De NeoLiberais: Farsa de Liberdade ! a 12 de Janeiro de 2015 às 16:31
Não há unidade - nem republicana, nem democrática nem ocidental

(- por António Santos , 12/1/2015, M74)


Esta é mesmo das raras fotografias que vale mais que mil palavras. Os líderes das chamadas "democracias ocidentais" desfilaram juntos pelas ruas de Paris, unidos contra o terrorismo e em defesa da liberdade. Juntos, mas longe de toda a a gente, numa rua deserta e cercados de seguranças, porque a segurança deles termina onde começa a nossa liberdade. A fotografia não é só poderosa porque nos mostra Hollande do outro lado do espelho e a encenação por detrás das câmaras, mas é igualmente a demonstração sobrante do que eles querem dizer quando falam de liberdade de expressão: uma farsa. Afinal, a manifestação deles era como a sua liberdade, só para alguns.

Não há unidade nenhuma e o Charlie não passou por aqui. Esta é a Europa suicidada porque não podia pagar a hipoteca, a Europa das cargas policiais e dos imigrantes afogados..

É por isso que quem se sentiu genuinamente revoltado com o atentado contra o Charlie Hebdo tem a obrigação de estar estomagado, ofendido e indignado com tanta solidariedade: do colonialista Hollande, que todos os dias perpetra atentados na Líbia e no Mali, a Rajoy, que hoje mandou prender 16 activistas que lutam pelos direitos humanos dos presos políticos bascos, passando por Passos Coelho, que em Portugal se ocupa do extermínio da liberdade de ir ao médico e aprender, sem esquecer Sarkozy, que também é Charlie e põe ciganos em campos de concentração, incluindo Cameron, que defende a liberdade da polícia de choque se expressar livremente contra os manifestantes, já para não esquecer o genocida Netanyahu, que não julgava possível tamanha barbárie e mortandade como em Paris... ou Merkel, paladina dos direitos e das liberdades, nomeadamente o direito à miséria e a passar fome, o direito de ter de aceitar viver e trabalhar indignamente para sobreviver e ainda o direito a estar caladinho.

Não há unidade nenhuma e o Charlie não passou por aqui. Esta é a Europa suicidada porque não podia pagar a hipoteca, a Europa das cargas policiais, dos imigrantes afogados, dos presos políticos, do racismo, da homofobia e do fascismo. A liberdade que o capitalismo defende é só outro nome para poder de compra: quem tem mais dinheiro é mais livre que os outros. Quem ganha o salário mínimo não pode ler jornais, quem está desempregado não pode ir à ópera, quem está precário não pode dizer o que pensa, quem tem de pagar a renda não pode levantar muitas ondas e, para quem vive do seu trabalho, a democracia acaba nos portões da empresa.

Há poucos anos, quando Espanha mandou encerrar o Egin, um jornal basco de alta tiragem, e torturou barbaramente o seu director, poucas pessoas saíram à rua. Mas a culpa não foi delas: ninguém soube de nada. E é precisamente por isso que a liberdade de expressão do capitalismo é uma farsa: só sabemos o que o capitalismo quer que se saiba.


De Liberdade e Solidariedade mas... Farsa. a 14 de Janeiro de 2015 às 10:33
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Liberdade! Liberdade! Liberdade!

Este ajuntamento de energúmenos (governantes de vários países) que durante 200 metros marchou numa caixa de segurança em defesa da liberdade, assim que destroçou foi logo reunir-se para
estudar medidas securitárias que visam coartar a liberdade de circulação no espaço europeu.

Felizmente não tencionam condicionar a liberdade de voto.
Só vão ameaçando aqueles (como na Grécia) que pretendem cometer a ousadia de votar fora da caixa do "centralismo democrático" que estão a cometer um erro e podem lixar-se.

