6 comentários:
De Sempre os mesmos... maioria silenciosa a 9 de Junho de 2014 às 09:43
----- Sempre os mesmos
(por Sérgio de Almeida Correia, em 09.06.14, Delito de opinião)

Ao próximo líder do PS, que não sei quem será, na hora de recolher apoios só lhe recomendo que medite no seguinte: os mesmos que estiveram com José Sócrates foram os mesmos que estiveram com Seguro e que agora já estão com António Costa. E que estarão com o que se lhe seguir.

Para construir é preciso primeiro ter ideias e critérios, depois saber escolher, em terceiro lugar ter uma linha de rumo e, por fim, falar com oportunidade e sem meias-palavras, correndo o risco de desagradar e de ser impopular junto do "aparelho", dos velhos amigos da jota, dos notáveis, dos compagnons de route, dos oportunistas, dos subservientes e bajuladores, e também dos "chicos". Em especial junto destes.

Procurei antes transmitir isto. Não resultou com Sócrates. Também não resultou com Seguro. Pode ser que nunca resulte, mas eu insisto. Insistirei sempre. Não cobro nada.

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Concordo consigo.
Contudo também é preciso lembrar que os cidadãos se «têm de chegar à frente», têm de se inscrever como militantes, tem de ir às reuniões, ser activos, ter militância, criticar, propor e candidatar-se ... e apoiar, fazer alianças, algumas cedências e procurar denominador comuns (em vez de só ver diferenças inultrapassáveis) e oportunidades de acção conjunta....
- deste modo constrói-se alguma coisa, dão-se alguns pequenos passos em frente, fazem-se melhorias ...
Quando só há afastamento e abstenção ... outros, com menos ética e até menos capazes, aproveitam-se da situação e chegam ao poder ... e fazem m... -- por NOSSA CULPA.

Zé T.


De PS ... esperança ? só ?! a 9 de Junho de 2014 às 10:27
«...O "país" está à espera do PS. mas o país pode cansar-se de tanto esperar.»
...
... entender que o PS tinha mesmo de descer nas sondagens quando fica provado aos olhos de toda a sociedade que o partido está nas mãos de uns desvairados que imitam a direita ... e que estão dispostos a destruir o PS.

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Da réstia de esperança

Gostei do discurso, da postura, do ênfase com que António Costa apresentou a sua candidatura. Precisamos de alguém mobilizador, com carisma e que levante a esperança.

Mas António Costa terá que fazer mais que isso. Por enquanto ficaram de fora ideias para a concretização dos seus objectivos, formas que reproduzam os seus valores.

António Costa não precisa de se debulhar em medidas para todos os dias, nem publicitar as promessas de milagres a acontecer se conseguir ser Primeiro-ministro. Mas se não disser claramente ao que vem e como fará quando chegar, será mais um balão a esvaziar, mais um profunda desilusão.

E nós já não temos folga para mais desalento.

(-por Sofia Loureiro dos Santos,
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----Joaq.Moura
O discurso foi, no essencial, um enunciado de princípios. Faltou a apresentação de algumas, não muitas, medidas concretas, com efeito mais mobilizador.

Lavra por aí ,no entanto, uma discussão cuja racional a mim me escapa.
Dizem os críticos de António Costa, que isto é somente uma questão de personalidades, que o argumento base da candidatura de António Costa é este: eu sou candidato porque faço melhor que tu.
E daí? Eu acho que também é isso mesmo.
Será que o papel da liderança nas organizações não é relevante no sucesso para a realização dos seus objectivos? Existem inúmeros estudos académicos e científicos que mostram que o papel da liderança pode fazer, e muito, a diferença.

Seguro é um líder fraco. Mostra-o os resultados eleitorais, as sondagens de opinião pública e essa é a imagem que lhe está, irremediavelmente, colada.

-----De ACÁCIO LIMA a 7 de Junho de 2014

Os discursos de António Costa têm sido tranquilos, e evitando o bombástico.

Mas marcaram bem a diferença, face a A. J. Seguro, ao elogiarem a governação de A. Guterres e J.Sócrates.

Era tal, uma necessidade para Costa:

- obter apoios no seio do Partido Socialista
- obter apoios no eleitorado do centro esquerda, do centro e em nichos do centro direita.

Neste momento, o cerne da disputa pela Liderança e Nova Estratégia, do e no Partido Socialista fixa-se no timing, e na manobra dilatória de A. J. Seguro.

