2 comentários:
De Apoiar a Greve. a 20 de Maio de 2015 às 10:03
A propósito da greve do Metro


Hoje o Metropolitano de Lisboa está em greve.
Os protestos dos tugas foram os do costume e não vou perder mais tempo a explicar as razões por que os utentes do Metro deveriam apoiar esta greve.
(Remeto os leitores interessados, para o que escrevi aqui em Dezembro de 2014)

Hoje opto por recordar uma greve dos cobradores da Carris nos anos 60. É uma história curiosa que devia merecer alguma reflexão.

Ao contrário do que acontece normalmente, a greve dos cobradores da Carris foi apoiada e estimulada por Silva Pais ( que mais tarde viria a ser director da PIDE) a mando de Salazar. O objectivo do velho Botas era obrigar a Carris a criar uma tarifa económica ( na altura não havia passes sociais) de modo a controlar os preços e a inflação.

Em 2015 vemos trabalhadores a fazer greve para manter os seus postos de trabalho e a qualidade do serviço e o governo a concessionar os transportes públicos, transferindo para o bolso de empresas privadas os subsídios que anualmente dá às empresas públicas para a manutenção da qualidade dos serviços.

A consequência destas concessões será a redução de horários de funcionamento, extinção de carreiras e aumento do preço dos passes sociais. O tuga parece não se importar com isso. O que o preocupa são os prejuízos resultantes de um dia de greve.


(-por Carlos Barbosa de Oliveira , 19/5/2015, http://cronicasdorochedo.blogspot.pt/ )


De Privatizações criminosas a 22 de Dezembro de 2014 às 17:13
Privatizar a TAP é uma opção criminosa!

A TAP, enquanto empresa pública, não se destina a «dar lucro», objectivo das empresas privadas para poderem distribuir dividendos aos seus accionistas remunerando o capital aí investido.
A TAP destina-se a criar riqueza para o País. E cria:
mais de 12 mil postos de trabalho directos no Grupo; perto de 20 mil indirectos; mais de 100 milhões de contribuições anuais para a Segurança Social e outro tanto para o IRS; mais de doil mil milhões de euros de vendas ao estrangeiro sendo o maior exportador nacional; responsável directa por entre três e cinco por cento do PIB (1).

Cria riqueza ainda no sentido de se afirmar como instrumento de soberania, por mal potenciada que esteja a ser e está.
E faz tudo isto sem receber qualquer apoio público desde 1997, e com uma dívida que no essencial é relativa aos seus activos (o leasing dos aviões) e a uma negociata nunca devidamente explicada (a da compra da deficitária ex-Vem do Brasil, actual Manutenção Brasil)..

------- http://ocastendo.blogs.sapo.pt/ 19/12/2014


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