De .P.Comunista vs Capitalismo neoLiberal. a 10 de Novembro de 2014 às 15:05

Comentário de Miguel a 10.11.2014 , ao post «http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/comunismo-nunca-mais-6828820#comentarios » sobre os 25 anos da queda do muro de Berlim.
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Para não dizer que Milton Friedman, o grande apóstolo do Capitalismo como Democracia, sem quaisquer problemas de consciência, foi o conselheiro económico na ditadura de Pinochet;
que ganhou o poder através de um golpe de estado levado a cabo pelos americanos em 1973;
que foi apenas uma réplica do golpe de estado que conduziram contra a democracia iraniana em 1954; do qual resultou a tirania do Shah e mais tarde a Revolta dos Aiatolas contra ela;
que hoje ainda governa o país, para mal dos iranianos que não têm democracia há mais de 60 anos por causa da grande democracia americana.

Pode-se imputar tanto horror e maldade às tais democracias capitalistas,
antes do Muro de Berlim e especialmente depois da queda da União Soviética, que a dificuldade é saber
que exemplos escolher do grande manancial à disposição de cada pessoa com um pouco de curiosidade.

E estas coisas acontecem todos os dias, e o muro foi há 25 anos, mas pára-se um dia inteiro para o recordar
quando eu, que saiba, nunca vi o Delito de Opinião se preocupar pelos constantes assaltos à democracia perpetrados por outras democracias.
Preocupam-se tanto com papões que nem existem mais, quando se deviam ocupar, por exemplo, dos perigos do TTIP para a soberania nacional dos países da Europa,
que isso sim, ainda pode ser evitado se a população for informada a tempo, o que não está a acontecer.
Que tal um artigo sobre isso? Ou é demasiado trabalho jornalístico para o vosso gosto?
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Temos muito menos a temer do PCP do que dos partidos do arco da governação,
que, eleitos democraticamente, usam essa valia para governarem contra os eleitores e a favor de interesses ocultos.
Os mais perigosos são aqueles que, com um sorriso nos lábios e a poder de repetir muitos chavões sobre liberdade, democracia e progresso, convencem as massas da sua idoneidade.
E o que é que temos pela Europa que não vota em comunistas?
Um antigo primeiro-ministro português que abandonou o mandato a meio para subir a um poleiro maior;
uma antiga primeira-ministra britânica que começou uma guerra com a Argentina para inverter a queda de popularidade;
um antigo primeiro-ministro italiano que controla os meios de comunicação do país e que teve de se defender em tribunal de acusações de sexo com menores;
um antigo primeiro-ministro luxemburguês envolvido num grande esquema de fraude fiscal;
um antigo ministro das Finanças francês acusado de violar uma criada, e por aí fora.
Os horrores vão-se somando a um ritmo frenético.

Sem contar, repito, com o TTIP que não anda a preocupar ninguém por agora, ainda que seja
um maciço ataque ao estado social e à soberania nacional.

E é dos comunistas que não têm qualquer poder que devo ter medo?
São eles que não podem subir ao poder?
Que país e continente masoquistas. Andam todos tão cheios de peneira porque aprenderam as lições do passado, o que é fácil de aprender;
ficaria mais impressionado se andassem a tomar ilações do presente que nos corre debaixo do nariz.


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