De DesGovernantes Gozam com os cidadãos ... a 29 de Outubro de 2015 às 09:34
Ainda gozam com os cidadãos [I a ...]
(por josé simões, http://derterrorist.blogs.sapo.pt/ )

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Ministério das Finanças

Maria Luís Albuquerque, «não vamos falar em cortes de 600 milhões, nunca ninguém falou em cortes».
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Ministério da Administração Interna
[com Ricardo Salgado]

João Calvão da Silva, "jurista de Coimbra" [meu Deus!] do "bom princípio geral de uma sociedade que quer ser uma comunidade – comum unidade –, com espírito de entreajuda e solidariedade".
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Ministro da Justiça

Fernando Negrão, da demissão do cargo de director da Polícia Judiciária no quadro do processo Moderna [que chegou a envolver Paulo Portas] por suspeitas de violação do segredo de justiça.
De Setúbal para Lisboa, de Lisboa para o Parlamento, onde ainda ontem não foi eleito presidente porque os socialistas-comunistas-esquerdistas-anarquistas não respeitam a tradição.
Contra a democracia marchar, marchar.
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Ministro da Saúde

Fernando Leal da Costa, o secretário de Estado do humor negro sobre as urgências hospitalares.
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Ministério dos Negócios Estrangeiros

Rui Machete. o ministro dos pedidos de desculpas a Angola por Portugal ser um estado de Direito com separação de poderes.
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Ministro da Modernização Administrativa

Rui Medeiros, o constitucionalista que atestava a constitucionalidade dos diplomas do Governo PSD/ CDS declarados inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional.
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Ministério da Igualdade e Cidadania

Teresa Morais, a secretária de Estado da Igualdade contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a lei de identidade de género.
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-- Como a direita gosta de dizer, "a nossa imagem no exterior"

«Imprensa internacional arrasa discurso de Cavaco» -- http://www.rtp.pt/noticias/eleicoes-legislativas-2015/imprensa-internacional-arrasa-discurso-de-cavaco_n869114

O Supremo Irresponsável da Nação

Afinal não foi mais do que a segunda parte do discurso do ódio e da vingança na varanda do Centro Cultural de Belém na noite da vitória em 23 de Janeiro de 2011.

"Aquilo que havia a dizer sobre esse assunto já disse na intervenção que eu produzi que foi muito clara e não estou arrependido nem de uma única linha de tudo aquilo que eu disse"


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Linhas vermelhas

Que os bancos sejam resgatados com o dinheiro dos contribuintes, tratamento de excepção em relação a outro qualquer negócio do mercado, ainda aceitam, é aceitável.

Inaceitável, linhas vermelhas é um Governo de esquerda que regule, escrutine, fiscalize e exija transparência à banca
de modo a evitar que o dinheiro dos contribuintes, que não chega para nada, nem para pensões, nem para a saúde, nem para a educação, chegue afinal para pagar resgates a bancos.

«Bancos aceitam governo de esquerda "desde que não seja hostil à banca privada"»

"aceitam". "desde que".

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......... e ainda há muito mais disto e destes !!!


De Silva das vacas sagradas... e o boi. a 5 de Novembro de 2015 às 10:38
O Silva das vacas
...
Um dia, o Zeca da Maria “gorda”, farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra forma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:

“A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de pelos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta.

Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco.

Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças. A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar “pauzinho”, que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia.

Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho. O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi.”
...
Recordei-me desta história... ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta vacaria indígena, saiu-se a certa altura com esta pérola vacum:

“Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante”!

Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente produziu;

este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada metaforicamente ao sexo dos anjos;

este político manhoso que sentiu necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem seja mais honesto que ele;

este “cagarola” que foi humilhado por João Jardim e ficou calado;

este homem que, desgraçadamente, foi eleito presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa,

este homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo “sorriso das vacas”, satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante”!

Satisfeitíssimas, as vacas?! Logo agora, em tempos de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem da felicidade de “ir ao boi”, ao menos uma vez cada ano!
Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da Juventude, Cavaco se confessou

“surpreendidíssimo por ver que as vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a ordenha”!

Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!! Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação freudiana. É possível.

Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de “vacas sagradas”, essas sim com direito a atendimento personalizado pelo “boi”, enquanto as outras são inexoravelmente “ordenhadas”! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem proveito.

A este “Américo Tomás do século XXI” chamou um dia João Jardim, o “sr. Silva”. Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio que não. Porque este homem deveria ser simplesmente “o Silva”. O Silva das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.

Luís Manuel Cunha in «Jornal de Barcelos», 5 de Outubro, 2011.


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