(-por CB. Oliveira, Crónica do rochedo, 12/1/2015)
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Um dos jornais turcos publicou a foto destes manifestantes/governantes (incluindo o seu presidente ou 1ºministro) a favor da liberdade ... mas, com o Photoshop, apagou as mulheres (incluindo a Merkel ) que estavam na frente da manif.
Quem denunciou a 'marosca' anti-Liberdade de Expressão foram jornalistas turcos de outros jornais-- daqueles que no seu dia-a-dia sofrem Censuras e Ameaças constantes, mais alguns Ataques pessoais, estadias na
Prisão, cargas policiais e penas 'justicialistas' dos islamitas fanáticos e do totalitário governo.
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São uns filhos da puta. Fim de citação

(Agora também em África, ...)
Uns gajos que usam crianças e as fazem explodir por controlo remoto, são filhos da puta (assassinos, bárbaros, ...). Ponto final.
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Solidários, ma non troppo...

Um bispo nigeriano cometeu a ousadia de pedir uma reacção aos atentados do Boko Haram idêntica à que foi gerada pelos actos de terrorismo em Paris.

Hollande telefonou imediatamente a Merkel. ...
Ao fim de cinco minutos chegaram a um acordo e deram uma resposta ao bispo:

"Agradecemos a sugestão, mas isso é muito longe e nós estamos cheios de problemas na Europa. Imagine que temos um grupo na Grécia, chamado Syriza, que ameaça chegar ao poder democraticamente. Já viu o que será de nós se estes terroristas ganharem as eleições?

Como é do conhecimento de Vossa Eminência a Europa não tem por hábito imiscuir-se nos assuntos internos de países independentes, seja em África, na Ásia ou no Médio Oriente. Além do mais, muitos ajuntamentos por estes dias na Europa, para protestar contra uma organização que ninguém conhece que mata pretos gente anónima, não nos parece muito seguro. Além de ser muito dispendioso e, como há-de compreender, em tempo de grave crise económica, não nos convém gastar muito dinheiro em dispositivos de segurança. Sugerimos por isso que se entendam, porque é um problema vosso.

No entanto, numa prova de boa vontade da União Europeia, decidimos manifestar a nossa disponibilidade para vos ceder armas por bom preço. Temos também submarinos, tanques e uns aviões low cost que não passaram no teste da Airbus. Temos medo de os pôr a voar mas, se vocês quiserem experimentá-los durante algum tempo, podemos fazer um contrato de leasing.

Entretanto aproveitamos a oportunidade para solicitar a Vossa Eminência que, nas suas orações diárias, não deixe de interceder pela Grécia, pedindo ao Misericordioso que ilumine os gregos na hora de votar, de modo a que o Samaras ( um bom cidadão e um bom católico) seja reeleito com a graça de Zeus Deus.

Os Mercados ( em maiúscula, porque é assim que na Europa escrevemso os nomes das divindades) agradecem e nós também.

Desejamos um enorme sucesso na luta contra esses inimigos da civilização que usam crianças para cometer atentados. Nós por cá matamo-las à fome ( o que apesar de tudo é menos doloroso) ou usamo-las como prostitutas de gente com dinheiro , um avanço civilizacional que esperamos chegue um dia a essas terras africanas abençoadas por deus Deus. Estamos por isso dispostos a auxiliar-vos em programas de educação que impeçam as crianças de se desviarem por esses maus caminhos do crime. A nossa imprensa fala de crianças kamikaze, mas não ligue. Os jornalistas são um bocadinho analfabetos e não sabem que essa espécie de gente é amarela e vocês são pretos africanos. A propósito... se pudessem esclarecer-nos como chamam a essas crianças amalucadas, que se deixam explodir por controlo remoto, ficaríamos muito gratos.

Aceite os meus respeitosos cumprimentos, senhor bispo. A Ângela manda um beijinho. Sempre ao dispor.

VIVA A EUROPA SOLIDÁRIA!"


De Fanáticos judeus Apagam as mulheres a 14 de Janeiro de 2015 às 12:28

Erro: o jornal que apagou da fotografia (da manif de governantes...) as mulheres (não é turco - minhas desculpas - mas) é israelita, o ultra-ortodoxo The Announcer ...

