14 comentários:
De Hipocrisia dos chefes d'Estado e desGove a 29 de Abril de 2015 às 13:02
Crise no Mediterrâneo: a hipocrisia do Conselho Europeu
(- por AG, 29/4/2015, http://causa-nossa.blogspot.pt/2015/04/crise-no-mediterraneo-hipocrisia-do.html )

"Se a UE tem uma missão militar contra a pirataria no Oceano Indico, porque não mobiliza marinhas, guardas costeiras e forças aéreas dos Estados Membros para buscar e salvar vidas no Mediterrâneo?
para capturar e levar a julgamento os traficantes de pessoas e destruir-lhes os barcos?

Porque não tem políticas de migração e de asilo comuns, com vias legais para a imigração, que retire às redes esclavagistas o lucro da sua empresa assassina?
E que distribua os migrantes e refugiados equitativamente entre Estados Membros?

Porque é que o Conselho Europeu, indecentemente, deixa Estados Membros vender residência e nacionalidade em vistos dourados para estrangeiros ricos
e quer recambiar os pobres, que fogem da guerra, da opressão e da miséria?

E porque é que o Conselho Europeu não assegura que políticas externas coerentes, incluindo a política de desenvolvimento, que ajudem a resolver conflitos em vez de os agravar,
como na Síria e na Líbia, ou na Etiópia e na Eritreia, abandonando os povos à sua sorte?"

Quando é que a Europa pede ao Conselho de Segurança da ONU uma missão de paz que ajude a livrar a Líbia do terrorismo, da "proxy war" e a retornar à transição democrática?"


..(Minha intervenção no debate plenário desta manhã no Parlamento Europeu, sobre a resposta da UE à crise humanitária no Mediterrâneo)

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Conselho Europeu: nem sequer a face da Europa salva...

(por AG, 28/4/2015, http://aba-da-causa.blogspot.com/2015/04/a-ue-nao-salva-sequer-face-no.html )


Os Chefes de Estado e de governo da União Europeia que se reuniram em Bruxelas na semana passada, de emergência, deram uma resposta curta, insuficente e decepcionante para impedir que o Mar Mediterrâneo continue a tornar-se num monumental cemitério.

(...) Isto quer dizer que novos refugiados, a fugir da guerra na Síria, Somália, no Iémen, da opressão na Etiópia, Eritreia, no Sudão, em Gaza, do terrorismo na Nigéria e na Líbia, vão continuar a morrer perante a inacção dos governos europeus.

(...) Precisam estes governantes de que se lhes atire em cara o que disse o Papa Francisco no Parlamento Europeu:
"a dignidade da vida dos migrantes não pode ser encarada como mercadoria ou objecto de comércio".


De Crimes contra a Humanidade. a 30 de Abril de 2015 às 15:51
Crimes contra o património cultural da Humanidade

(-por AG, 29/4/2015, http://causa-nossa.blogspot.pt/)

"A destruição de património cultural da Humanidade no Iraque, na Síria, na Líbia e no Mali, pelo barbarismo de bandos terroristas como o Daesh (/ ISIS / 'Estado Islâmico' ou AlQaeda ou ...),
constitui crime de guerra e contra a Humanidade.

É por isso alarmante que a comunidade internacional não se tenha ainda organizado para travar os terroristas do Daesh.

É alarmante que a própria UE não consiga fazer a diferença para travar os criminosos do Daesh nos países em que operam. Nem sequer no Iraque, onde alguns Estados membros estão envolvidos na assistência militar às forças curdas e outras que os combatem. Pois se nem se os europeus não se coordenam entre si! nem no plano militar, nem na ajuda humanitária, nem sequer no apoio as vítimas - incluindo mulheres e crianças yazidis, cristãs e de outras minorias que conseguiram escapar aos criminosos do Daesh.

O desígnio dos terroristas é apagar vestígios de culturas milenares pré-islâmicas no Médio Oriente. Se os líderes europeus persistem na descoordenação autista, preparemo-nos para pagar o preço também na Europa, com um crescendo de actividade terrorista e mais fanatismo, intolerância e radicalização nas nossas sociedades"


(Minha intervenção no debate em plenário do PE esta tarde, sobre "a destruição de património cultural perpetrada pelo ISIS/Daesh")


De Falta Europa tb no Mediterrâneo! a 14 de Maio de 2015 às 10:20
Falta-nos Europa no Mediterrâneo!

(- por AG , 12/52015, http://causa-nossa.blogspot.pt/ )

"Foi aqui dito pelo representante da Amnistia Internacional o que a UE precisa de fazer urgentemente para assumir obrigações legais e morais e travar a crise humanitária que está a transformar o nosso Mar Mediterrâneo num cemitério.

1o. - Abrir rotas seguras e legais para requerentes de asilo e migrantes económicos: é essencial, também, retirar o lucro às mafias traficantes de seres humanos.

2o. - Financiar e por em prática uma política comum de "resettlement" para refugiados e migrantes, reconhecendo até que vários países europeus, envelhecidos e em declínio demográfico - como Portugal - precisam deles. Tal como precisam dos seus próprios cidadãos, forçados também a emigrar, por políticas austeritárias desastrosas.

3o. - Atacar as redes traficantes, prendendo e levando a julgamento os seus agentes - se a UE tem uma missão de Política Comum de Segurança e Defesa no Índico contra a pirataria, como explicar que não tenha ainda accionado nenhuma no Mediterrâneo, coordenando marinhas, guardas costeiras, forças aéreas e outros meios para salvar vidas e combater as redes esclavagistas?

Na verdade, como poderemos vencer este desafio civilizacional, ou combater o terrorismo, ou ajudar a criar o Estado Palestino ou a resolver conflitos na Síria, no Iraque, na Somália, na Líbia e mais além, se não actuarmos na política externa europeia para que seja inteligente, coordenada, coerente e estratégica e não continue a negligenciar, ou a apoiar, regimes opressivos que forçam os seus cidadãos a fugir, como a Eritreia, Etiopia, os Sudões?

Precisamos de coordenação europeia e de coordenação com os nossos parceiros mediterrânicos para não continuarmos a agir de forma fragmentada e contraproducente, como foi frisado pela Sra. Farida Allaghi, com o exemplo do que fizemos, e do que não fizemos, na Líbia - onde descuramos a reforma do sector de segurança e o desarmamento das milícias, abrindo caminho a que fossem infiltradas por redes terroristas e criminosas.

Se não acorrermos hoje a ajudar a Libia, não haverá segurança na região para a Europa, nem para ninguém. Para isso precisamos de mais coordenação estratégica, de mais União Europeia, com mais solidariedade e sentido estratégico - que é o que não temos tido".


(Notas da minha intervenção, esta manhã, na Assembleia Parlamentar Euro-Mediterrânica a desenrolar-se na AR, em Lisboa)


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