De Dinheiro «Português/ nacional»?!!. a 21 de Março de 2016 às 10:50

21/03/2016


«Banca portuguesa»?! «nacional»?!! vão gozar outros…

1º- Português ou nacional só é aquilo que for detido pelo Estado (central, …, autarquias), pelo ‘público’, pelo que «é de todos os cidadãos». Logo, quanto à banca (e empresas em geral) … apenas a CGD é portuguesa (único accionista é o Estado), e, com alguma boa vontade, algumas outras entidades em que o Estado é accionista maioritário… também o Montepio pois é/era mutualista…
Todos os outros bancos são empresas privadas (dinheiro, quotas, acções, ...gestão).

2º- o que é privado tem por objectivo único* o lucro, o dinheiro,… e a qualquer momento vende(-se) por quem der mais dinheiro … seja ao irmão, ao vizinho, ao ‘estrangeiro’, ao anónimo desconhecido, ao fundo sgps/holding/corporation em ‘offshore’…

(*- reconhece-se que alguns empresários privados, geralmente em empresas familiares,
têm «consciência e sentido de responsabilidade social/ comunitária»... mas, a qualquer momento por alterações ou constrangimentos familiares ou económicos, fazem/podem fazer passar essa «consciência nacional/ portuguesa/ e responsabilidade comunitária» para segundo plano ou desaparecer completamente.)

3º – o dinheiro não tem pátria nem lei… e foge a impostos (por muitas vias incluindo ‘offshores’ e aldrabice contabilística); foge às Leis portuguesas (porque pode adotar foro estrangeiro, britânico, arbitragem, ‘offshore’, …); e foge a responsabilidades políticas, sociais, laborais, éticas, ambientais, económicas, financeiras, fiscais, …

4º- o Estado português (tal como outros, que seguem o neoliberalismo e ditames da UE, ‘troika’, ‘mercados’, …) (através dos seus representantes nos governos e parlamento)...
diminuiu muito ou deixou, de facto, de defender o «interesse nacional»/colectivo, deixou de valorizar, preservar e defender interesses e recursos verdadeiramente estratégicos nacionais… privatizando-os, … porque está/ para estar ao serviço/ submisso a interesses externos e/ou obscuros (do dinheiro, capitais/ ‘investimentos’, ‘corporations’ … de empresas transnacionais).

Portanto, quanto a centros de decisão «nacional», capital ou ‘investimento’ ‘nacional’/’português’ privado … e respectivos arautos empresariais e/ou políticos neoliberais... vão enganar outros !! ou emigrem !!


De O Fim da banca 'portuguesa' !. a 21 de Março de 2016 às 12:22
----- O fim da Banca portuguesa

( 20/03/2016 por Bruno Santos, Aventar)


No concurso mundial da corrupção e do degredo, Portugal ocupa, na opinião de uma grande quantidade de portugueses, o lugar cimeiro do pódio. A quem ouvir povo e comentadores honoris causa não sobrará dúvida que Deus, cujo Nome é santo, escolheu este canto da bela Europa, para não usar o étimo que igualmente designa o lugar fisiológico de extracção do que já não presta, para plantar uma nação de ladrões.

Mas, se no concurso mundial da corrupção e do degredo, Portugal ocupa, na douta visão dos sete sábios lusos, o lugar cimeiro do pódio, em tratando-se do Banco Espírito Santo, que na mais extraordinária cambalhota escatológica da História das religiões do dinheiro passou de Terceira Pessoa da Trindade a Satanás ele mesmo, rebaptizado que foi de Banco Mau, em tratando-se do BES, escrevia, o lugar cimeiro do pódio não chega. Não há ouro que medalhe a fundura corrupta a que desceu, segundo a opinião caseira, o maior Banco privado detido e controlado por portugueses e um dos seus mais importantes instrumentos de poder no mundo.

Quem não andar dormindo há-de ter reparado que outro Banco português, o Montepio, tem andado na mira desses grandes paladinos da ética e da transparência financeiras, aprendidas, certamente, num qualquer convento de carmelitas descalças plantado numa montanha de Davos, onde só vivem eremitas, faquires e cabras montanhesas. E se tiver reparado, não há-de surpreender-se que, mais dia menos dia, um grande escândalo de corrupção rebente com a mutualidade geral e de novo a coroa de louros da ladroagem, que Deus, infinito e misericordioso, moldou na cabeça de Viriato, seja entregue de novo à finança lusa e acabe tudo preso.

Quem, além de não andar dormindo, use os dois olhos para ver, concluirá que existe aqui um certo padrão. É verdade que está lá o da roubalheira que, tratando-se de Bancos, conceda-se, é uma redundância e até uma puerilidade. Mas o mais importante, aquilo que no fim de tudo importará, é que Portugal ficou sem qualquer poder financeiro privado de raiz nacional, privilégio a que, com total legitimidade e lisura casta, angolanos, espanhóis, alemães, chineses e outros anónimos estrangeiros podem aceder livremente.

Assim, orgulhosos por terem vencido o concurso mundial da corrupção, os portugueses, que já tinham ficado sem o seu próprio dinheiro, ficam agora sem os Bancos que possuíam e que, apesar de tudo, representavam o seu músculo financeiro e operativo no mundo. A nenhum espanhol, alemão, francês ou angolano se pode reconhecer esta coragem auto-punitiva.


--------------: economia, política internacional, política nacional ----: Banco Espírito Santo, banco mau, corrupção, Montepio
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----Bruno Santos says:
21/03/2016

Cara leitora,
presumo que seja portuguesa. É detida pelo Estado?

---- xa2 says:
21/03/2016
Caro B Santos,

Quanto à presunção:
A Língua portuguesa é a minha pátria… mas considero-me cidad@ do mundo.

Quanto à detenção:
Não sou empresa (é disso que se trata no 'post' e comentário …) nem detida pelo Estado mas constrangid@ pelo mercado.

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De NeoLiberais de pacotila,acéfalos,Fujões a 21 de Março de 2016 às 12:56
Liberalismo de pacotilha

(por josé simões, 19/6/2016, derTerrorist)


Afinal o dinheiro também tem cor e pátria e, com um bocadinho de ginástica, se calhar até tem ideologia [desde que suportada pelo Estado].

«Patrões alarmados com espanholização da banca portuguesa

Bruno Bobone lança repto a empresários nacionais: comprem ou criem um banco»
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-----------E no entanto ele não se move

(por josé simões, 21/6/2016 derTerrorist),


(m.obstr.jpg : «Same old stereotypes in a cliché love story ...»)

Dois – 2 – Dois meses foi exactamente o tempo que levou até Pedro Passos Coelho fazer standby à "social-democracia, sempre!"
e regressar ao sítio de onde nunca tinha saído:
o "liberalismo acéfalo" * do "aliviar o peso do Estado da economia" desde que o Estado seja o português,
fazendo o percurso exactamente contrário aos liberais de pacotilha que, ao sentirem as barbas a arder, atribuiram uma Pátria à cor do dinheiro. (Liberalismo de pacotilha)

*http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca___financas/detalhe/passos_quer_esclarecimento_sobre_interferencia_de_costa_na_banca.html
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-----O Salário Mínimo Nacional empecilho

(- por josé simões, 20/6/2016, derTerrorist)

O aumento do salário mínimo como óbice à competitividade das empresas do sector do calçado,
nomeadamente no "motor da economia", as exportações.

"Magnatas do calçado escondem 2,6 milhões ao Fisco" (evasão fiscal).

-----tags: autoridade tributária, calçado, exportações, felgueiras, fisco, irc e irs, iva, salário mínimo nacional
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