«...The image that ran on the front page of the Israeli newspaper The Announcer edited two female world leaders out of the image, originally provided by wire service GPO: German Chancellor Angela Merkel and EU foreign policy chief Federica Mogherini. A third woman in a blue scarf who we can’t identify was also photoshopped out. ... »

We have seen quite a few shops in our time, but this photo manipulation is pretty sloppy, if you know what to look for. Here are five clear giveaways:

1: Discoloration of man’s face
2: World leader wearing a leather glove on one hand and no glove on the other hand
3: Mysterious hand of Federica Mogherini
4: Blurry face of man standing behind where Merkel used to be
5: Uh…that’s not a Photoshop, that’s a monster.

UPDATE — 6:19 p.m. ET: We have identified some of the missing women!

The woman in the blue scarf is Anne Hidalgo, the Mayor of Paris, who rallied the city to respond to the egregious attacks, but is totally a woman and therefore not important enough to be in these images.

The woman in the puffy coat cropped out of the picture is not Denmark PM Helle Thorning-Schmidt as initially reported, but Federica Mogherini, the High Representative of the European Union for Foreign Affairs and Security Policy. (Proof: this puffy coat.) She’s an extremely important figure in European politics — her position places her in charge of the EU’s foreign policy — but she’s still a woman, so no, she doesn’t get to be in the photo.

Merkel is still missing, please let us know if you find her.

For some reason, Palestinian president Mahmoud Abbas is still in the photograph, photoshopped standing right next to French president Francois Hollande, and one person away from Israeli prime minister and frenemy Benjamin Netanyahu.

UPDATE — 6:41 p.m. ET: We may have an explanation for the terrifying image in Example #5: according to this AP photo, it might be the blurred-out face of Swiss President Simonetta Sommaruga, whose face can be seen in the original photo but is missing from the edited image.

[h/t Yair Rosenberg]
[Images via screenshot]


http://www.mediaite.com/online/ultra-orthodox-jewish-newspaper-edits-female-world-leaders-out-of-charlie-hebdo-march/


De Democratas?! Farsantes e ditadores. a 19 de Janeiro de 2015 às 11:35
Charl(ie)atão

Erdogan, o presidente turco que dias antes do ataque ao Charlie Hebdo ameaçara cartonistas turcos que o retrataram, foi no domingo ao desfile de Paris fazer companhia a figurões como Nethaniahu.

Já todos sabíamos que foi um acto de hipocrisia, mas Erdogan não perdeu tempo a confirmá-lo hoje, para que não restassem dúvidas.

Às primeiras horas da madrugada mandou a polícia às instalações do jornal que faz a distribuição do Charlie Hebdo na Turquia, para apreender todos os exemplares.

Depois de várias horas de negociações, Erdogan fez uma cedência: o Charlie Hebdo podia ir para as bancas, mas sem a capa. E assim foi.

A única palavra que me ocorre para classificar Erdogan é Charlatão mas, certamente, os leitores terão epítetos mais apropriados para este figurão cuja entrada para a UE Barroso defendeu acerrimamente.

(-por Carlos Barbosa de Oliveira , 15/1/2015, Cronicas do rochedo)
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Paulo Lisboa :

«Erdogan... foi no domingo ao desfile de Paris fazer companhia a figurões como Nethaniahu».

Ou não fosse o Erdogan, também ele, um grande figurão.

« Erdogan não perdeu tempo a confirmá-lo hoje, para que não restassem dúvidas.
Às primeiras horas da madrugada mandou a polícia às instalações do jornal que faz a distribuição do Charlie Hebdo na Turquia, para apreender todos os exemplares».

Que bronco do caraças! Parece que vive na idade pré-internet.
Eu sem pedir o Charlie Hebdo, recebi o n.º seguinte à matança de Paris confortavelmente na minha caixa de email.
Ora se comigo foi assim, e nem o pedi, como terá sido com quem realmente o queria?
O mal destes gajos é que com estas medidas avulsas pensam que controlam tudo, mas não controlam nada!

