dia 2 de Maio, nós, uma coligação alargada de organizações sociais, sindicatos e redes, intelectuais, artistas, organizações de migrantes e vários grupos políticos progressistas, ecologistas e da esquerda ativos na Grécia, propomos uma série de acções internacionais, a ter lugar entre 20 e 26 de Junho, de forma a criar um ambiente social e político positivo que apoie a luta grega.   Nesse sentido, queremos organizar um evento aqui, em Atenas, no dia 27, para partilhar as nossas e as vossas experiências de mobilização e solidariedade.   É importante para transformar os povos europeus de espectadores passivos a participantes ativos desta história.

    Este evento providenciará o espaço necessário para estes atores exprimirem as suas preocupações em relação às negociações mas, sobretudo, para trazer à superfície a necessidade de contrabalançar as pressões do sistema contra as exigências do governo grego, anti-austeritárias e pela justiça social.   É extremamente importante enviar uma mensagem política clara. A sociedade grega não está sozinha. Temos de mostrar que todos nós estamos decididos a apoiar as exigências continuadas deste movimento. O povo grego decidiu quebrar o 'consenso' neo-liberal, e fê-lo votando por um governo de esquerda que apoiasse esse programa.   A solidariedade e o gigantesco apoio popular serão a melhor maneira de confrontar o nosso lado com a elite económica e política europeia.

    Vamos lutar por uma Europa da dignidade e da solidariedade contra a Europa do lucro, a Europa-Fortaleza.  Apelamos a todas as forças políticas e sociais que façam parte desta semana de solidariedade para construir coligações nacionais fortes, para apoiar a luta contra a austeridade europeia.

         Ver lista de subscritores no site da rede Change4All. 

Solidários com a Grécia” preparam iniciativas em PortugalSolidários com a Grécia



Publicado por Xa2 às 07:44 de 28.05.15 | link do post | comentar |

5 comentários:
De Eurocrise devida ao neoliberalismo. a 28 de Maio de 2015 às 11:36

“Esqueçam o ‘Grexit’ e preparem antes o ‘Brexit’ e o ‘Frexit'”
(- 25 Maio, 2015 http://www.infogrecia.net/2015/05/esquecam-o-grexit-e-preparem-antes-o-brexit-e-o-frexit/

O eurodeputado do Syriza Dimitris Papadimoulis diz que os referendos prometidos por David Cameron e Marine Le Pen representam um risco maior para a Europa do que a saída da Grécia do euro.

Em declarações à rádio Real FM, citadas pelo diário Avgi, o eurodeputado do Syriza diz que a Europa devia parar de agitar o fantasma do ‘Grexit’ – a saída da Grécia do euro — e começar a enfrentar a possibilidade do ‘Brexit’ – a saída do Reino Unido da União Europeia – que será referendada nos próximos anos pelo governo de Londres, mas também do ‘Frexit’, caso Marine Le Pen vença as próximas presidenciais francesas e cumpra a promessa de referendar a presença francesa na UE nos seis meses seguintes a tomar posse.

Papadimoulis sublinhou também a urgência de terminar as negociações nos próximos dias para fazer face ao problema de liquidez que o país atravessa, sem receber (os prometidos mas adiados) fundos europeus desde agosto do ano passado e a pagar milhares de milhões em juros da dívida.
Só com a liquidez assegurada será possível pôr a economia a crescer e assim reduzir o desemprego, defendeu o eurodeputado.


De Abandono da Social Democracia?. a 1 de Junho de 2015 às 10:37
31.5.15

«A Europa está numa encruzilhada»

Artigo de Alexis Tsipras, publicado hoje, 31 de Maio, no jornal Le Monde e traduzido AQUI para português.
( http://www.infogrecia.net/2015/05/tsipras-no-le-monde-a-europa-esta-numa-encruzilhada/ )

--------- Dica 63
Grécia mais perto de aderir ao banco dos BRICS.

Há mais mundo para além da União Europeia!
.
---------
José Pacheco Pereira, no Público de hoje:

«Que papel tem o esquecimento na actual campanha eleitoral?

O esquecimento e a memória selectiva, que é outra forma de manipular a memória, são duas armas centrais no discurso político das eleições de 2015, quer para a coligação PSD-CDS quer para o PS.

O PS estará sempre sob a sombra da prisão e das acusações a José Sócrates.
É uma sombra que não vai diminuir mas aumentar, até porque as peripécias do processo vão ganhar novas características, logo maior atenção mediática. E Sócrates precisa de “usar” a seu modo a campanha eleitoral para obter leverage na opinião pública e no PS.

Embora o processo que levou à bancarrota tenha causas próximas e dele não estejam distantes o PSD e o CDS,
e essas causas próximas sejam muito importantes para explicar o que aconteceu — até porque a bancarrota não estava “inscrita nas estrelas” —,
a coligação vai usar o trauma da memória da véspera do dia “em que não havia dinheiro para pagar salários e pensões”, para demonizar não só a governação Sócrates mas o “socialismo”.
Este “socialismo” inclui os governos de Cavaco Silva, mesmo que não o nomeie.

Este vai ser o aspecto mais ideológico da campanha, o seu conteúdo
crítico do “Estado social”, aliás de qualquer papel do Estado, com excepção do Estado fiscal e repressivo e o abandono de qualquer perspectiva social-democrata por parte do partido que usa esse nome.

Como o artista... também o “social-democrata” do nome do PSD permanecerá impronunciável. No entanto, durante a campanha eleitoral o artista vai-nos de novo dizer que este nome se pronuncia “social-democrata”,
para desgosto dos puristas neoliberais que sempre acharam que o PSD não é confiável,
embora confiem, e muito, em Passos.»
.

----------Bi-partidarismo: “A escrita na parede”?
(Dica 61, 28/5/2015, Entre as brumas...)

«Na actual situação, os partidos tradicionais do designado “arco da governação” dos países afectados pela política austeritária de resposta à crise, imposta pelas instituições de governo da União Europeia,
estão a aceitar soluções similares às dos seus malogrados antecessores.
Sentem dificuldades em contrariar a marcha dos acontecimentos e em defender o interesse dos povos que representam
face a políticas europeias que se têm revelado profundamente destrutivas.
Parece ser mais fácil “não fazer ondas” e viver, como franja protegida, no meio da tempestade.

A elite que governa os principais partidos identifica-se mais com os colegas da Europa do que com o seu próprio povo?
Ou, pior, acredita na eficácia das políticas impostas pelos países credores? »


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