9 comentários:
De NY, 8.3.1957 Luta p. Humanidade a 9 de Março de 2015 às 11:22

Viva o 8 de Março - Da Realidade à Política e à Arte!

No dia 8 de Março de 1857, as operárias de uma fábrica de têxteis em Nova York, iniciaram uma luta indefetível pelos direitos das mulheres!
Por melhores condições de trabalho e de vida, melhores salários e igualdade de tratamento!...
a luta que as ameaçou desde logo, teve continuidade por muitos, longos e penosos anos
em que as suas reivindicações levaram a que fossem ameaçadas, perseguidas e reprimidas pela polícia
- ao ponto de, já no século XX, também nos EUA, acabarem cercadas num incêndio que deflagrou nas instalações de uma fábrica onde trabalhavam e onde resistiam às pressões externas de uma sociedade masculina e patriarcal.
Houve vítimas e até, pelo menos, uma morte entre estas corajosas, solitárias e solidárias mulheres!
O facto, enquanto atentado contra os direitos das mulheres e dos trabalhadores, foi sendo conhecido e o dia 8 de Março começou a ser assinalado, progressivamente, um pouco por todo o mundo.

Desta luta temos hoje um excelente registo no filme "Anjos Rebeldes" (originalmente intitulado: Iron Jawed Angels), um trabalho cinematográfico notável da realizadora Katja von Garnier que conta com a extraordinária interpretação de Hilary Swank no papel de Alice Paul, uma das mulheres cujo nome ficará para sempre, associado à luta memorável e exemplar das Sufragistas
a que, nesta obra, dão corpo e voz, também, outras atrizes de reconhecido e justo mérito como Julia Ormond e Angelica Houston.
Da difícil, contínua e indefetível luta pelos Direitos Humanos das Mulheres, temos o exemplo simbólico no facto de só em 1975, a ONU ter proclamado o dia 8 de Março como Dia Internacional das Mulheres.
Quanto à justeza da persistência desta luta, são tantos os argumentos, em pleno século XXI, que basta referir alguns dos problemas com que, nesta matéria, nos debatemos nas sociedades ocidentais:
desigualdades salariais, desigualdades de tratamento,
violência de género, violência doméstica, violência sexual,
assédio sexual, tráfico de seres humanos para efeitos de exploração,
exposição a estereótipos consumistas de mercados masculinizados
e tantas, tantas outras, maiores e menores formas de expressão de "machismos" e "micro-machismos"!...

Isto sem falar na urgência de solidariedade que é preciso reforçar e promover, por esse mundo fora, noutras esferas civilizacionais,
em que as mulheres não têm direito de voto,
não podem conduzir, não podem circular nas ruas sem estarem sujeitas à humilhação e falta de dignidade
-que, muitas vezes, as próprias não reconhecem!- de cobrirem completa ou parcialmente o seu corpo,
onde lhes é negado o direito ao livre-arbítrio,
imposto o casamento forçado e a impossibilidade de determinar o seu futuro...
e onde são, simplesmente!, consideradas, nada mais, nada menos, do que mero património familiar e propriedade patriarcal.

(por Ana Paula Fitas )
Etiquetas: Direitos Humanos; Política; Direitos Humanos; Sociedade; Política; Justiça; Cultura;

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6/3/2015:

Desigualdade Salarial, o rosto institucional da Discriminação Sexual...


Por não existir igualdade salarial entre homens e mulheres, em Portugal,
as mulheres são obrigadas a trabalhar mais 65 dias por ano para obter a mesma remuneração anual que os homens...
Para ilustrar o que este facto significa, instituiu-se assinalar o Dia da Igualdade Salarial no dia 6 de Março, por ser exactamente neste dia que, a partir do 1º dia do ano, se completam os tais 65 dias de trabalho excedentário feminino para efeitos de igual remuneração, pelo desempenho de uma mesma tarefa realizada por homens.

Se a este facto somarmos todo o trabalho não remunerado que, apesar da progressiva partilha dos afazeres domésticos e familiares entre pessoas de sexo diferente,
continua a sobrecarregar a maioria das mulheres, a evidência de ausência de fundamento racional e o grau de injustiça desta realidade é incontornável.

Quando uma sociedade legitima desigualdades básicas, como esta!, não pode, em caso algum!, considerar-se
uma sociedade efectivamente republicana e democrática, pautada pela afirmação de valores tais como a igualdade, a liberdade, a responsabilidade social e a solidariedade.

(- por Ana Paula Fitas )


De Contrato Colectivo vs Exploração de mulh a 9 de Março de 2015 às 13:07
8 de Março de todos os anos de um ano qualquer

(-por josé simões, http://derterrorist.blogs.sapo.pt/)

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É por isso que é importante a CONTRATAÇÃO COLECTIVA, porque lá vem, preto no branco, as categorias profissionais e que para determinada categoria profissional corresponde determinada remuneração,
independentemente do sexo, e da única vez em que a palavra "mulher" aparece é num capítulo do acordo de trabalho que diz "alínea xis, gravidez".

Faz-me confusão, muita confusão, quando ouço ou leio que as mulheres ganham menos que os homens para trabalho igual.
(só pode ser) Nas empresas dos empresários criadores de emprego e mui liberais, a famosa rigidez patronal. Só pode.

E sem Contratação Colectiva, sem Direitos Laborais, (e com a merd.. desta selvajaria Neoliberal, desreguladora, "flexível", ...) a EXPLORAÇÃO Salarial não é limitada aos trabalhadores do género feminino (trabalhadoras) mas
estende-se em especial aos "estagiários", aos Precários (sem contrato ou com contrato de curta duração), aos "externos" das Empresas de Trabalho Temporário, ...


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