3 comentários:
De Amorfos, acéfalos univ.verão... a 9 de Setembro de 2014 às 10:34
Magical Mystery Tour


Por josé simões, http://derterrorist.blogs.sapo.pt/ 7/9/2014


A credibilidade de Portugal, por interposta pessoa o Governo do PSD, por interposta pessoa Vítor Gaspar, por interposta pessoa Maria Luís Albuquerque, «tem permitido a descida dos juros». Em Portugal. Em Espanha. Em Itália. Na Irlanda. E também na Grécia. Holy shit!

Baixar impostos às empresas não tem por objectivo descapitalizar a Segurança Social nem aumentar a mais-valia aos patrões e accionistas. Baixar impostos às empresas é «estimular o emprego e a criação de emprego», com o Estado, ou seja nós, ou seja o dinheiro do contribuinte, ou seja o dinheiro dos nossos impostos, ou seja o dinheiro que deixamos de receber no final do mês, a subsidiar cerca de 60% dos novos empregos criados em Portugal. Holy shit! Holy shit! [duas vezes].


No final da prelação os amorfos e acéfalos universitários, de mãos dadas com a ilustre-mestre-ilustre e com grinaldas de flores, saíram pelas ruas da vila a entoar Strawberry Fields Forever. Holy shit! Holy shit! Holy shit! [três vezes].


[O título do post foi fanado ao Sérgio e a imagem é daqui]


De Desgoverno napalm e nepotismo a 1 de Setembro de 2014 às 14:58

A destruição foi socializada








«O Governo, educado pela troika e por alguns génios nacionais, acreditou que a "destruição criativa" de Schumpeter era a boa nova que deveria partilhar com os portugueses. Três anos depois o resultado está à vista, espelhado por este Orçamento Rectificativo.




A gloriosa "destruição criativa", cantada ao som do hino da União Europeia, transformou-se na "destruição destruidora". O PREC lançado pelo Governo e pela troika teve o efeito de "napalm": destruiu empresas, asfixiou o poder de compra dos portugueses com impostos e cortes de salários, aumentou brutalmente o desemprego e promoveu a emigração.




O modelo era um paraíso nas margens do Bangladesh: um país exportador com salários miseráveis. (...) Tudo correu ao contrário; nem a nossa economia se tornou um "tigre atlântico" baseada na exportação, nem o consumo interno deixou de animar os cofres do Estado. (...)




O Governo não é liberal: é estatista. Há mais Estado e mais amigos a comer da receita dos impostos dos portugueses. A destruição foi socializada. Os rendimentos foram entregues num condomínio privado. Já se sabia: a política portuguesa é a do mata-borrão. Quando a caneta rebenta, tenta-se remediar o que é possível. E o resto que seja o destino a definir.»

Fernando Sobral, via http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/ 1/9/2014


De Submissão acrítica e Legalices ruinosas a 1 de Setembro de 2014 às 10:07
(JPP) Abrupto,


ÍNDICE DO SITUACIONISMO:
COMO É QUE A NOVILÍNGUA SE ESTABELECE

A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida.


Diz o Primeiro-ministro:
"Parece-me que a meta que tínhamos definido de 4% para este ano é alcançável, precisa de alguns ajustamentos dentro do nosso orçamento na medida em que há algumas rubricas que têm um peso maior do que tínhamos previsto em consequência de decisões que não fomos nós que tomamos. "
Repare-se no sublinhado “em consequência de decisões que não fomos nós que tomamos ", a frase em língua orwelliana.
Quer o Primeiro-ministro dizer, e, quase toda a comunicação social que o segue na conjugação do sujeito com o verbo, decisões que (“nós”, o governo) não tomou, mas sim o Tribunal Constitucional.
Não, meus amigos é exactamente o contrário:
“em consequência de decisões que nós tomamos”, porque as opções por medidas de duvidosa constitucionalidade, para dizer o menos, ou inconstitucionais, foram tomadas pelo governo e por mais ninguém.
Nos últimos três anos, o sujeito primeiro das medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional foi sempre o governo, o autor do chumbo foi o Tribunal.
Quando chega o chumbo, ergue-se um clamor a dizer que a culpa é sempre do Tribunal, e nunca de quem tem vindo nos últimos anos a somar medidas sobre medidas ilegais à luz da Constituição.
E não é por falta de aviso prévio.

Esta substituição do sujeito da “culpa”, com que a comunicação social colabora sem pensar, é de novo mais um dos casos de situacionismo, de submissão acrítica à linguagem do poder.
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AVENTUREIRISMO LEGAL

O caso do BES e do GES é um maná para os advogados especializados neste tipo de litigância, aliás
os MESMOS que são especialistas na blindagem de contratos,
os mesmos que fizeram as contrapartidas,
os mesmos que negociaram do lado da banca e do lado do governo.

Para meia dúzia deles
(sociedades de advogados com 'valiosa rede de contactos' no governo, parlamento e grandes empresas nacionais e estrangeiras, defensores e intermediários de grandes negociatas,-- privatizações, concessões, PPPs, 'resgates', dívidas, ...-- multinacionais, banqueiros, lobies, ...),
porque é um círculo muito fechado, o caso BES/GES vai ser um presente/ mina de ouro.

Há muito aventureirismo legal (melhor ilegal) em todo o processo e tantas zonas vermelhas e cinzentas,
tanta coisa feita em cima do joelho, e muita mais de legalidade mais que duvidosa, que todos, pequenos e grandes, do lado “bom” e do lado “mau”, têm vantagem em ir a tribunal, mesmo com uma justiça lenta como a nossa.
E é evidente que a expectativa de litígios sobre litígios vai embaratecer ainda mais o lado “bom”,
visto que ninguém se arrisca a comprar sem ter a certeza de que não fica com um bem enrodilhado por dezenas de anos em processos judiciais.
A não ser que o governo se atravesse com garantias e dinheiro, o que já está a fazer e ainda vai fazer muito mais.
É só esperar um pouco.
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... e o contribuinte PAGA todos esse aventureirismo, gestão dolosa, incompetência, ... .


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