16 comentários:
De Democracia não ceder a Eurozona NeoLiber a 29 de Junho de 2015 às 16:38

A hecatombe da política

(28 Junho 2015 às 21:02 por Valupi ,Aspirina B, http://aspirinab.com/valupi/a-hecatombe-da-politica/)

Teresa de Sousa é uma das mais reputadas, e condecoradas, especialistas em matérias europeias que temos no jornalismo português. Junta a esse estatuto a imagem de ser uma europeísta convicta e uma voz exemplarmente ponderada. O seu perfil confunde-se com o de um representante da União Europeia, pode-se dizer para efeitos de caricatura.

Ontem publicou um texto
– Foi isto que Atenas sempre quis? A pergunta passou a ser legítima –
onde acusa Tsipras de ter levado a cabo uma manobra maquiavélica ao serviço de um projecto de radicalismo político insano. Daí a marcação do referendo, a prova provada de que o Governo grego estava a boicotar as negociações desde o início. O registo é psicologista, a matriz é a de associar o Syriza a um comportamento irracional.

Numa curta passagem, a autora refere-se ao erros cometidos pela Europa é às consequências devastadoras das medidas aplicada na Grécia, levando a uma “hecatombe apenas própria de tempos de guerra, ao contrair mais de 25% em quatro anos“.
Este momento de lucidez foi de imediato perdido, surpreendentemente, terminando o artigo com o SOFISMA de que a democracia deve ceder ao Tratado de Roma (e ao de Lisboa).
Aderir à Comunidade Europeia, assinar o Tratado de Maastricht e entrar na zona euro, concretiza o argumento, implica uma soberania partilhada e suas regras.
A soberania e democracia de cada país são balelas para ingénuos ou demagogos, remata imperial.

Há uma racionalidade institucional, e mesmo política e pragmática, na sua posição. Indiscutível.
As regras só existem quando são respeitadas, e a alternativa é a lei da selva e o caos.
Mas também, e isto é que fica como surpreendente no caso de Teresa de Sousa, há uma antiquíssima lei de ouro que obriga os corajosos a defenderem os seus se eles forem atacados.
Há um DIREITO à LEGÍTIMA DEFESA que se sobrepõe a outras convenções.
Quando se admite que a Grécia está a sofrer um empobrecimento só comparável ao que ocorre numa GUERRA, e se sabe que nenhum dos credores apresentou qualquer solução que permita sequer uma friável esperança de recuperação,
isso é o mesmo que reconhecer a bondade daqueles que estão dispostos a quebrar algumas regras para que se cumpra a REGRA principal de todas as COMUNIDADES:
ajudarmo-nos uns aos outros, e tão mais quão maiores forem os problemas e os riscos.

Teresa de Sousa não concebe que a PARTILHA da soberania sirva precisamente para acudir ainda melhor à excepcionalidade que escapa às regras.
Isto é a negação mesma da essência da política como arte da boa governação.
Se largas décadas de assimilação dos princípios fulcrais da União Europeia, e de convívio com os seus agentes, provocam esta ALIENAÇÃO,
então quão mais cedo deixarmos de estar em tão má companhia melhor.


De Vozes do dono, alienação, e ... a 29 de Junho de 2015 às 16:51

---querolasabonetes

aceitar tudo o que o syriza pedir para evitar o referendo e ganhar tempo para formar um governo de bananas, é solução possível neste momento.

se arriscarem referendo,
depois só lá vai com golpe militar ou vão ter de engolir syrizas por todo o lado mais o referendo inglês.

--Maria Abril

Assim de repente, que eu me lembre, as regras da UE existem para ser cumpridas pelos países mais “indefesos”
e para serem violadas as vezes que for necessário pelos “senhores” , e de acordo com os seus interesses, sejam a Alemanha ou a França.

O que está acontecer agora é apenas um climax da pseudo construção solidária de uma UE.
Quando lhe foi conveniente, a Alemanha violou as mesmas regras (do défict, v.g.) que agora impõe sem dó nem piedade a outros membros.

Não será nada de mais afirmar que só os ingénuos ainda acreditam no futuro da UE, caso atirem com a Grécia borda fora.
Se isto acontecer, é a máscara de uma “união europeia” que cai de vez.
Se houver Grexit, nada será como dantes.
Por outro lado, se continuar tudo como dantes, dando-se o caso Grexit como arrumado,
então é que eu começo a ter medo do que somos e do que nos espera,
por termos chegado aonde chegamos.


---Corvo Negro

Ao assentarem arraiais em Bruxelas, sejam jornalistas, eurodeputados ou simplesmente brurocratas,
o fausto da “entourage” e a cor do dinheiro fácil, toldam-lhe as ideias e as convicções.
Daí a assumirem, sem pingo de vergonha, que essa coisa de democracia é para pobretans e papalvos, vai um salto de pardal.

--Olinda
que excelente reflexão sobre as partes – a isenção, aqui. e o progresso continua a esquecer o bem comum: a humanidade no seu pior. :-(

--assis
a teresa de sousa (uma boa mostra dos anos 70, muito cigarro e muita bica) mais uma vez a alinhar-se pelo que sai de bruxelas.
é a porta voz em portugal do dictat bruxelense.

--ignatz
mas vamos lá ver, quem é que paga as bicas e os cigarros da teresa?
e já agora as excursões ao fmi para lavagem da cabeça com xampús lagaldéria 18em1.

oops… faltou o linque
http://www.infogrecia.net/2015/06/fmi-admite-ter-pago-viagens-a-jornalistas-gregos/

--Estultos salazaristas
Hoje, através da TSF, a eurodeputada Mª João Rodrigues, figura com responsabilidades acrescidas em Bruxelas, referiu que,
há uma semana, as instituições europeias tinham concluído um plano favorável à resolução do problema grego fruto de negociações efetuadas, porém,
algo de misterioso aconteceu e, inexplicavelmente, esse plano foi rapidamente deitado ao lixo e substituído por um outro mais gravoso e penoso para o povo grego.
Ora, quem eliminou o plano consensual? Schauble, o democrata cristão!
Que conclusão retirar deste facto?

--Estultos salazaristas

Foi isto que a Alemanha sempre quis? A pergunta passa a ser legítima.
--Jorge Xavier
--Estultos salazaristas
Esta é a Alemanha defensora de uma Europa em guerra e que na sua propaganda grita “Seja-se o que se é!”;
“Porque combatemos: É preciso compreender a verdade”.
“A verdade na Europa!”
Fonte: Revista Sinal, 1944.



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