De DesGoverno q. nem Pirata zarolho a 17 de Abril de 2015 às 11:34
«Passos Coelho, com a sua pala ideológica, só consegue ver muito à direita e não enxerga nada do que transformou o Mundo depois da II Guerra Mundial.
O seu Governo é o campeão do DESVIO de RENDIMENTOS do trabalho para o capital e da criação de mecanismos – onde se incluíram importantes alterações aos processos e condições da prestação e organização do trabalho – que, em nome do combate à dívida "pública", têm servido para transferir e concentrar riqueza.
Não contente com a sua "obra", coloca ainda hoje a redução dos custos de trabalho como a grande questão para "conseguirmos ser mais atractivos para o investimento".

O desprezo pelo desenvolvimento conseguido na sociedade portuguesa, a obsessão ideológica, a negação da memória histórica e o atrevimento tão típico da ignorância,
convergem na estruturação das receitas deste primeiro-ministro, que contribuiu significativamente para pôr em marcha um processo de retrocesso social e civilizacional no nosso país. (...)

Quanto mais precário e instável for o trabalho e mais baixa a exigência de qualificações dos trabalhadores;
quanto mais reduzido for o nível de formação de patrões e gestores e estes tiverem de decidir em contexto de inseguranças e fragilidades,
menos possibilidades teremos de nos tornar mais produtivos.
Por outro lado, a efectividade dos direitos no trabalho e a existência de relações de poder equilibradas entre trabalhadores e patrões
são determinantes para moldar a valorização que se atribui ao trabalho, para garantir emprego, e ainda para definir o sentido concreto do desenvolvimento económico, social, cultural e político de uma sociedade.

Já chega de chantagens e maldades sobre os trabalhadores.
Precisamos, é certo, de melhorar o nível de gestão, mas talvez sejam mais perniciosas as "excepcionais" capacidades dos Zeinal Bava que actuam neste país do que
as fragilidades e falta de motivação (que são reais) para inovar e aprender de muitos pequenos patrões,
inseridos numa economia e sociedade tolhidos por uma austeridade sem sentido.

O tempo que vivemos sem dúvida exige aprendizagens no trabalho, desde logo aos gestores,
mas também nos desafia a trabalhar outros rumos e compromissos de desenvolvimento e a encontrar governantes sérios e capazes.»

Manuel Carvalho da Silva
(via Entre as brumas da m.,)


De DesGoverno neoLiberal delira/mata... a 17 de Abril de 2015 às 11:49
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Governo em modo delirium tremens

O governo entrou em fase delirium tremens. Situação recorrente neste executivo, mas que tem picos na Primavera. Só esta semana, destaque para três momentos zen ( embora fossem muitos mais)

--Apoio ao truca truca

Depois de aumentar o horário de trabalho na função pública para 40 horas semanais, apenas porque sim,
lembrou-se que era preciso fomentar o apoio à natalidade e propõe a possibilidade de pais e avós trabalharem a meio tempo recebendo 60% do salário.
(Não seria melhor reduzir o horário novamente para as 35 horas e pagar apenas 50% aos trabalhadores em part-time?)

--Se vai legislar, não beba

Movido pela fúria legífera, aprovou uma lei que proíbe o consumo de álcool a menores de 18 anos, mas reduziu a capacidade operacional da ASAE.
Sem meios para fiscalizar o cumprimento da Lei, como é que o governo pensa fazer cumpri-la?

--Teimosia ou psicopatia?

Passos Coelho insiste na redução da TSU para as empresas, agora com a nuance de não prejudicar os trabalhadores. Como?
Segundo explicou Marco António Costa, numa primeira fase a perda de receitas da segurança social será compensada através da injecção de verbas provenientes do Orçamento de Estado.
Ou seja, serão os contribuintes a pagar este favor do governo aos patrões.
Como já acontece, por via da descida do IRC.
Os trabalhadores não serão contribuintes ?

(- por C.B. Oliveira, abril 16, 2015, Crónicas do rochedo)

-------comentários:

--Primeiro para os pais trabalharem a meio tempo, é preciso terem trabalho...
Segundo, a proibição do consumo de álcool a menores de idade é utópica...eles são muito mais criativos que o governo!
Por último, fazem dos trabalhadores parvos usando falácias que retoricamente suportam o seu palavreado.

--Psicopatia, naturalmente! (...)

As expressões faciais do embuste não enganam ninguém. Excetuando aqueles que gostam de ser enganados.
Uns porque são beneficiários diretos,
outros por ignorância e cegueira mental.

O estarola em funções de primeiro ministro vai ficar na história de Portugal ao lado do pior que aconteceu ao país em nove seculos de existência.

--Gosto especialmente da lei seca.
Não são os pais que vão educar os filhos, é o Estado que vai proibir.


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