3 comentários:
De Baixa TSU empresas: mã fé eleitoralista a 16 de Abril de 2015 às 09:46
Questão de fé eleitoral

(-por Vital Moreira, http://causa-nossa.blogspot.pt/ 15/4/2015)

Com eleições à vista vale tudo, incluindo brincar com a credulidade dos eleitores.
Sabe-se como nos Estados Unidos em 1981 o Presidente Reagan deu um generoso alívio fiscal aos ricos
com a garantia de que isso iria fazer espevitar o investimento e o crescimento e, portanto, aumentar a receita fiscal, recuperando o anterior corte de impostos,
O resultado foi, como se sabe, um enorme aumento do défice orçamental e da dívida pública.

O PSD recorre agora ao mesmo truque,
com a ideia de que baixando a TSU das empresas, elas investirão mais e que com mais crescimento e mais emprego a segurança social irá recuperar a receita perdida.

É óbvio que a descida da TSU das empresas reduz os seus custos e aumenta a sua competitividade,
mas a ideia de que a perda de receita da segurança social será mais do que recuperada (ao fim de quanto tempo?) pelo crescimento e emprego induzido releva mais da fé do que da evidência.

Acredite quem quiser, e não se importar com a sustentabilidade financeira da SEGURANÇA SOCIAL !
(e depois, dita 'insustentável', é para desmantelar e privatizar através de seguros privados ! )


De .desGoverno SERVO de gr.empresas/oligarc a 16 de Abril de 2015 às 11:34

TSU: ímpeto revolucionário ou outra coisa?

(-por F. Francisco, 365forte, 15/4/2015)

Para estupefacção geral, Passos Coelho decidiu voltar a colocar a descida da TSU para as empresas na ordem do dia.
Será que se esqueceu dos efeitos que teve em Setembro de 2012? É pouco provável...

Vale a pena recordar que a descida da TSU que as empresas pagam teria de ser COMPENSADA com uma SUBIDA da contribuição paga pelos TRABALHADORES ou com uma subida de outro imposto qualuqer (e.g. IVA)
já que, caso contrário, estar-se-ia a criar um défice nas contas da Segurança Social.
Trata-se, portanto, de uma transferência directa de recursos DOS trabalhadores PARA os PATRÕES.

Em 2012 as pessoas perceberam do que se tratava e mobilizaram-se em grandes manifestações que acabaram por levar a que a ideia fosse engavetada, com direito a uma pirueta de Paulo Portas.

Como se pode, então, explicar que o Primeiro-Ministro escolha este momento para recolocar a questão na sua agenda política?

Não consigo imaginar cálculo político ou estratégia eleitoral em que isto se possa encaixar. A meu ver, restam apenas duas hipóteses:
ou Pedro Passos Coelho ainda está convencido de que esta é uma ideia mirífica que resolverá os problemas estruturais do país, ou
está a cumprir uma promessa que fez a alguém.
No primeiro caso, Passos Coelho é um revolucionário obcecado, no segundo
é um servo dos interesses dos grandes grupos económicos, que seriam os principais beneficiários desta medida.
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isabel:

A quebra de receitas da seg. social vai ser financiada por impostos verdes:
a tese de que os impostos sobre o consumo são menos nocivos sobre o crescimento - na altura não podiam aumentar mais o IVA, mas agora têm petróleo barato.

Juntando o que está no fim desta notícia do Observador com a Estratégia 2020 (link da Comissão),
a tal estratégia do Barroso de criar políticas inteligentes promotoras do crescimento e do emprego e amigas do ambiente:

http://observador.pt/2015/04/15/relatorio-do-fmi-inflacao-trava-descida-da-divida-portuguesa/
http://ec.europa.eu/europe2020/pdf/themes/20_tax_burden_on_labour.pdf
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Política de terra queimada

Enquanto não venderem o país a retalho, não destruírem o SNS, a Segurança Social,
privatizarem os bens essenciais e não destruírem por completo o tecido social,
fazendo de Portugal uma colónia de escravos ao serviço de europeus ricos,
esta escumalha que se apoderou do país, com o alto patrocínio de um palhaço, não descansa.

(-por Carlos Barbosa de Oliveira, abril 14, 2015 , http://cronicasdorochedo.blogspot.pt/2015/04/politica-de-terra-queimada.html#comment-form )

------- http://expresso.sapo.pt/a-tsu-novamente-o-governo-vai-repor-em-2015-o-que-o-povo-derrotou-em-2012=f919695
... ... ...
O Farsola e o PREC de direita ao ataque ! 