«A única palavra que me ocorre para classificar Erdogan é Charlatão mas, certamente, os leitores terão epítetos mais apropriados para este figurão cuja entrada para a UE Barroso defendeu acerrimamente».

O Erdogan é um tiranete da treta. Eu que já era contra a entrada da Turquia na União Europeia, mesmo sem este farsante, então com ele...

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Pedro Coimbra :

Carlos,
Os lideres sauditas que estão a dar chibatadas (mil !!) num cartunista/blogger estavam na manifestação.
Qual é o espanto de também lá ter estado este tratante??


De Sunitas medievais,inquisição/sharia a 19 de Janeiro de 2015 às 15:11

Mau e bom terrorismo islâmico?

(-julio, 16/1/2015, Aspirina B)

O conceito elástico e paranóide de “ofensa ao islão”, invocado por psicopatas terroristas para matar humoristas, é usado pelas autoridades da teocracia saudita, aliada do Ocidente, para aplicar sentenças terroristas a quem questione o papel da religião islâmica ‒ tal como essas autoridades a entendem ‒ na condução da vida pública e privada.
As 1000 chicotadas a que o blogger Raif Badawi foi condenado, em prestações de 50, todas as sextas-feiras durante 20 semanas, são apenas o exemplo mais recente dessa barbaridade institucionalizada.
Uma sinistra paródia de justiça, em que o advogado de Raif foi condenado a 15 anos de prisão por o ter defendido!
Parece que, privadamente, tudo isto incomoda algumas autoridades ocidentais.
Onde estão as condenações oficiais, sem ambiguidades nem condescendências políticas, de tal terrorismo?
Haverá um terrorismo mau e um terrorismo bom ou, pelo menos, desculpável?

Uma boa notícia é que a Assembleia da República, por proposta do Bloco de Esquerda, aprovou hoje por unanimidade um apelo à libertação de Raif Badawi.
Outra é que as autoridades da Arábia Saudita, parece que preocupadas com as suas public relations, suspenderam as chicotadas de hoje por uma semana, por “razões médicas”.
Quer isto dizer que quando Raif estiver de saúde, ficará novamente pronto para ficar sem ela.

O ancestral “crê ou morres” é literalmente lei na Arábia Saudita.
Uma Santa Inquisição de keffiyeh chamada Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício encarrega-se de denunciar qualquer aparência de contestação ou desobediência aos líderes religiosos, que depois é punida em moldes medievais.
Dizem muitos que o islão autêntico é uma religião pacífica e tolerante, que condena o assassinato de inocentes, etc.
Mas onde é que está no mapa-mundo real esse islão fiel ao preceito do Corão segundo o qual “A religião não é imposição, porque a verdadeira via se torna claramente distinta do erro.
Aquele que rejeita falsas divindades e abraça a crença em Deus fica firmemente ligado a ela para sempre.
E Deus tudo ouve e tudo sabe” (versículo 2:256)?
Como é que este preceito se conjuga com a existente condenação à morte por “renúncia à fé”, numa antecipação terrena do fogo do inferno em que os descrentes terão de penar?
Será que esse preceito é abrogado por muitos outros versículos do Corão que preconizam a jihad contra os infiéis?
E que autoridade infalível sabe apontar o que é o “erro”, do ponto de vista da religião, em todas as questões públicas e privadas?
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Eu sou Raif Badawi

Mais terrorismo religioso, desta vez sem kalashnikov.

Raif Badawi, um blogger saudita que “insultou o islão” recebeu ontem, sexta-feira, numa praça da cidade de Jidá, as primeiras 50 de 1000 chicotadas, que serão escalonadas ao longo de 20 semanas.
O seu crime, pelo qual foi condenado também a 10 anos de prisão, foi ter-se insurgido, no blogue que fundou com a activista dos direitos das mulheres Suad al-Shammari, contra a influência da religião na vida pública do seu país.
Já tinha sido acusado no passado de “renúncia à fé”, um “crime” que pode levar à pena de morte.

