17 comentários:
De Afinal quem (não) quer Governar ?! a 9 de Outubro de 2015 às 12:06

AFINAL QUEM NÃO QUER GOVERNAR?

AFINAL QUEM FICAR A PROTESTAR?
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Bem se sabe que o PS tem no activo o tal núcleo influente que entre ir contra as suas concepções ideológicas ou acabar com o partido não hesitará na sua escolha. Mas é contra esta ameaça que António Costa se tem de revelar como um líder político à altura das circunstâncias.

António Costa não tem condições nem tempo para adiar a sua decisão ou esperar que outra oportunidade surja num contexto diferente. Essa oportunidade ele não a terá.
A direita, a ser derrubada, tem de sê-lo agora e não mais tarde. Se a deixa governar por pouco tempo que seja, e vai ser sempre por vários meses, ela terá todas as condições para fazer reverter a seu favor o impasse que mais tarde venha a ser criado com vista à convocação de novas eleições.

António Costa, como comentador, deu a partir de determinada altura provas seguras de que compreendeu e interiorizou todos os constrangimentos que a politica comunitária, nomeadamente a política monetária, cria aos países periféricos, e da necessidade de a alterar.
Lutar isoladamente contra essa política conduz como bem se sabe ao insucesso, a menos que se esteja disposto a arcar com todas as consequências de um rompimento.
A partir de Janeiro do próximo ano, os países periféricos, a Grécia, Portugal e a Espanha, estarão certamente em condições de conduzir uma luta conjunta, que ficará muito enfraquecida se o nosso Governo estiver nas mãos da direita.
Esta situação não se repetirá nos tempos mais próximos.

Por outro lado, parece cada vez mais evidente que a luta pelas presidenciais dificilmente poderá ser ganha.
A ausência de um candidato de consenso escolhido com antecedência pelos partidos de esquerda pode ter sido fatal para quem aspirava substituir a direita em Belém. Portanto, o mais provável é que a direita continue em Belém, porventura menos possidónia, mais divertida, mas igualmente perversa e sem hesitações nas escolhas fundamentais.
Que ninguém tenha ilusões: com a direita em Belém o Governo do PSD/CDS não será substituído por outro formado no mesmo quadro parlamentar em que este tiver sido constituído.
Com a direita em Belém, a Assembleia da República será dissolvida na altura que melhor possa garantir uma vitória da direita.

Deixar criar uma situação que assente na constituição de um governo de direita é deitar tudo a perder e é também pôr em causa o futuro do Partido Socialista.
Aos socialistas, a António Costa, cabe decidir.

(-por JM Correia Pinto, 7/10/2015, Politeia)


De A.Costa pode ser 1ºMin. ou ... a 9 de Outubro de 2015 às 12:28
9.10.15

Afinal havia outro

«Se o voto é a arma do povo, desta vez, o povo armou uma valente confusão.

O resultado eleitoral criou um quadro surrealista de tal forma que não é descabido dizer que Costa, o maior derrotado das eleições, se tornou o homem mais poderoso de Portugal. Tão poderoso que até pode ser PM. Confuso? Foi o que eu escrevi no início do texto. (...)

O Presidente da República passa um atestado de incompetência a quem votou BE ou CDU e anula os votos de um milhão de portugueses, dizendo que votaram em vão, porque não conta com esses votos, porque não obedecem a determinados compromissos que nós temos. Vamos lá ver. Se realmente partidos que apoiam a saída da NATO não contam, então não deviam estar no boletim de voto. Votou CDU, mas não viu as letras pequeninas, no final do boletim de voto, onde dizia, "atenção, para governar só contam votos em partidos que querem Portugal na Nato". (...)

Chegamos, agora, ao início do texto, perante o quadro de não maioria à direita (a tal maioria que o Presidente da República definiu, antes das eleições, como condição essencial para aceitar um governo), toda e qualquer solução passa por António Costa. O PSD e o PP já deram por isso, e a coligação veio logo mostrar-se disponível para dar presidência do Parlamento ao PS; e uma caixa de mon-chéri.

De repente, Costa é o novo sexy platina. Atacado pelos seguristas no interior do partido, António Costa é desejado por todos fora dele. O Bloco de Esquerda deseja fazer governo com ele. O PCP apoia um governo de Costa. Passos Coelho e Portas querem chegar a uma solução de governação com Costa, e o Presidente mandou o ex-PM ir falar com ele. Imaginem se Costa tivesse ganho as eleições?! Já havia estátuas com António Costa a cavalo na Avenida da Liberdade.»

João Quadros


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