"Outsourcing", privatizações, concessões, ... Estado mínimo e capturado

 

 Expresso, 25/10/2014 (via Nuno Oliveira ).  Clique na imagem para a ampliar.
 Privatizações,  Pátria e  Família     (-por M.Abrantes, 23/10/2014)
     A propósito de uma peça sobre negócios que se estendem de Luanda a Lisboa, intitulada «Angola, Pátria e Família», a revista Visão desvenda as ligações a uma sociedade de capital de risco, a ERIGO, de Miguel Machete, filho do ministro dos Negócios Estrangeiros português, e de Rodrigo Balancho de Jesus, chefe de gabinete do secretário de Estado das Finanças.
    O secretário de Estado das Finanças, conhecido por «Sr. Privatizações», tem a seu cargo dossiês sensíveis como os que se relacionam com o sector empresarial do Estado e as privatizações. Sendo Rodrigo Balancho de Jesus, de acordo com a Visão, director de investimento da ERIGO, foi requisitado para exercer funções de chefe de gabinete do Sr. Privatizações «em regime de cedência de interesse público». Voltará no futuro a desempenhar as funções do passado, podendo estar criado um conflito de interesses no presente.
    Ao desvendar estas ligações, a Visão acaba por detectar outras ligações não menos curiosas (... às neoliberais "Business School" da Opus Dei, maçonarias, banca, soc.advogados, media, ... e às famílias de 'barões' políticos e/ou administradores de grandes empresas).  ...

Dos “facilitadores” da democracia

 Estava plenamente convencido de que Pedro Lomba tinha ido com os Briefs do Lomba. Mas, hoje, o ajudante do ministro Maduro fez prova de vida, ao aparecer por aí a fazer lobbying, «sem complexos», pela legalização do lóbi em Portugal. Com Mendes Bota ao leme, os lobistas concluíram que o lóbi é «um “facilitador” da democracia». O Dr. Relvas, ou alguém por ele, já havia teorizado sobre o assunto.
----------- comentário:
... O que está em causa é a destruição do Estado e da classe média /trabalhadores pagantes de impostos. Ou seja, a carga fiscal manter-se-á igual (ou aumentará para pagar juros de dívida, rendas e outsourcings,... a par de sucessivos cortes em pessoal), mas os cidadãos terão piores serviços, e meia dúzia de privados engordarão as contas bancárias (as maiores em offshores). 
    Querem destruir os serviços e empresas públicas para "engordar" familiares e amigas/sócios privados, bancos, clínicas, seguradoras, colégios, IPSS, ... 
    Isto é Neo-Liberalismo do pior! e ... Fascismo disfarçado!


Publicado por Xa2 às 07:42 de 27.10.14 | link do post | comentar |

4 comentários:
De Bancocracia e centrão d'interesses... a 7 de Novembro de 2014 às 15:19
(por Eduardo Dâmaso: )

O reformado Pinho...
(ex. de bancocracia/ tráfico de influências/ negociatas/ corrupção/ ... ou como os bangsters controlam políticos e desGovernos !! )


Ricardo Salgado tem meio mundo à perna e, como se isso fosse pouco, tem agora o seu ex?-empregado Manuel Pinho a processá-lo por causa de uma mirabolante reforma antecipada de 2 milhões de euros.
Pinho é o exemplo acabado do político que nunca existiria se não tivesse um patrono como Salgado.
É o homem que Salgado meteu como ministro da Economia no governo de Sócrates;
que lhe autorizou a venda da Portugália à TAP por uns 200 milhões;
que o ajudou a travar a OPA da Sonae à PT
e que foi arrumado numa holding do BES sem actividade (verdadeiro repouso-do-guerreiro-depois?-de-servir-no-governo)
a ganhar 39 mil euros por mês.

É também o homem a quem pagámos umas férias de luxo nos EUA através dos milhões que a EDP do dr. Mexia deu à universidade onde o reformado Pinho deu aulas como professor convidado.
E é o inesquecível ex-ministro que se dispôs a fazer de touro numa teatral faena parlamentar com a oposição.

O reformado Pinho junta-se ao político Pinho em mais uma caricatura da nossa tragédia nacional. Somos um País governado por uma elite de Pinhos que só pensa em si própria e que, tratando-se?de?comidinha, comporta?-se sempre como cão que não conhece dono. Pobre Salgado, para que infernos estavas guardado...


De .Estado Capturado vs Estado Social. a 27 de Outubro de 2014 às 18:00
De
.Estado Social, Democracia e Desenvolvim
a 23 de Maio de 2013 (em comentário ao post: O Estado morreu )

Bom post.

Temos um desGoverno de fantoches ao serviço da grandeFinança sem pátria, das oligarquias nacionais, com seus administradores dourados e capatazes e propagandistas de serviço .

-----------------
Estado Social, Democracia e Desenvolvimento
(-por Nuno Serra, 23/5/2013, Ladrões de B.)

