5 comentários:
De .Depois queixem-se ! a 8 de Outubro de 2015 às 12:54
Povo sem Memória Perdoa Malfeitorias; depois queixem-se! (ao BEStial PaFioso)
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Sem memória, o povo falou

(-Santana Castilho*, Aventar, 8/10/2015)

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... O PIB recuou para os valores de há 4 anos.
A dívida pública, de que se fala muito, e a dívida privada, de que se fala pouco, esmagam os particulares e o Estado.
O futuro de Portugal é função destas duas variáveis, que nos tornam dependentes do que a Europa (leia-se Alemanha) decidir corrigir em sede de Tratado Orçamental.

Com o resultado destas eleições, não teremos um Governo que pugne por uma verdadeira união monetária, alicerçada na indispensável integração fiscal e orçamental,
sem a qual a crise das dívidas soberanas continuará a impedir o investimento, o consumo e o emprego.
Foi isto que os eleitores, que deram a vitória à coligação, desprezaram.

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)
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---JL:
os portugueses, salvo seja, tirando os que não foram votar (ao não votarem ,assumem tudo o que qualquer governo decidir, sem abrirem o bico),
mais a maioria parlamentar de esquerda,
ao Paf resta governar em minoria parlamentar,
e tendo em conta que o Paf fez o que bem entendeu sem dar cavaco a ninguém nos últimos 4 anos,
não me parece que o ps tenha grande base de entendimento para negociar
(a não ser que o costa queira ser uma barriga de aluguer do paf)
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Nw:
A lei ? Para quê cumprir a lei ?
Se o PM sabe que até nem vale a pena pagar impostos desde que se tenha poder.


De "jornalista", Unidade Esquerda, PIB pior a 8 de Outubro de 2015 às 15:07

---- Rodrigues dos Santos volta a envergonhar

a RTP, o Serviço Público de Televisão e o jornalismo. Um homem preconceituoso e homofóbico, de um conservadorismo que muito dá que pensar,
e que ainda por cima não vota “para não perder a independência”,
diz ele.
Não há mesmo quem o privatize?
Era um favor que nos faziam e um serviço público que prestavam à democracia e ao jornalismo.
[Facebook de Pedro Lopes Marques]


------ Em defesa de uma unidade de esquerda

que não foi jamais tentada neste país de traumatizados do 25 de Novembro.
A minha vénia aos socialistas e comunistas que ousam por uma vez ultrapassar os dias do PREC
e percebem finalmente a urgência nacional dessa unidade.
[Facebook de João Soares]


---- Medalha de bronze para Portugal

na modalidade de dívida em percentagem do PIB na zona euro.


De Sociedade flácida, Cinzenta, paralítica a 12 de Outubro de 2015 às 11:37
No país dos consensos flácidos


«A dívida e o défice empobreceram Portugal. E não apenas economicamente.
A mentalidade, a diversidade e a criatividade modelaram-se a estes novos tempos.
Estes anos de austeridade abriram uma nova clivagem na sociedade portuguesa, entre quem quer,
sendo cada vez mais uma classe média "remediada",
alguma segurança enquanto conta os trocos que sobram do brutal aumento de impostos,
e uma radicalidade que começa a engordar eleitoralmente, como mostra o poder do BE.

No fundo esta é a receita da Europa, desta União Europeia
em que a "democracia" é um disfarce que serve para iludir um sistema cada vez mais centralizado, defensor do individualismo radical e moralmente duvidoso. (...)

Sendo Portugal um país periférico, perfeito para ser um laboratório da nova sociedade que se adivinha,
mais pobre e nivelada culturalmente, transformando os cidadãos em consumidores, estes resultados eleitorais demonstram também que se está a atingir o zénite de uma transformação mais profunda.
Em que o projecto social-democrata, assente nas pujantes classes médias pós-II Guerra Mundial, está em riscos de falir.

O modelo (neoliberal da 'escola de chicago' e aplicado por Reagan USA e) arquitectado na Inglaterra de Margaret Thatcher venceu:
ideologicamente e culturalmente. (...)

Será sempre assim? É duvidoso.
Porque em todas as épocas as hegemonias que pareciam eternas acabaram por implodir.
Mas, para já, é este clima de "consenso" que prevalece e que motivou cerca de 80% dos portugueses que votaram nos partidos do chamado "arco do poder".
Fingindo que a pobreza disfarçada que se tornou o paradigma deste novo Portugal pós-troika não é com eles.
Mas, com esta dívida externa, é este jogo de xadrez que todos irão jogar.» -- Fernando Sobral

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Mediania cinzenta e paralítica

Enquanto houver gente que defende estas posições tão «poucochinhas», não sairemos de uma triste mediania, cinzenta e paralítica. --Joana Lopes

Teresa Sousa, no Público de 11/10/2015:
«António Costa foi para a campanha com uma alternativa que coubesse no quadro do euro.
Por mais que o acusem de ter-se deixado enredar por ela, guinar à esquerda seria suicídio.
A única alternativa, mesmo que extremamente exigente, é manter-se no centro-esquerda (que é o lugar do PS) e resistir aos cantos de sereia do PCP e do Bloco.
Terá de deixar passar um governo da coligação e preservar a sua autonomia no Parlamento, substituindo a “guerra” ao governo por uma “guerrilha” (no bom sentido da palavra) em volta de algumas coisas que sejam essenciais.
O resto compete à coligação:
perceber que perdeu a maioria e agir em conformidade nas negociações parlamentares mais importantes.
Isto seria o ideal, preservando aquilo que é comum aos dois maiores partidos: a Europa.»


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