Este é ponto em que urge insistir.


De Onde pára o Socialismo e para onde vai o a 3 de Junho de 2014 às 18:55
Onde pára o socialismo, e para onde vai o PS?
(-Elísio Estanque, 02/06/2014 , Público)

“Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.”, diz o artigo 1.º da CRP. Tal é o desajuste entre este desígnio e a realidade atual do nosso país, onde a situação de “exceção” que temos vivido tem ameaçado ou suprimido cada um destes princípios. E, sendo assim, que sentido tem falar de socialismo?

O PS entrou em ebulição, ..., porque não recolocar o “Socialismo” no horizonte, quando, como toda a gente percebe, os sinais de irritação popular com o statu quo estão a chegar ao limite? Há um amplo “bloco social” a exigir uma “nova agenda” que o PS tem de saber atrair, declarou António Costa. As oportunidades de reflexão e debate ideológico são tão escassas que importa aproveitar este momento de instabilidade (de “PREC do PS”) para colocar algumas interrogações, ...o partido (onde ainda estou filiado).

O atual PS, como outros dos seus pares europeus, perdeu a noção do significado da palavra que ostenta no seu próprio nome e por isso vale a pena lembrar que, por detrás da sigla, está um conceito a requerer uma nova atualização e um novo projeto de sociedade. Hoje, infelizmente, apenas escondem o enorme vazio deixado pela ausência de ideologia. O resto fica por conta dos rituais e encenações que tanto encantam o carreirismo burocrático dos aparelhos partidários, onde o PS é exemplar. O combate ideológico perdeu sentido? O socialismo e o marxismo foram enterrados nos escombros do Muro de Berlim? E, já agora, onde pára a social-democracia?

... com a nossa soberania hoje tão mitigada e bloqueados que estamos (quer no plano interno quer europeu), .... Porém, seja na escala nacional seja na UE ou a nível global – ...–, creio que um partido que ostenta o nome de Socialista não pode deixar de se interrogar: ... ou concordamos que o capitalismo que temos é fantástico e não existem alternativas ao poder dos mercados, ou admitimos que este sistema nos está a empurrar para uma nova barbárie onde a desregulação e o neoliberalismo já excederam todos os limites. E nesse caso talvez valha a pena tentar agarrar o S...
... devemos perguntar não só onde pára o Socialismo mas onde pára a ousadia e a irreverência da esquerda? Onde está a prioridade dos interesses do país acima dos do partido? O aparelho cega e, como dizia o JPPereira, “eles sabem, mas não aprendem”!

Como é óbvio, nenhum dos parceiros que assinou o programa de resgate pode, de repente, lavar daí as suas mãos, porque o “pós-troika” inclui uma “carta de intenções” e um “tratado orçamental europeu” que o PS subscreveu. Ninguém ignora que as exigências da governação, as condicionantes internacionais e os compromissos com os credores comprometeram profundamente o PS. Entendo no entanto que, da parte de um Partido Socialista e de uma família social-democrata europeia que já fizeram tantas cedências, que abraçaram as terceiras vias, o pragmatismo e o neoliberalismo económico cujos resultados foram desastrosos para os cidadãos (e subverteram a matriz socialista), depois de tanto falhanço, ... e de consequências dramáticas para milhões de desempregados, emigrantes e excluídos, não será pedir demais solicitar-lhes que condimentem o seu “realismo pragmático” com um pouco mais de utopia. Parece-me urgente, até para fazer jus a todo o legado humanista e republicano que desde o século XIX espalharam sonhos pelas camadas sociais mais humildes e exploradas, resgatar a ideia de Socialismo e posicioná-la no século XXI. ... numa Europa que hoje se encontra desorientada e perdida de si própria. Sem dúvida que o Socialismo do futuro não terá o mesmo significado da “sociedade sem classes” invocada no 1º art.da Constit.de 1976, mas um partido que se queira “socialista” precisa de evitar que a real politik e a urgência da governação atirem para o lixo o que deve ser um desígnio estratégico: um conceito de sociedade alternativa. Com a economia global e a crise europeia a incendiarem descontentamentos e radicalismos nas mais diversas latitudes, ... projeto dirigido para a mudança e o progresso tem de saber construir alternativas a este capitalismo predador, se quer chamar os descontente


De PS: erros, responsabilidades e mudanças a 4 de Junho de 2014 às 09:22

Assumir erros para "desempastelar"

