9 comentários:
De Sunitas medievais,inquisição/sharia a 19 de Janeiro de 2015 às 15:11

Mau e bom terrorismo islâmico?

(-julio, 16/1/2015, Aspirina B)

O conceito elástico e paranóide de “ofensa ao islão”, invocado por psicopatas terroristas para matar humoristas, é usado pelas autoridades da teocracia saudita, aliada do Ocidente, para aplicar sentenças terroristas a quem questione o papel da religião islâmica ‒ tal como essas autoridades a entendem ‒ na condução da vida pública e privada.
As 1000 chicotadas a que o blogger Raif Badawi foi condenado, em prestações de 50, todas as sextas-feiras durante 20 semanas, são apenas o exemplo mais recente dessa barbaridade institucionalizada.
Uma sinistra paródia de justiça, em que o advogado de Raif foi condenado a 15 anos de prisão por o ter defendido!
Parece que, privadamente, tudo isto incomoda algumas autoridades ocidentais.
Onde estão as condenações oficiais, sem ambiguidades nem condescendências políticas, de tal terrorismo?
Haverá um terrorismo mau e um terrorismo bom ou, pelo menos, desculpável?

Uma boa notícia é que a Assembleia da República, por proposta do Bloco de Esquerda, aprovou hoje por unanimidade um apelo à libertação de Raif Badawi.
Outra é que as autoridades da Arábia Saudita, parece que preocupadas com as suas public relations, suspenderam as chicotadas de hoje por uma semana, por “razões médicas”.
Quer isto dizer que quando Raif estiver de saúde, ficará novamente pronto para ficar sem ela.

O ancestral “crê ou morres” é literalmente lei na Arábia Saudita.
Uma Santa Inquisição de keffiyeh chamada Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício encarrega-se de denunciar qualquer aparência de contestação ou desobediência aos líderes religiosos, que depois é punida em moldes medievais.
Dizem muitos que o islão autêntico é uma religião pacífica e tolerante, que condena o assassinato de inocentes, etc.
Mas onde é que está no mapa-mundo real esse islão fiel ao preceito do Corão segundo o qual “A religião não é imposição, porque a verdadeira via se torna claramente distinta do erro.
Aquele que rejeita falsas divindades e abraça a crença em Deus fica firmemente ligado a ela para sempre.
E Deus tudo ouve e tudo sabe” (versículo 2:256)?
Como é que este preceito se conjuga com a existente condenação à morte por “renúncia à fé”, numa antecipação terrena do fogo do inferno em que os descrentes terão de penar?
Será que esse preceito é abrogado por muitos outros versículos do Corão que preconizam a jihad contra os infiéis?
E que autoridade infalível sabe apontar o que é o “erro”, do ponto de vista da religião, em todas as questões públicas e privadas?
------------


Eu sou Raif Badawi

Mais terrorismo religioso, desta vez sem kalashnikov.

Raif Badawi, um blogger saudita que “insultou o islão” recebeu ontem, sexta-feira, numa praça da cidade de Jidá, as primeiras 50 de 1000 chicotadas, que serão escalonadas ao longo de 20 semanas.
O seu crime, pelo qual foi condenado também a 10 anos de prisão, foi ter-se insurgido, no blogue que fundou com a activista dos direitos das mulheres Suad al-Shammari, contra a influência da religião na vida pública do seu país.
Já tinha sido acusado no passado de “renúncia à fé”, um “crime” que pode levar à pena de morte.

P.S.:
Suad-al-Shammari está presa na Arábia Saudita desde Outubro passado porque tweetou que a sociedade saudita era masculina e que a religiosidade de um homem não se mede pelo comprimento da barba.
Um “clérico” saudita quer que ela seja condenada a perder uma mão e a vista.