«O alvo dos cortes redobrados é o ESTADO.
Não (é alvo) o Estado (dos tachos, leis e decisões) CAPTURADO pelos poderosos e posto ao serviço dos seus interesses,
mas (é alvo) o ESTADO SOCIAL.

O (alvo dos cortes e desgoverno é):
- o Estado (social) que redistribui rendimento, investe na criação de emprego, garante os direitos dos trabalhadores e dos reformados, apoia os mais frágeis, qualifica o país com educação, ciência, saúde, segurança social.
- O Estado Democrático de Direito. O Estado que garante os direitos humanos.
- O Estado que pode e deve capacitar a sociedade com uma administração pública competente, desenvolver as infraestruturas coletivas, conceber estratégias, apoiar iniciativas individuais e coletivas, ajudar a economia e defender a posição internacional do país.

Claro que é preciso cortar nas gorduras.
Cortar nas RENDAS ILEGÍTIMAS (nos outsourcings, nas PPP ruinosas), nos maus investimentos, nos juros e na dívida.

Mas o Estado Social não é gordura.
É o músculo de que o País precisa para se reconstruir, depois da devastação causada pela austeridade.

E não se trata apenas de defender o Estado Social que temos, trata‐se de o robustecer e transformar.

O Estado Social é o alicerce de uma ALTERNATIVA política à austeridade e ao EMPOBRECIMENTO.» (da maioria, a favor do super enriquecimento de uma minoria, de oligarcas e administradores de grandes empresas).

------Excerto do texto final de Resolução da Conferência «Vencer a crise com o Estado Social e Democracia», promovido pelo Congresso Democrático das Alternativas e que teve lugar no passado dia 11 de Maio 2013 no Fórum Lisboa.


De Bangsters, burlões e desgoverno a 28 de Outubro de 2014 às 11:35
Juntando os pontos…


“Temos um nível de transparência como nunca existiu em 40 anos” PPC, PM


“Membros do Governo tinham mais de um milhão de euros no GES quando decidiram o seu futuro” PÚBLICO

A transparência é total: o conflito de interesses é claro como água.
---------

(... está tudo bem ... mas)

Preparem as algibeiras

Ah, o BCP, coiso e tal, está tudo controlado, não houve vigarice nenhuma, apenas uma simples maquilhagem (de contas e prejuízos). BPN, BES, o BCP é já a seguir.

---------
Gestão da água entregue a privados por 50 anos

Município de Braga está prestes a fechar um negócio que pode render 6 milhões anuais. (a privados...)


De Lobis: gr. escrit.Adogados, gr.Empresas, a 5 de Dezembro de 2014 às 15:09
LOBBIES
( ao serviço próprio e de: bancos, gr.empresas, transnacionais, gr.escritórios de advogados, 'ordens', maçonaria, igreja, ... 'barões' partidários, oligarquias.)

Hoje, o Público ocupa (e muito bem) duas páginas com citações do novo livro de Álvaro Santos Pereira,
o homem que bateu com a porta da Horta Seca por causa da FANTOCHada irrevogável de Paulo Portas.
O antigo ministro da Economia trabalha hoje na OCDE, onde ingressou por concurso público internacional.

Ainda não vi o livro, Reformar Sem Medo, editado pela Gradiva. Mas depois dos highlights divulgados pelo jornal da Sonae vou ter de o ler.

Três excertos, sublinhados meus:

«[...] um dos membros da minha equipa foi abordado por um representante dos produtores da energia que lhe disse que, como sabia que estávamos muito ocupados e não tínhamos recursos, eles próprios poderiam fazer as transposições de directivas e que depois nos entregariam as leis para fazermos o que entendêssemos. Pelo que parece, isso já tinha acontecido no passado. Como é óbvio, nós agradecemos mas declinámos a gentileza.»

«Outro dos dossiês que fui aconselhado por muita gente a deixar de lado foi o das contrapartidas militares. Porquê? Porque o tema das contrapartidas foi sempre bastante controverso, envolvendo inúmeras suspeitas e acusações de corrupção e de financiamento partidário. Por isso, para muitos, esse era um assunto que era proibido.»

«Sinceramente, penso que a crise da dívida europeia só será resolvida com um reescalonamento a longo prazo da dívida dos países europeus mais endividados.»

E mais um, sobre Paulo Portas:

«No encerramento do debate do Estado da Nação de 11 de Julho mantive a minha compostura e fiquei sentado a ouvir o discurso de alguém que fez o que fez ao país. [...] Na tomada de posse dos novos ministros optei igualmente por não ir, pois recusei-me a apertar a mão a alguém que tinha feito algo tão prejudicial para o país.»



Etiquetas: Citações, Economia, Álvaro Santos Pereira
(-por Eduardo Pitta, http://daliteratura.blogspot.pt/ 3/12/2014)


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