(-por AG, 4/6/2014, CausaNossa)

"Julgo ser fundamental - e esta é percepção que me ficou dos contactos com cidadãos, por todo o país, na recente campanha eleitoral - que se discutam as razões do "empastelamento" que Antonio Costa vê nos resultados eleitorais do PS, a ponto de avançar finalmente para disputar a liderança: esse empastelamento não tem, de facto, tanto a ver com quem é o líder, mas com as garantias políticas que o PS oferece aos portugueses.
Não basta saber se há diferenças nas propostas políticas de Costa relativamente a Seguro, ou se é só questão de estilo: eu espero sobretudo ver o que têm Seguro e Costa para dizer aos portugueses sobre os erros cometidos pelo PS nos anos de governo que antecederam o resgate e o memorando da Troika. É que se o PS tem muito de que se orgulhar do que fez nos Governos Sócrates - do reforço da escola e saúde públicas, aos investimentos na qualificação, na ciência, na tecnologia, nas energias renovaveis, no simplex, na reforma da segurança social, etc... - também tem que assumir que cometeu erros: da nacionalização do BPN deixando de fora a SLN, a PPPs e a SWAPS lesivos para o Estado (como os negociados por Maria Luis Albuquerque), o falhanço de fazer investigar e punir responsáveis por negócios corruptos (os submarinos são só um exemplo), ao próprio respaldo de Barroso para segundo mandato na Comissão Europeia, etc...
Assumir que se cometeram erros é indispensável para mostrar que se aprenderam as lições e que se procurará não voltar a cometer semelhantes erros - isso é fundamental para o PS "desempastelar" e recuperar credibilidade junto dos portugueses, lidere quem lidere".

(Extracto da minha crónica de ontem no Conselho Superior - ANTENA 1, já transcrita na ABA da CAUSA - http://aba-da-causa.blogspot.be/2014/06/assumir-erros-para.html)
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Oportunismo (de Seguro)

(-por Vital Moreira , 2/6/2014)

Não menos inesperadamente, o líder do PS veio anunciar uma proposta de revisão da lei eleitoral, incluindo à cabeça a redução do número de deputados.
Para além de controversa em si mesma, sucede que essa proposta -- que é um dos cavalos de batalha tradicionais do PSD (que lhe chamará um figo...) -- sempre teve a oposição do PS, pelo menos como solução isolada, fora do quadro de uma revisão geral do sistema eleitoral (que pressupõe um compromisso interpartidário).
É certo que essa ideia, assim como outras adiantadas por Seguro ("voto preferencial" e aumento das incompatibilidades dos deputados), podem colher algum apoio na opinião pública (por razões nem sempre nobres...). Mas faz algum sentido iniciar unilateralmente um processo de revisão avulsa da lei eleitoral nesta fase final da legislatura, a não ser como acção de campanha na disputa eleitoral que se vai travar no PS sobre a liderança?
O oportunismo político, porém, nem sempre paga.
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O que está em causa

(-por Vital Moreira )

A surpreendente proposta do líder socialista de selecção do "candidato a primeiro-ministro" através de eleições directas abertas a simpatizantes do PS pode eventualmente ser tão meritória quanto controversa é (ponto que não vale a pena examinar aqui). O que, porém, não faz sentido no nosso sistema partidário é que o candidato a primeiro-ministro seja outro que não o secretário-geral. Por isso, o que deve ir a votos é a escolha do secretário-geral, que por inerência será o candidato do PS à chefia do governo. Quando se escolhe um escolhe-se automaticamente o outro.
Organizar eleições separadas para "candidato a primeiro-ministro" (que, aliás, não têm enquadramento estatutário) só servirá para lançar a confusão sobre o sentido do exercício e para protelar a disputa pela liderança do Partido --, que é o que está em causa.

Adenda
António José Seguro diz que se demitirá se perder a eleição para "candidato a PM" (nem se vê como é que poderia ser de outro modo!), o que quer dizer que a seguir terá de haver novas eleições para SG do Partido. Esta duplicação tem alguma lógica?


De PS e PSD: gozar com militantes e cidadão a 4 de Junho de 2014 às 09:38
PS e PSD: o dilema
(-por Paulo Gorjão, em 02.06.14, http://bloguitica.blogs.sapo.pt/ )

PS e PSD enfrentam um dilema clássico:
perante o declínio político e a perda de legitimidade, o que fazer?
Reformar parcialmente o sistema, ou manter tudo tal como está?

