De OhSeChoras!!... tantos burlões e apoiant a 8 de Abril de 2016 às 15:06
---- Colapso ético num inferno paradisíaco. (Bagão Félix)

«Com estes paraísos a globalização ganhou novos e corruptos contornos,
o capital sujo fica branco como clara de ovo,
o terrorismo e as mafias consolidam o arsenal monetário para financiar o medo e espalhar a morte,
a droga e o armamento progridem na amoralidade do vil metal.

Neste domínio, os paraísos fiscais são a vergonha mais despudorada de que o crime compensa, a esperteza vence, o golpe rende. (…)

Uma última nota:
enquanto nada mudar de substancial, serão sobretudo os rendimentos do trabalho os mais penalizados
com taxas insuportáveis para compensar a fuga de rendimentos de capitais para offshores.
Como de costume, tudo desemboca aqui.»

----- A Leste do paraíso fiscal

(Ricardo Araújo Pereira na Visão de hoje, 7/4/2016):

«O que os chamados Panama Papers revelaram não é do âmbito da finança, é do âmbito da teologia:
há paraísos fiscais e infernos sociais.

O funcionamento é ligeiramente diferente do habitual.
Quem se porta mal vai para o paraíso.
Quem se porta bem (normalmente, porque não tem outra alternativa), vive no inferno.»

----A sombra do pecado

«Os "Papéis do Panamá" são um canal com vista para um mundo paralelo que ninguém desconhecia, mas que todos contornavam. Verdadeiro e verosímil. Mas os "Papéis do Panamá" são uma pequena parte da "deep web" da internet do dinheiro escondido e reciclado: um mundo paralelo que nem Júlio Verne nas suas vinte mil léguas submarinas descobriria. Mostra que, entre dinheiro de acções legais e de ilegalidades várias, há um desejo de fugir aos impostos. E esse começa por ser o centro do debate que as "offshores" propiciam: elas põem em causa os princípios do contrato social, de troca por serviços públicos e pela representação democrática. A fuga de capitais e lucros aos impostos (hoje visível na arrogância de empresas como a Google, o Facebook ou a Amazon) é uma das faces desta terra de ninguém em que se tornou a globalização financeira.
... ...
Este mundo das sombras necessita de ser iluminado, até para demonstrar a apatia que tem encontrado em quem deveria fazer algo para impedir a existência de territórios sem lei. Afinal a evasão fiscal é fácil. A UE ou os EUA não estão inocentes neste processo. Todos falam da imoralidade da evasão fiscal. Há um consenso. Mas ninguém o pratica.» -- Fernando Sobral, via Entre as brumas ... 7/4/2016

----- O bacanal do Panamá (-J. Quadros)
«Não me vão levar a mal, mas este processo, dos jornalistas filtrarem e escolherem os "Panana Papers" para depois nos mostrarem as coisas como são, não me deixa muito descansado.
Bem sei que nestas alturas a nossa comunicação social transforma-se e - tal como de repente foram todos Charlie - agora são todos jornalistas de investigação à caça dos poderosos.
São todos Panamá Charlie.
É aproveitar o embalo e vamos ver os jornais desportivos a fazer um artigo de fundo sobre a Doyen, ou o Expresso a publicar um trabalho de investigação sobre o Bilderberg.
Na realidade, nada disto é novo. Não é graças a isto que existe capitalismo?
Vamos fazer queixa a quem? Ao Junker? A Lagarde? Ao Goldman Sachs? Ao FMI? Pois.

Assunção Cristas veio logo dizer, antes que revelem os nomes dos portugueses que estão na lista (Jacinto Leite Capelo Rego pode constar), que é preciso ter calma e "separar entre o que é competitividade fiscal e outra coisa que é o uso de esquemas para esconder actividades ilícitas." De salientar a mão leve (e preocupação com privacidade) do CDS com os senhores com dinheiro nos "offshore", quando ainda há pouco, o mesmo partido queria mão pesada para todos os aldrabões do RSI e até usaram violação do sigilo bancário para os apanhar.
Com o RSI partem do princípio que os pobres estão a roubar, portanto têm que provar que não estão. Com os ricos dos "offshore" - calma, pode ser legal, não se pode julgar assim as pessoas! - Ou seja, se um sujeito recebe o RSI e tem TV a cores, é suspeito. Há ali qualquer coisa! Não pode ser, é um aldrabão que nos está a roubar a todos! Ele que prove que é pobre, ou não lhe damos os 180 euros/mês! Se o indivíduo tem mega-iate, seis casas e dois aviões mas declara ordenado de trolha, não é um aldrabão. É um indivíduo competitivo fiscalmente.
...«Os ricos nunca roubam. Esquecem-se


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