De a Direita, o Fisco e as Famílias. a 16 de Janeiro de 2015 às 18:37
Um Robin dos Bosques ao contrário: a direita, o fisco e as famílias

«Se há coisa que esta reforma fiscal garante é que um filho de um rico vale mais do que o filho de um pobre. Olhemos para a política de natalidade desta maioria, que começou em 2011. É a emigração, o aumento do desemprego, o corte dos salários, o aumento do horário de trabalho, o corte dos feriados, a diminuição dos direitos laborais, a dificuldade do acesso à saúde, a degradação do acesso à educação... Tudo isto, senhora deputada, afecta as famílias portuguesas.
(...) O CDS e o PSD degradaram objectivamente a vida das famílias portuguesas nestes três anos e não é com pequenas migalhas, que são sobretudo para as famílias de mais altos rendimentos, que vão corrigir o mal que fizeram. (...) O que é que o CDS diz às mais de 30 mil famílias que perderam acesso ao Rendimento Social de Inserção? O que é que o CDS diz às mais de 40 mil crianças que perderam o acesso ao RSI? (...) Diz que vai continuar a piorar a vida dessas famílias. Porque neste orçamento dizem que vão cortar mais 100 milhões de euros em prestações sociais, que vão afectar sobretudo crianças e famílias.
(...) Quando nós olhamos para o IRS, senhora deputada, há mais de 50% de portugueses que não pagam IRS. E portanto uma política de natalidade centrada no IRS logo à cabeça exclui 50% das famílias. E dos 50% dos portugueses que pagam IRS, o que o CDS lhe tem a dizer é: nós apoiaremos tanto mais quanto mais dinheiro tiverem.»

Da intervenção de João Galamba na Assembleia da República, na quarta-feira passada, em resposta à declaração política do CDS/PP sobre a reforma do IRS e o apoio à família (via Câmara Corporativa).

(-por Nuno Serra, 16/1/2015, Ladrões de B.)


De Aforro e Estado vs bancos privados a 20 de Janeiro de 2015 às 14:38
Pão partido aos pequeninos ou os Certificados de Aforro, o Estado e a Banca

(15/1/2015,https://oeconomistaport.wordpress.com/2015/01/15/pao-partido-aos-pequeninos-ou-o-as-nossas-poupancas-o-estado-e-a-banca/ )

Como os juros descem, um membro do governo da área das Finanças anunciou que o Estado desceria o juro dos Certificados de Aforro.
Com mais ou menos atraso, foi o que sempre aconteceu: os juros desse instrumento acompanham os juros do mercado comparável.
Só descerão os juros dos novos certificados, e por isso estamos perante um ótimo de Pareto (ninguém perde) e por isso causava dó (ou provocava gargalhadas loucas) uma entrevista a um membro do governo comparando essa descida de juros a um despedimento em massa.

Perante a notícia da baixa de juros do Estado-Banco, o Engº Faria de Oliveira apareceu em nome dos bancos a implorar que o Estado não os concorrenciasse mais na obtenção de poupanças:
como os juros descem, a banca também descerá os seus.
Porque o Governo não diz para que juro descerá os ditos certificados e por isso parece querer algo da banca ou concorrer com ela.

Para transformar a cena num quadro de Salvador Dali, o dito membro do governo achou por bem teorizar sobre a credibilidade financeira dos Estados:
«Também é importante do ponto de vista do Estado, enquanto emitente, poder referir que tem capacidade de captação junto do mercado doméstico. Os investidores estrangeiros valorizam isso».

Já chegámos à finança burkinaBé. Esta teoria burkinabense dispensa o Estado português de conceber e aplicar (implementar, em português vagamente contemporâneo)
um instrumento de poupança financeira a longo prazo para o pequeno aforrador que , sem concorrenciar a banca comercial que financia a dívida pública, aumentasse e segurasse a poupança nacional.
É que este instrumento exigia matemática que os nossos financeiros públicos, treinados no privado, não dominam – e talvez nem saibam que existe.


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