A sua hesitação confirma a incerteza quanto ao resultado final e revela que as decisões provavelmente já chegam fora de tempo.
Evidentemente, PS e PSD preferiam manter tudo tal como está.
O facto de a actual situação lhes parecer insustentável é o único motivo que os leva a pensar em reformar o sistema político.
As reformas, por sua vez, por mais minimalistas que sejam, são um risco, também por essa via, de o sistema se tornar numa outra entidade.

Naturalmente, quem detém o poder por regra não abdica dele de livre vontade.
É por isso que PS e PSD são tão resistentes à mudança.
A abstenção preocupa-os, mas preocupa-os ainda mais que medidas introduzidas para combater a abstenção possam levar à sua perda de controlo do sistema político.

E é aqui que nos encontramos.
No fundo, como reformar o sistema político para manter tudo na mesma, i.e. a posição dominante de PS e PSD?
Que garantias têm um e outro de que as reformas não vão contra os seus interesses?

Há uma noção clara de que existe um problema potencial, mas não ainda um sentimento de urgência.
Até lá estas e outras questões ficam no ar sem que se procure as devidas respostas.


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Um dia como os outros (140)


(...) No Sábado, a surpresa:
Seguro recusa discutir a convocação de congresso;
tira da cartola a bicefalia, com eleições primárias para um cargo de futuro incerto, garantidamente gerador de instabilidade, o de candidato a primeiro-ministro.
Sem regulamento que o suporte, nem calendário que o materialize.
Lá fora as pessoas perguntarão:
para quê dois, em vez de um só, designado por sufrágio universal de militantes?
Dois galos no mesmo poleiro cantarão afinados?
Por que razão Seguro propõe agora o que recusou há dois anos?
Quem define, aceita, inscreve os simpatizantes eleitores?
Como se previne a chapelada das inscrições a granel?
Faltando 14 meses para legislativas, queimar meio ano num processo inovador mas desconhecido, deixando o governo a apascentar cabras em terreno de cultivo, não será o passaporte para uma derrota?
Responder a uma sociedade civil, que só deseja Passos e companhia pela borda fora, com procedimentos inexperimentados, complexos, duvidosos e demorados, não será aumentar o desânimo?


António Correia de Campos
(- por Sofia Loureiro dos Santos)

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Cortina de fumo
(31/5/2014)

As primeiras notícias eram animadoras e, confesso, tirei interiormente o chapéu a António José Seguro.

Mas já se percebeu que é tudo uma cortina de fumo
- primárias abertas?
Sem alteraçõa de estatutos?
Estatutos alterados sem congresso?
E tudo para quando?
E onde estavam tão interessantes medidas que só agora viram a luz do dia?
E a reforma eleitoral retirada da cartola, com a populista defesa de redução do número de deputados?

Espero bem que António Costa consiga angariar as assinaturas necessárias para a convocação de um congresso extraordinário.


De PS fraco quer mudar sistema eleitoral a 5 de Junho de 2014 às 11:20
Vigarista (acossado começa disparar ...)
(Com. Nac. PS, 31/5/2014)
Depois dos pequenos partidos crescerem nas europeias, Seguro quer só 180 deputados.
E que tal demitir o povo e nomear outro?
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...a seguir tem alguma razão quanto a listas eleitorais abertas... combate à promiscuidade entre políticos/deputados e negócios, ... corrupção, ...

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---Com quantos golpes se faz um canalha?

António José Seguro até pode ser um bom pai de família, um tipo devotado que se dedicou à política em prol do que entende ser o bem de todos (tenho amigos comuns que mo atestam).
Politicamente, a partir do minuto 14 desta intervenção (cliquem no play sff) não passa de um reles canalha.

Vejam esta lógica: perdemos votos para pequenos partidos? gente que vota em branco ou no Marinho Pinto, ai foi? reduzam-se os deputados para 180, e os que não votam em nós vão logo ver como elas mordem.

Quando, pela primeira vez, os partidos ditos do arco do poder têm uma votação abaixo dos 2/3 constitucionais, e num cenário em que parece cada vez mais natural um governo desses mesmos três partidos que arrasando a Constituição na prática mude o regime, chega-nos o engenheiro eleitoral. Cedendo a um velho desejo do PSD, limpem-se as pontas, fiquem apenas dois partidos e uma meia-dúzia de representantes do resto, para decorar a sala.


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