Pode ser que desta vez tenhamos 2 milhões na Rua, que subam as escadarias da AR, que cerquem Belém e S. Bento !!

Ah, já agora, o Forte de S. Julião que foi onde a governalha se refugiou na última vez.
Por muito que tenha aumentado as Policias, em efectivos e salários, estes estarão do lado do povoléu.
Excepto talvez os robocops que protegem o Farsola.

O Farsola afirmou no Japão que seríamos o país mais competitivo do mundo.
Talvez sem SSocial e com salários à moda africana !!

Urge correr com esta corja a pontapé se necessário for !!!


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/a-tsu-novamente-o-governo-vai-repor-em-2015-o-que-o-povo-derrotou-em-2012=f919695#ixzz3XT1LJWMx


De .Pagam sempre os mesmos!. a 16 de Abril de 2015 às 12:44
TSU

Constança Cunha e Sá na TVI 24:

«Nós já vimos o IRC aliviado nas empresas e
a maioria [parlamentar] tinha-se comprometido que seria correspondido também com um alívio do IRS,
mas a verdade é que em matéria de IRS não vimos nada.
Não houve nada e continuamos a pagar impostos fortíssimos (…),
faz algum sentido estar a beneficiar mais uma vez as empresas enquanto os trabalhadores continuam a ver os seus salários ['cortados']?»
E depois não deixou de recordar:
«Segundo os últimos estudos houve transferências no valor de 3 mil milhões de euros dos trabalhadores para as empresas.»

(-http://www.tvi24.iol.pt/opiniao/constanca-cunha-e-sa/descida-da-tsu-e-uma-medida-sem-sentido )

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Da série «A vida das pessoas não está melhor
mas o país está muito melhor»

• Carga fiscal sobre o trabalho disparou nos últimos anos em Portugal:
Portugal foi dos países onde os impostos sobre os rendimentos do trabalho mais se agravou entre 2010 e 2014, mostra um estudo da OCDE parcialmente hoje divulgado. Para solteiros sem filhos, Portugal bate mesmo o recorde em termos de subida da carga fiscal.
• Crédito malparado das famílias renova máximos históricos:
As famílias continuam a ter dificuldades em cumprir com o pagamento das prestações dos créditos contraídos. A percentagem de empréstimos dados como malparados atingiu, em Fevereiro, o valor mais elevado de sempre. São dados do Banco de Portugal, divulgados desde 1979.
• Portugal regista a terceira maior queda da produção industrial:
A produção industrial portuguesa caiu 0,5% em Fevereiro face ao mês anterior, sendo assim a terceira maior queda da União Europeia, revelam dados do Eurostat. Tanto na zona euro como na União Europeia, a produção industrial aumentou em Fevereiro quando comparada com o mês anterior, sobretudo devido aos bens não duradouros e energia.
• Portugal com maior quebra do emprego na União Europeia:
Portugal registou a maior quebra do emprego (de 1,4%) na União Europeia no quarto trimestre de 2014 face ao trimestre anterior. Para além de Portugal, o emprego caiu, na comparação em cadeia, na Croácia (-0,9%) em Chipre (-0,6%), na Polónia (-03%), em Itália (-0,2%) e em Malta (-0,1%).
• Portugal entre os quatro países com mais desemprego jovem na OCDE:
A taxa de desemprego entre os jovens na OCDE chegou aos 14,3% em Fevereiro, a percentagem mais baixa desde Novembro de 2008. Mas Portugal apresenta uma taxa de desemprego entre os jovens de 35%, uma das maiores dos países da OCDE.
• INE revê dívida pública em alta para 130,2% do PIB em 2014:
O INE avançou com um valor de dívida pública de mais de 130% do PIB para 2014, uma revisão em alta face aos 128,7% que vinham a ser reportados nomeadamente pelo Banco de Portugal e assumidos pelo Governo.
• Índice de Volume de Negócios nos Serviços manteve variação homóloga negativa :
Índice de volume de negócios nos serviços registou uma variação homóloga nominal de -3,5% em Fevereiro (-3,1% no mês de Janeiro).

(- Miguel Abrantes à(s) 14.4.15 Corporações)
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Comentários para quê?

Mas o "bom" povo português, inteligente como se tem visto, lá vai andando, calmo e sereno.
E em Outubro, é bem capaz de dar nova vitória eleitoral a estes ladrões
e depois passar mais quatro anos a ganir que foi enganado.

Ah! e em 2016 podem contar com prof. "banha da cobra" como PR, para o desastre ser completo.


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