P.S.:
Suad-al-Shammari está presa na Arábia Saudita desde Outubro passado porque tweetou que a sociedade saudita era masculina e que a religiosidade de um homem não se mede pelo comprimento da barba.
Um “clérico” saudita quer que ela seja condenada a perder uma mão e a vista.


De Camus: família, justiça, violência a 20 de Janeiro de 2015 às 10:58
CAMUS e
«A Batalha de Argel» nos tempos que correm

(-18/1/2015, R.Bebiano, http://www.aterceiranoite.org/2015/01/18/a-batalha-de-argel-nos-tempos-que-correm/ )

Em 1957, na conferência de imprensa realizada em Estocolmo quando da concessão do Nobel da Literatura, Albert Camus respondeu à interpelação de um estudante argelino sobre as condições em que então decorria, com episódios de violência extrema de parte a parte, a chamada «batalha de Argel». Tinha acabado de saber da explosão, num mercado da capital administrativa argelina, de uma bomba da responsabilidade da FLN que havia provocado dezenas de mortos civis, europeus e árabes. Respondeu então ao seu interlocutor da seguinte forma:
«Sempre condenei o terror. Por isso devo condenar também o terrorismo cego que está a ocorrer nas ruas de Argel, por exemplo,
e que pode a qualquer momento atingir a minha mãe ou a minha família.
Acredito na justiça, mas defenderei a minha mãe antes de defender a justiça.»
Coerente com a ideia de que não existem uma moral e uma justiça adjetivadas, o escritor, coerente com tudo o que sempre tinha dito ou escrito de forma pública, defendeu que ambas integram valores partilhados, destinadas a regular as relações humanas e não a cavar distâncias intransponíveis.

Camus vinha distinguido claramente o terrorismo revolucionário do terrorismo de Estado,
mas cedo pressentiu que muito facilmente poderia – como tantas vezes tem ocorrido, sem que por isso esteja a recuar o grau de cegueira perante esta possibilidade –
passar-se de um para o outro.
Na sequência da publicação de O Homem Revoltado, que em 1951 já o havia incompatibilizado com o velho parceiro e amigo Sartre, a resposta dada em Estocolmo custar-lhe-ia a mais completa ostracização por uma parte da esquerda francesa, que o acusou de com aquelas palavras defender o colonialismo.
Flagelo que ele tanto combatera, afinal, ao ponto de em pleno conflito se deslocar a Argel para defrontar uma plateia, essencialmente composta por europeus, assustadoramente hostil diante das suas palavras apaziguadoras. Mas a razão e a presciência estavam do seu lado.

A propósito do episódio, vi recentemente A Batalha de Argel, o filme de Gillo Pontecorvo, datado de 1966, que tão mencionado tem sido por estes dias para justificar a «violência dos justos»,
aquela que visa transformar homicidas a sangue-frio em heróis ou então explicar os seus «excessos».
Trata-se de um belo filme, com sequências de grande impacto estético e uma intensidade emotiva associada ao facto de a narrativa se referir a acontecimentos então ainda muito próximos. Todavia, tudo ali é filmado a dois tons, o preto no branco, os bons contra os maus, sendo provavelmente esta simplicidade que tanto agrada a algumas consciências.
Mas quem conhece um pouco da história da independência argelina sabe que as coisas jamais foram tão simples.
Sabe que muitos europeus, como o autor de A Queda, apoiaram a sua necessidade e a sua justeza.
Sabe ainda que do lado dos independentistas ocorreram também terríveis combates intestinos. Alguns deles prosseguiram, aliás, após a independência.
Na verdade, a violência indiscriminada, mesmo quando julgada necessária ou inevitável,
contamina tudo aquilo que por ela é tocado e impede, por muito tempo, entendimentos necessários e historicamente inevitáveis.
Devemos lembrar-nos mais vezes disso.


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