4 comentários:
De Rombo na fé dominante e do desgoverno a 10 de Fevereiro de 2015 às 15:15
Um rombo no porta-aviões ?


«(...) quase surpreende que Vítor Bento, num longo e estruturado ensaio publicado no Observador, venha dar um tiro no porta-aviões da doutrina da austeridade expansionista e, na mesma leva, na narrativa oficial do Governo do "temos de empobrecer" e "andámos a viver acima das nossas possibilidades". (...)

Sendo, como é, um perene conselheiro de Estado, e até há pouco tempo (...) um dos mais consensuais economistas da direita portuguesa, é um rombo importante na doutrina dominante.

Porque, agora, já se pode dizer que, como já aqui assinalámos em Setembro de 2014, a Alemanha tem de perceber de uma vez por todas que se quer que os demais Estados-membros lhe subsidiem uma moeda com câmbio mais baixo, o que a mantém competitiva, e lhe dêem livre acesso a um mercado de 500 milhões de habitantes, tem de partilhar esses ganhos.

Não é uma questão de pedir ao contribuinte alemão o que é dele, é pedir-lhe que devolva o que não lhe pertence, que é o que o "dispor de um excesso de competitividade que é subsidiado pelos sacrifícios dos Deficitários, obrigados a um ajustamento unilateral" de Vítor Bento quer dizer em português corrente.

E qual será o montante desse subsídio? Vítor Bento não arrisca um valor, remetendo para um paralelo com o movimento recente do franco suíço, mas recorrendo aos cálculos de Dominick Salvatore, da Fordham University, podemos estimar que um "euro alemão" valeria pelo menos mais 40% no mercado cambial. Um subsídio e tanto.

O rei vai nu e há que sublinhar que "aqui reside a grande falha da argumentação moral que tem subjazido à condução do processo, pois que não são os Excedentários que têm estado a sustentar o bem estar dos Deficitários, mas o contrário.".

Numa altura em que a Grécia afronta os dogmas europeus o Governo português teima em negar a evidência e manter o rumo. A Grécia lutará pelos interesses dos Gregos mas não conte com o apoio do Governo de Portugal, por muito que os interesses do povo português sejam semelhantes: menos austeridade, para garantir a sustentabilidade da Economia e das contas públicas.

Estamos num momento da história em que essa teimosia se traduz em mais pobres, mais desempregados, menos protecção social. Não é culpa da Chanceler Merkel que está a lutar pelos interesses do seu país:
aquilo do "Deutschland, Deutschland über alles" (Alemanha acima de tudo e todos) é mesmo para levar a sério. Infelizmente para nós, para Passos Coelho ("o alemão") também.»

(Marco Capitão Ferreira; "Já se pode dizer?". Na íntegra: aqui) http://terradosespantos.blogspot.pt/ 10/2/2015


De Economicistas e comentadeiros a 10 de Fevereiro de 2015 às 10:10
----- Luís Lavoura disse...
Esqueceu-se de mencionar a expulsão de Bento do Novo Banco. Possivelmente o governo deu-se conta a tempo de que estava a braços com um heterodoxo...

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Como as coisas estão a mudar é importante adequar o discurso, o objectivo é estarmos sempre no topo da onda. Estes ilustres deste nosso país só dizem banalidades, são de uma superficialidade constrangedora.

----- Miguel Carvalho disse...
O Braga de Macedo também já mudou de discurso há algum tempo. Veja-se isto:

Braga de Macedo "Quanto ao aspeto orçamental, o primeiro problema não é esse. Isto é muito importante de se perceber. O primeiro problema de Portugal, que levou Portugal a pedir ajuda externa, foi o défice externo [privado]."
http://www.dinheirovivo.pt/economia/macro/interior.aspx?content_id=3923508&page=-1

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É uma tristeza muito grande vermos estes grandes génios da economia( uns auto-intitulados outros assim chamados por outros grandes crâneos ...),a dar o dito por não dito, a dizer o contrário do que já haviam dito, enfim, a tentarem passar de falcões a pombas.
Que grandes crâneos e génios economistas estes que afinal não conseguem ver um palmo á frente do nariz.
E por causa disso, muita gente farta-se de sofrer quando era escusado.
Afinal de contas isto é tudo uma questão politica e nada mais.
Basta que os políticos se preocupem com as pessoas para que nada disto aconteça.
Espero que Vitor Bento reze 30.000 pais nossos e avés marias como castigo por todo o mal que causou ao influenciar dente como o tal Gaspar e o tal B.Macedo ( grandes crâneos desta praça, claro...).


De Ricos, Austeridade e merd.. a 9 de Fevereiro de 2015 às 12:00

----- 2000 famílias possuem 80% da riqueza da Grécia

Ouvir ao minuto 12, no canal 1 alemão, dito por Michalis Pantelouris, jornalista greco-germânico. Uma apropriação de riqueza desta grandeza não terá acontecido por via legal. Mas pode resolver-se legalmente, basta o estado querer.


----- Aperta-se o cerco à austeridade

Renzi rejeita lições orçamentais de Angela Merkel. O demónio Varoufakis não dá sossego à IURD liberal.


