De Há Limites: Basta !. a 28 de Maio de 2015 às 13:08
Linha
(definir e defender limites, consciências e Pessoas)

« [S]e um dos lados, obviamente o mais forte, não oferece a mais pequena concessão,
então o que está em jogo não é um compromisso.
O termo tornou-se um véu que oculta o objectivo da total subjugação.
(…) Só a clivagem é, aqui e agora, “honrada”, precisamente porque é o veículo da ruptura,
simultaneamente pré-requisito para o, e prenúncio do, que é radicalmente novo,
unificando a política e a ética na luta pela emancipação popular. » - Stathis Kouvelakis

É tempo de governar?
É possível governar à esquerda no quadro das regras europeias?
Estas duas perguntas presidem, respectivamente, à Universidade de Verão da Manifesto dos próximos dias 29 e 30 de Maio, cujas inscrições estão abertas, e à sessão na qual participarei da dita universidade.

A primeira pergunta merece uma resposta trivial, já que é muitas vezes usada para estabelecer diferenças artificiais entre as esquerdas, que, estou confiante, não resistem ao debate:
é sempre tempo de governar, haja força social e eleitoral, clareza estratégica e programa adequado;
uma vontade geral nacional-popular, o tal momento de unificação ético-política na escala mais realista.

A segunda pergunta merece uma resposta crítica:
quem ainda esteja nesse debate, nesta altura, tem de começar a abrir os olhos.
Uma só palavra: Grécia. Duas: Chipre e Grécia.
Algumas mais:
fuga de capitais e outras formas de pressão mais explicitas sobre um país sem instrumentos de política,
colocado perante um risco que nenhum soberano pode tolerar, que é o de poder não honrar os seus compromissos democráticos
na moeda que circula internamente e sobre a qual deve ter o controlo político último.

Obviamente, a pergunta não é essa:
na realidade, o debate é sobre se é possível mudar as tais regras europeias, instituindo uma espécie de euro bom.
Eu não creio que seja, porque a questão do euro não é de defeito, mas sim de feitio geopolítico e de classe, já que eles não estão loucos.
Quem quiser enfrentar esse feitio, usando as armas dos fracos, a tal reestruturação da dívida por iniciativa do devedor,
terá de pensar rapidamente, se não quiser enfrentar, a prazo mais ou menos curto, a subjugação, em pelo menos duas coisas:
controlo de capitais e moeda própria.
Governar à esquerda, hoje, nesta periferia, começa por aqui.

Tentarei adicionalmente argumentar que o Estado social, regime socializante coerente assente em quatro pilares
– serviços públicos e prestações sociais de alcance universal, política económica de pleno emprego e contratação colectiva –,
estará condenado a definhar sem a tal ruptura.
Feitio, uma vez mais.

Como podem imaginar, haverá debate.
Sempre foi assim na Manifesto e é sobretudo por isso, pelo debate constante, ou seja, pela aprendizagem, que eu participo nesta associação política.
Isto apesar de discordar do caminho político que trilhou nestes últimos tempos, não o acompanhando, naturalmente.

No campo político-eleitoral, dado o diagnóstico que faço, parece que não tenho, no presente contexto, outra escolha que não seja a de marchar, marchar… (*)

(- por João Rodrigues, 27.5.2015 , http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/

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(*)- http://www.cdu.pt/legislativas2015/ : Marcha nacional de 6 junho : Participem.

Basta de humilhação!

Basta de exploração e empobrecimento!

Basta de mentira, corrupção e dependência!

Todos à rua por um Portugal com futuro!

A Marcha Nacional «A força do Povo» – todos à rua por um Portugal com futuro, promovida pela CDU, Coligação Democrática Unitária, PCP/PEV, é uma poderosa jornada de luta e afirmação da força e da vontade do povo português num País livre da submissão aos interesses financeiros, um País soberano, de progresso social e desenvolvimento.

A Marcha Nacional é uma poderosa afirmação de que reside no povo, na sua intervenção, na sua luta e no seu voto, a decisão soberana sobre o futuro a construir para as gerações actuais e vindouras, uma afirmação de que está nas mãos dos trabalhadores e do povo decidir do seu destino, abrir outro caminho para Portugal, concretizar uma alternativa patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril.

Face à situação do País, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos reformados da grande maioria


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