7 comentários:
De Finança e Transnacionais capturam Estado a 28 de Setembro de 2015 às 16:50
Escândalo VW:
Berlim recomenda Honestidade aos Portugueses e esconde a Intrujice da Volkswagen

(24/9/2015, https://oeconomistaport.wordpress.com/ )

Como a VW vigarizou os testes ecologistas

[ VWBatotasNosTestesFonte: http://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/sep/23/volkswagen-emissions-scandal-explained-diesel-cars ]

--- Há uns anos, o doutor Francisco Louçã descrevia o capitalismo como um bando de hipócritas capazes de tudo para ganharem mais uns milhões.
-- Parecia uma caricatura mas mas o escândalo da fixação das taxas (de juro) do Libor e
agora a intrujice da Volkswagen para conseguir vender veículos poluentes a gasóleo
mostram que essa caricatura era na verdade uma imagem pálida da verdade.

A fraude da Volkswagen foi descoberta pelos Estados Unidos. Qual foi a reação da querida União Europeia (UE)?
A querida UE recusa averiguar pois, se averiguar, a VW será obrigada a indemnizar os consumidores europeus, o que a comissão bruxelina pretende evitar – a bem dos europeus, claro.
O presidente executivo da Volkswagen considerou que não valia a pena demitir-se, por tem dúvidas sobre a sua culpabilidade: com efeito, Martin Winterkorn declarou «não estar cônscio de nenhuma culpa da sua parte». Esperemos uns dias e talvez e talvez fique cônscio. (acabou por demitir-se levando uma prenda de dezenas de milhões de €).
Ou esperará ser salvo pela cultura de desleixo e de ocultação criminosa revelada no caso do «suicídio» do Boeing da Luftanhansa?
Com efeito, no caso VW o governo alemão estava ao corrente que havia uma fraude
mas desdobrou os seus melhores esforços para não saber nada – e já desmentiu que soubesse, o que mostra o triunfo dos seus esforços para não saber da intrujice.
O governo alemão que encobre a vigarice de VW é o mesmo que nos recomenda a nós portugueses
para sermos sérios, trabalharmos as muito e pagarmos pontualmente as nossas dívidas à Alemanha.

O mal causado aos países da UE pela VW é de momento incomensurável. Mas é seguramente muito grande:
a Alemanha prega a salvação verde e a sua maior empresa automóvel está unida para vigarizar as leis que promove.
A economia mundial tomará nota.

A que se deve isto? O Economista Português salienta três razões:
◾A consciência moral e a identidade desapareceram na União europeia: Deus é o dinheiro.
◾As empresas europeias sabem que os processos de fiscalização europeus são uma fantochada:
tal como chamado BdP no caso BES, as agências europeias não descobriram a fraude VW (porque não queria descobrir, claro); a UE é incapaz de se autorregenerar;
◾O capitalismo de grandes empresas oligopolistas com um Estado de pensamento único dá uma economia brejneviana, de capitalismo de Estado, na qual a concorrência não tem força para limpar a corrupção.

Sobre a intrujice do governo alemão no caso, ver mais em emhttp://www.theguardian.com/business/2015/sep/23/volkswagen-chief-martin-winterkorn-quits-emissions-scandal


De Faltam Valores Humanos e Justiça a 28 de Setembro de 2015 às 18:26

24/09/2015 por Sarah Adamopoulos

«A Volkswagen
incarnava as virtudes alemãs:
precisão, probidade, sucesso económico, paz social e inovação.
Agora, a esse estupendo palmarés, deve acrescentar-se uma nova qualidade:
a capacidade de dar a volta às regras.» [Euro|topics]
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--O que também tem tudo de Alemão, diga-se… Por ex, as regras do euro são para os outros cumprirem.

--As consequências estão apenas a começar.
Referem-se a muita gente e a muitos milhares de milhões a pagar em multas, a perca da credibilidade que começa a ser colocada também no nível político;
há já vários tribunais alemães a começar a investigar o assunto e veremos tudo o que daí vai resultar.
Quanto aos 60 milhoes, tanto quanto li isso não é um facto consumado; o que se sabe são os valores imorais dos seus honorários e dos valores de pensão, etc. que já adquiriu.

Mas isso – que é mesmo o capitalismo desbragado de que se fala mais abaixo, não é exclusivo da VW…
É preciso mais regulação e mais controle, mais de valores humanistas e menos de lei do mais forte –
em todos os países e entre todos os países…
estamos longe de lá chegar, mas temos que trabalhar para isso, estejamos em que país estivermos e tanto quanto possível sem generalizações simplistas.

Votar em quem defende valores mais humanos é apenas uma das muitas actuações necessárias…

-- Tem toda a razão Ana M. e a sua análise é correcta.
O grande problema é sem dúvida a inexistência de defesas contra o “chico-espertismo” (a burla, a corrupção, ...) ou seja, como bem diz, a falta de regulação.
De resto a saída que aponta – mais humanismo – é a minha luta de há muitos anos.
O problema é que estes yuppies que grassam no panorama industrial, comercial, político e social, têm tendência em ver nas pessoas que pensam como nós, uns castiços que vivem nas nuvens e não com os pés assentes.

E agora repare:
ao lado de um Papa que pede no Congresso dos EUA o fim da pena de morte,
por aqui vão aparecendo os novos masters do trabalho escravo que com todo o despudor afirmam que … “não gosto de pagar salários”.

Estamos em clara regressão de valores, de volta ao século XVIII,
viajando de aviões e discutindo o fenómeno da poluição da VW.

Incrível, não?
Mas o perigoso é que há quem goste.

-- Isto é a ponta do iceberg visível de um tipo de política, claramente o fruto de um capitalismo desbragado e em nada de diferente do que se passou na crise bancária. (capitalismo selvagem/ neoliberalismo globalizado)

A partir de certa altura, na “pesquisa” da diferença, entra-se no domínio da vigarice. Este tema deveria pôr-nos a pensar sobre quais são os efeitos deste capitalismo sem regras e sem valores.

Repito:
o que se passou nos bancos é exactamente igual ou seja,
criação de uma teia de tráfico de influências que conduziu à comunicação de (bons) resultados manipulados.

O capitalismo selvagem no seu melhor expoente (pior para os afectados consumidores e trabalhadores).
O Papa Francisco no seu discurso no Congresso Americano foi claro neste ponto. Houve muitos aplausos e aqueles irritantes gritos.
Mas o problema é que entre as centenas de pessoas que freneticamente aplaudiam, estava a nata da sociedade americana hipócrita.

Repete-se a história do Frei Tomás.
Não olhem para as suas palmas, mas para aquilo que ele faz.

-- ...minha opinião quanto a todo este circo a que vimos assistindo de bancos, falcatruas, vigarices e agora, até os carros. Vale o que vale, mas é a minha opinião alicerçada nos meus 66 anos de experiência por este mundo, no sentido literal da palavra Mundo..
A Europa alijou a sua verdadeira vocação e entrou numa via que desconhece, copiando um modelo. É um aluno “copião” e portanto, fraco.
Este modelo funciona muito bem no País de origem que se construiu em duzentos anos, sob uma determinada filosofia, sob uma língua, um povo novo (depois da limpeza étnica efectuada) e um conjunto de pilares reguladores.
A Europa teve outra via de desenvolvimento. Fez-se construída no sistema do “trial and error” e o desenvolvimento foi progressivo, com muitos recuos e alguns avanços e por isso mesmo é genuíno e próprio.
Querer mudar um Sistema, substituindo-o por um outro Sistema vindo do outro lado, só porque se cria uma moeda única e meia dúzia de políticos que adquiriram..


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