De Camus: família, justiça, violência a 20 de Janeiro de 2015 às 10:58
CAMUS e
«A Batalha de Argel» nos tempos que correm

(-18/1/2015, R.Bebiano, http://www.aterceiranoite.org/2015/01/18/a-batalha-de-argel-nos-tempos-que-correm/ )

Em 1957, na conferência de imprensa realizada em Estocolmo quando da concessão do Nobel da Literatura, Albert Camus respondeu à interpelação de um estudante argelino sobre as condições em que então decorria, com episódios de violência extrema de parte a parte, a chamada «batalha de Argel». Tinha acabado de saber da explosão, num mercado da capital administrativa argelina, de uma bomba da responsabilidade da FLN que havia provocado dezenas de mortos civis, europeus e árabes. Respondeu então ao seu interlocutor da seguinte forma:
«Sempre condenei o terror. Por isso devo condenar também o terrorismo cego que está a ocorrer nas ruas de Argel, por exemplo,
e que pode a qualquer momento atingir a minha mãe ou a minha família.
Acredito na justiça, mas defenderei a minha mãe antes de defender a justiça.»
Coerente com a ideia de que não existem uma moral e uma justiça adjetivadas, o escritor, coerente com tudo o que sempre tinha dito ou escrito de forma pública, defendeu que ambas integram valores partilhados, destinadas a regular as relações humanas e não a cavar distâncias intransponíveis.

Camus vinha distinguido claramente o terrorismo revolucionário do terrorismo de Estado,
mas cedo pressentiu que muito facilmente poderia – como tantas vezes tem ocorrido, sem que por isso esteja a recuar o grau de cegueira perante esta possibilidade –
passar-se de um para o outro.
Na sequência da publicação de O Homem Revoltado, que em 1951 já o havia incompatibilizado com o velho parceiro e amigo Sartre, a resposta dada em Estocolmo custar-lhe-ia a mais completa ostracização por uma parte da esquerda francesa, que o acusou de com aquelas palavras defender o colonialismo.
Flagelo que ele tanto combatera, afinal, ao ponto de em pleno conflito se deslocar a Argel para defrontar uma plateia, essencialmente composta por europeus, assustadoramente hostil diante das suas palavras apaziguadoras. Mas a razão e a presciência estavam do seu lado.

A propósito do episódio, vi recentemente A Batalha de Argel, o filme de Gillo Pontecorvo, datado de 1966, que tão mencionado tem sido por estes dias para justificar a «violência dos justos»,
aquela que visa transformar homicidas a sangue-frio em heróis ou então explicar os seus «excessos».
Trata-se de um belo filme, com sequências de grande impacto estético e uma intensidade emotiva associada ao facto de a narrativa se referir a acontecimentos então ainda muito próximos. Todavia, tudo ali é filmado a dois tons, o preto no branco, os bons contra os maus, sendo provavelmente esta simplicidade que tanto agrada a algumas consciências.
Mas quem conhece um pouco da história da independência argelina sabe que as coisas jamais foram tão simples.
Sabe que muitos europeus, como o autor de A Queda, apoiaram a sua necessidade e a sua justeza.
Sabe ainda que do lado dos independentistas ocorreram também terríveis combates intestinos. Alguns deles prosseguiram, aliás, após a independência.
Na verdade, a violência indiscriminada, mesmo quando julgada necessária ou inevitável,
contamina tudo aquilo que por ela é tocado e impede, por muito tempo, entendimentos necessários e historicamente inevitáveis.
Devemos lembrar-nos mais vezes disso.


De Silêncio e abstenção -> Terror, Ditadura a 27 de Janeiro de 2015 às 12:23
A CIDADANIA tem de ser ACTIVA e mais do que um termo vago!


Luther King: O SILÊNCIO DOS SENSATOS (e dos justos) É A NOSSA GRANDE PREOCUPAÇÃO

Uma perspectiva do Islão

O autor deste texto é o Dr. Emanuel Tanya, um conhecido e respeitado psiquiatra. Um homem cuja família pertencia à aristocracia alemã antes da segunda guerra mundial e era proprietário de uma série de grandes indústrias e propriedades.


