De Ricos, Austeridade e merd.. a 9 de Fevereiro de 2015 às 12:00

----- 2000 famílias possuem 80% da riqueza da Grécia

Ouvir ao minuto 12, no canal 1 alemão, dito por Michalis Pantelouris, jornalista greco-germânico. Uma apropriação de riqueza desta grandeza não terá acontecido por via legal. Mas pode resolver-se legalmente, basta o estado querer.


----- Aperta-se o cerco à austeridade

Renzi rejeita lições orçamentais de Angela Merkel. O demónio Varoufakis não dá sossego à IURD liberal.


------Sobre armadilhas petrolíferas que se calhar vão dar merda

Angola quer renegociar. Alguém chame o FMI antes que o preço dos preservativos volte a subir na Venezuela. Alguém disse Goldman Sachs?

-------- Evidências

“Se não mudarmos a Europa, a extrema-direita irá fazê-lo”. – Tsipras


De Causas: estagnaç, corrupç, burla neolibe a 9 de Fevereiro de 2015 às 12:12
Passos Coelho sabe que, pelo mesmo Capital, pagamos aos nossos Credores o Dobro da Grécia, revelou-nos o Sr. Tsipras

-Fevereiro 5, 2015

O Governo do Sr. Tsipras já teve involuntariamente embora algo de bom para nós: por causa dele, o Sr. Primeiro Ministro revelou ontem, no telejornal da hora do jantar, saber que a Grécia paga à União Europeia menos juros do que Portugal, tendo prazos de pagamentos mais longos. Isto é: o Dr. Passos Coelho revelou que já sabia que a Grécia tinha obtido da Srª Merkel melhores condições do que as obtidas pelo seu governo. Revelou por cima da burra, de passagem entre dois contos de fadas, e por isso dispensou-nos por isso de prática aquela sua qualidade que ele próprio não se cansa de gabar: falar verdade; por isso, dispensou-se de nos informar que afinal já sabia que a sua política de adular os nossos credores tinha tido por resultado… que os nossos queridos credores já (n)o(s) tinham começado a tratar pior do que aos gregos … antes mesmo da vitória eleitoral do Syriza.

É gigantesca a diferença entre o que nós e os gregos pagamos aos nossos credores : a Grécia paga em juros da dívida pública cerca de 2,5% do seu PIB e o Portugal do Dr. Passos Coelho paga 5% do PIB, por uma dívida proporcional e absolutamente menor. Se deflacionarmos a diferença pela quebra dos PIBs provocada pelas políticas de austeridade, a vantagem helénica sobre nós diminui, mas continua abissal. Era a tal vantagem que o Dr. Passos Coelho a semana passada asseverou ser irrealizável pelos gregos e que eles afinal já obtiveram – era o «conto de fadas», que o Dr. Coelho atribuiu aos gregos e que eles, aliás, já reivindicaram, tendo explicado ao nosso primeiro ministro nada terem contra as histórias de fadas: elas dão esperança.

Atenção, prezado leitor: O Economista Português não está a jogar a feijões: a vontade do Dr. Coelho ser bem visto pela Chancelarina Merkel custa ao leitor 2,5% dos seus rendimentos –pois, se o Dr. Coelho tivesse defendido avisadamente os nossos interesses, pagaríamos proporcionalmente o mesmo dos gregos. A grande diferença é o gregos quererem pagar ainda menos e o Dr. Passos Coelho querer pagar o dobro dos gregos, ou ainda mais. Tudo para o nosso bem. Tudo devido à interpretação pedestre de frases do tipo «as pessoas de bem pagam as suas dívidas».

Se o leitor quiser hoje divertir-se (riso amargo) , leia as falanges de porta-vozes governamentais (ou escute-os nas televisões) a balbulciarem com ar douto que as contas acima são falaciosas, nós é que estamos bem, coitados dos gregos. Acredite se quiser. O Estado português é tão rico que paga aos seus funcionários na Suiça abaixo do mínimo de sobrevivência naquele país.

Ah! E que diz a isto a oposição dinástica? Está tão caladinha porquê?

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Estimativas do serviço da dívida grega em

http://economico.sapo.pt/noticias/para-o-syriza-o-teste-nao-e-a-divida_211343.html
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O Perigo para a Eurozona: Merkel, Hollande em Moscovo
Fevereiro 6, 2015


Religiões na EuropaUm eixo ortodoxo em formação?

A Chancelarina Merkel e o Presidente Hollande estão hoje em Moscovo para tentarem métodos pacíficos de acordo com a Rússia sobre a Ucrânia. Invertem assim num relâmpago meses de demonização de Putin. Porquê? Por causa do Syriza. Vejamos. Os ucranianos pró-russos desencadearam um ofensiva militar. Esta ofensiva foi contigua à vitória do Syriza nas eleições gregas. Washington respondeu com a ameaça de dar armas letais ao governo de Kiev. Berlim recusou, pelo menos por hora, o que diz bem a gravidade e a acuidade que a Alemanha atribui ao problema. Ou seja: a Rússia aumenta a pressão sobre o eixo franco-alemão no eixo leste europeu-ortodoxo. Isto é: Moscovo ameaça apoiar a Grécia se ela abandonar/tiver que abandonar a Eurozona. A visita de Merkekelhollande a Moscovo significa que os nossos credores querem impedir a Rússia de apresentar uma proposta à Grécia. Presumivelmente por não estarem com vontade de cobrir o apoio russo a Tsipras. Cobertura que por certo sairia em conta, dada a debilidade petrolífera das finanças russas. Dito de outro modo: a campanha de inverno do general Merkelhollande é o primeir


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