De . Fisco PRIVATIZADO !! a 16 de Abril de 2015 às 17:59

Uma curiosidade sobre a AT (= Autoridade Tributária, Finanças)

(-OJumento, 15/4/2015)

Antes do processo de fusão que deu lugar à AT a área informática pertencia a uma direcção-geral própria, a DGITA.
Sabem quem é que Manuela Ferreira Leite foi buscar para gerir esta direcção-geral depois de ter saneado a equipa que tinha sido nomeada por Sousa Franco?
Ao BES, o tal banco com o qual colaborara Durão Barroso e que então era primeiro-ministro,
nesse tempo não havia qualquer problema em que os PRIVADOS não só tivessem acesso a dados como fosse eles próprios os dirigentes da direcção-geral com toda a informação fiscal e aduaneira do país.
Nesse tempo a CNPD não elaborou nenhuma deliberação alarmista sobre o assunto, se calhar não sabia da existência da DGITA, da DGCI e da DGAIEC, só deu pelo fisco há dois meses.

O senhor do BES foi empossado por Manuela Ferreira Leite em 2004
e ficou a ganhar o vencimento que auferia no banco, muito acima do vencimento de um director-geral do Estado, tal como sucedia com o seu colega Paul Macedo na DGCI.
Recorde-se que na altura o então director-geral dos Impostos Nunes dos Reis mandou a ministra apanhar gambuzinos, enquanto Cavalheiro Dias optou por se "reformar".
Para a história fica a nomeação para DG dos Impostos de um tal Maestre Armindo que se notabilizou por um despacho nos temos do qual ele próprio ficava ilibado de multas de trânsito e pelo facto de se ter dedicado ao doutoramento enquanto era director-geral.
Não consta que tenha tido problemas e foi promovido a juiz do Tribunal de Contas.

Algum jornalista questionou a transparência desta nomeação?
O MP sentiu-se impelido a investigar?
A IGF acompanhou a gestão?
A CNPD auditou a situação?
O sindicato STI questionou a nomeação?
Os deputados deram pela existência da DGITA?

Agora que tanto se fala das empresas PRIVADAS que trabalham para o FISCO talvez fosse interessante ver a história do desenvolvimento da informática no sector dos Impostos,
um processo iniciado ainda no tempo da dupla maravilha formada por Oliveira e Costa e Cavaco Silva, quando foi adjudicada a informatização das Alfândegas à então Simens-Nixdorf.


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