9 comentários:
De Tecnoforma, Desgovernante e ... a 6 de Outubro de 2014 às 12:08
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Novo ou velho, o PS mantém a sua vocação abstencionista?

Aprovado pedido do PCP de esclarecimentos de Passos Coelho sobre registo de interesses, com abstenção da maioria e... do PS !

---- Como se aprende a gerir um país
? ? ?
Excerto de um texto de Nicolau Santos, publicado hoje no Expresso diário:
[ http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/10/como-se-aprende-gerir-um-pais.html#links ]
e
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Tecnoforma – com humor

«Depois das explicações do PM sobre o caso Tecnoforma, receber dinheiro por trabalhar quase passou a ser falta de educação e egoísmo.
Uma pessoa até se sente mal por, ao fim do mês, ir receber o ordenado. (...)

Quanto mais dizem que o caso está resolvido, mais parece que ele aumenta de tamanho - fazia falta um strip, mas o PM não quer mostrar as ceroulas.
Depois das respostas do PM, apareceu o advogado da Tecnoforma a dar uma conferência de imprensa, onde avisou que ia processar um membro do Governo.
A minha dúvida é se este advogado da Tecnoforma fez aquela conferência gratuitamente. Se assim foi, temos aqui um padrão, que importa destacar.

A seguir à conferência de imprensa, que se seguiu aos esclarecimentos de Passos, vieram as declarações de Cavaco que, tal como no BES, veio garantir que as respostas do PM eram sólidas.
Claro que começou por dizer que lhe tinham dito.
Cavaco já não arrisca um comentário sem ter primeiro um bode expiatório. Vai acabar a fazer os roteiros recorrendo ao "ouvi no elevador", "disseram-me no cabeleireiro" e "vi na rádio".

Mas ainda não tinha acabado.
Depois do PM ter dito que apenas recebeu dinheiro de trabalhos jornalísticos nos anos de 97, 98, 99, e ter escrito que parte desse dinheiro vinha de trabalhos para o Público,
a direcção do Público veio dizer que, nesse anos, Passos não fez nada no jornal.
Portanto,
Passos não recebe dinheiro dos sítios onde trabalha
e recebe dinheiro dos sítios onde não trabalhou.
É formidável.

Começo a desconfiar que não há um documento, deste senhor, que esteja em condições. Se calhar, nem o BI é verdadeiro.
Chama-se Heinz Passos e nasceu em Berlim em 62.
A esta hora, o ouro do Banco de Portugal são tijolos com tinta para dourar santas que o Relvas arranjou.
O Relvas anda muito sossegado, é melhor ir lá ver.»

João Quadros
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mas
--- Novo ou velho, o PS mantém a sua vocação abstencionista?

Aprovado pedido do PCP de esclarecimentos de Passos Coelho sobre registo de interesses,
com abstenção da maioria e... do PS !

!?!!


De Falsas ONG e fundações ... a burlar. a 6 de Outubro de 2014 às 12:27

3.10.2014 - (JPP)
Tecnoforma, PPC e desgoverno:

SEMPRE A ATIRAR PARA O LADO A VER SE A GENTE SE DISTRAI

O problema do “caso Tecnoforma” para o Primeiro-ministro não resulta de se ter “explicado tarde”. Resulta do “caso Tecnoforma”, em primeiro, segundo, décimo, milionésimo lugar. E resulta das suas "explicações" que não explicam nada, bem pelo contrário. Quem está a desviar o mal-estar à volta de Passos Coelho apenas para o atraso das suas explicações, está a ver se cola um erro instrumental, naquilo que pode ser uma enorme complicação substancial.Já escrevi várias vezes e em devido tempo, muito antes destes eventos, sobre empresas como a Tecnoforma e a sua “peculiar” relação com o poder político. Por que razão nascem ou contratam políticos, muitas vezes sem qualquer qualificação, e como proliferam e ganham dinheiro encostadas a decisões políticas e a informação privilegiada. Do lado de cá está uma “empresa”, do lado de lá está sempre um amigo no sítio certo. Pelo meio, estão os homens que “abrem todas as portas”.

Sabe-se agora, sem surpresa, que a Tecnoforma criou e financiou com verbas consideráveis (que é o que significa “ser o único mecenas”) uma ONG chamada Centro Português para a Cooperação na qual Passos Coelho “trabalhava” de graça. É suposto que uma ONG tenha como objectivo qualquer coisa de bom e nobre e útil para quem precisa, neste caso os PALOPs. É por isso que tem um regime de favor no plano fiscal, na contabilidade, no governance, com muito poucas regras e sem o controlo que teria uma empresa. Mas o Centro Português para a Cooperação, obra do “mecenato” da Tecnoforma, tinha um objectivo peculiar: arranjar projectos para financiar a Tecnoforma, acedendo a fundos e recursos indisponíveis para uma empresa, mas disponíveis para uma ONG. Ou seja, era uma falsa ONG.

Pode ser que até tenha sido tudo legal (duvido), mas tudo isto é uma fraude e um abuso. E a natureza deste tipo de empresas e deste tipo de actividades só é acessível a quem conhece os meandros do poder político e quem sabe onde ir buscar os fundos desviando-os do seu objectivo filantrópico ou útil para a nação. Assim, foram úteis mas foi para outra coisa.

Quem se mete ou é parte activa neste tipo de actividades, fica sempre manchado, até porque sabe muito bem o que fez e com quem fez. Não me admira por isso que a memória emperre.

JPP, http://abrupto.blogspot.pt/2014/10/sempre-atirar-para-o-lado-ver-se-gente.html


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