Quando perguntado sobre quantos alemães eram verdadeiros nazis, a sua resposta pode guiar a nossa atitude em relação ao fanatismo: 'Muito poucas pessoas foram verdadeiras nazis', disse ele, 'mas muitos gostaram do regresso do orgulho alemão e muitos mais estavam demasiado ocupados para se importarem com isso’. Eu era um dos que pensavam que os nazis não eram mais que um bando de idiotas.


Assim, a maioria limitou-se a ficar sentada e a deixar tudo acontecer. E antes que nos apercebêssemos eles eram donos de nós, tínhamos perdido controlo da situação e tinha chegado o fim do mundo. Minha família perdeu tudo, eu acabei num campo de concentração e os aliados destruíram minhas fábricas.'

Tem-nos sido dito repetidas vezes por "especialistas" e "comentadores" que o Islão é uma religião de paz e que a grande maioria dos muçulmanos só quer viver em paz. Ainda que esta afirmação possa ser verdadeira, ela é totalmente irrelevante. É treta sem sentido destinada a nos fazer sentir melhor e a minimizar o fantasma do alvoroço mundial em nome do Islão. Porém o facto é que são os fanáticos que mandam no Islão neste momento da história.


São os fanáticos que conduzem, são os fanáticos que empreenderam todas as 50 pungentes guerras no mundo, são os fanáticos que sistematicamente trucidam grupos cristãos ou tribais através da África e estão gradualmente tomando conta de todo o continente numa onda islâmica, são os fanáticos que bombardeiam, decapitam, assassinam em nome da lei, são os fanáticos que se vão apoderando das mesquitas, são os fanáticos que zelosamente espalham a tradição do apedrejamento e enforcamento das vítimas de violação e dos homossexuais, são os fanáticos que ensinam seus filhos a matar e a tornar-se bombistas suicidas.


Os factos, rigorosos e quantificáveis demonstram que a maioria pacífica, a ‘maioria silenciosa', é cobarde e irrelevante.

A Rússia comunista era formada de russos que apenas queriam viver em paz, contudo os comunistas russos foram responsáveis pelo massacre de cerca de 20 milhões de pessoas. A maioria pacífica era irrelevante.


A enorme população da China também era pacífica, porém os comunistas chineses conseguiram matar uns 70 milhões de pessoas.

O japonês médio antes da segunda guerra mundial não era um sádico belicista. Todavia o Japão fez um percurso de assassinatos através do Sudeste Asiático numa orgia de matança que incluiu o sistemático abate de 12 milhões de chineses civis, mortos à espada, à pá e à baioneta.

E quem pode esquecer o Ruanda, que colapsou numa carnificina. Não poderíamos dizer que a maioria dos ruandeses eram 'amantes da paz'?

As lições da história são incrivelmente simples e claras, porém apesar de todo o nosso poder de raciocínio, falhamos a percepção dos pontos mais básicos e simples.


Os muçulmanos amantes da paz tornaram-se irrelevantes através do seu silêncio. Os muçulmanos amantes da paz tornar-se-ão nossos inimigos se não marcarem posição, pois que, à semelhança do meu amigo alemão, eles irão acordar um dia e descobrir que os fanáticos são seus donos e que o fim do seu mundo terá começado.

Alemães, japoneses, chineses, russos, ruandeses, sérvios, afegãos, iraquianos, palestinos, somalis, nigerianos, argelinos e muitos outros amantes da paz têm morrido porque a maioria pacífica não tomou posição até ser demasiado tarde. Quanto a nós que assistimos a todo este desenrolar, temos de prestar atenção ao único grupo que conta - os fanáticos que ameaçam nosso modo de vida.

Por último, quem quer que tenha dúvidas de que o problema é grave e simplesmente apague este e-mail sem o enviar, está contribuindo para a passividade que permite que o problema se intensifique. Por isso retransmita esta mensagem uma e outra vez e ainda outra vez! Esperemos que milhares de pessoas em todo o mundo leiam isto, pensem nisto, e passem a mensagem.

Antes que seja tarde demais !!


Comentar post