------Sobre armadilhas petrolíferas que se calhar vão dar merda

Angola quer renegociar. Alguém chame o FMI antes que o preço dos preservativos volte a subir na Venezuela. Alguém disse Goldman Sachs?

-------- Evidências

“Se não mudarmos a Europa, a extrema-direita irá fazê-lo”. – Tsipras


De Causas: estagnaç, corrupç, burla neolibe a 9 de Fevereiro de 2015 às 12:12
Passos Coelho sabe que, pelo mesmo Capital, pagamos aos nossos Credores o Dobro da Grécia, revelou-nos o Sr. Tsipras

-Fevereiro 5, 2015

O Governo do Sr. Tsipras já teve involuntariamente embora algo de bom para nós: por causa dele, o Sr. Primeiro Ministro revelou ontem, no telejornal da hora do jantar, saber que a Grécia paga à União Europeia menos juros do que Portugal, tendo prazos de pagamentos mais longos. Isto é: o Dr. Passos Coelho revelou que já sabia que a Grécia tinha obtido da Srª Merkel melhores condições do que as obtidas pelo seu governo. Revelou por cima da burra, de passagem entre dois contos de fadas, e por isso dispensou-nos por isso de prática aquela sua qualidade que ele próprio não se cansa de gabar: falar verdade; por isso, dispensou-se de nos informar que afinal já sabia que a sua política de adular os nossos credores tinha tido por resultado… que os nossos queridos credores já (n)o(s) tinham começado a tratar pior do que aos gregos … antes mesmo da vitória eleitoral do Syriza.

É gigantesca a diferença entre o que nós e os gregos pagamos aos nossos credores : a Grécia paga em juros da dívida pública cerca de 2,5% do seu PIB e o Portugal do Dr. Passos Coelho paga 5% do PIB, por uma dívida proporcional e absolutamente menor. Se deflacionarmos a diferença pela quebra dos PIBs provocada pelas políticas de austeridade, a vantagem helénica sobre nós diminui, mas continua abissal. Era a tal vantagem que o Dr. Passos Coelho a semana passada asseverou ser irrealizável pelos gregos e que eles afinal já obtiveram – era o «conto de fadas», que o Dr. Coelho atribuiu aos gregos e que eles, aliás, já reivindicaram, tendo explicado ao nosso primeiro ministro nada terem contra as histórias de fadas: elas dão esperança.

Atenção, prezado leitor: O Economista Português não está a jogar a feijões: a vontade do Dr. Coelho ser bem visto pela Chancelarina Merkel custa ao leitor 2,5% dos seus rendimentos –pois, se o Dr. Coelho tivesse defendido avisadamente os nossos interesses, pagaríamos proporcionalmente o mesmo dos gregos. A grande diferença é o gregos quererem pagar ainda menos e o Dr. Passos Coelho querer pagar o dobro dos gregos, ou ainda mais. Tudo para o nosso bem. Tudo devido à interpretação pedestre de frases do tipo «as pessoas de bem pagam as suas dívidas».

Se o leitor quiser hoje divertir-se (riso amargo) , leia as falanges de porta-vozes governamentais (ou escute-os nas televisões) a balbulciarem com ar douto que as contas acima são falaciosas, nós é que estamos bem, coitados dos gregos. Acredite se quiser. O Estado português é tão rico que paga aos seus funcionários na Suiça abaixo do mínimo de sobrevivência naquele país.

Ah! E que diz a isto a oposição dinástica? Está tão caladinha porquê?

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Estimativas do serviço da dívida grega em

http://economico.sapo.pt/noticias/para-o-syriza-o-teste-nao-e-a-divida_211343.html
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O Perigo para a Eurozona: Merkel, Hollande em Moscovo
Fevereiro 6, 2015


Religiões na EuropaUm eixo ortodoxo em formação?

A Chancelarina Merkel e o Presidente Hollande estão hoje em Moscovo para tentarem métodos pacíficos de acordo com a Rússia sobre a Ucrânia. Invertem assim num relâmpago meses de demonização de Putin. Porquê? Por causa do Syriza. Vejamos. Os ucranianos pró-russos desencadearam um ofensiva militar. Esta ofensiva foi contigua à vitória do Syriza nas eleições gregas. Washington respondeu com a ameaça de dar armas letais ao governo de Kiev. Berlim recusou, pelo menos por hora, o que diz bem a gravidade e a acuidade que a Alemanha atribui ao problema. Ou seja: a Rússia aumenta a pressão sobre o eixo franco-alemão no eixo leste europeu-ortodoxo. Isto é: Moscovo ameaça apoiar a Grécia se ela abandonar/tiver que abandonar a Eurozona. A visita de Merkekelhollande a Moscovo significa que os nossos credores querem impedir a Rússia de apresentar uma proposta à Grécia. Presumivelmente por não estarem com vontade de cobrir o apoio russo a Tsipras. Cobertura que por certo sairia em conta, dada a debilidade petrolífera das finanças russas. Dito de outro modo: a campanha de inverno do general Merkelhollande é o primeir


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