«Partido Socialista» de esquerda, radical e solidário ... ou morte.

Da lealdade partidária    (-por David Crisóstomo )

  "Para o PS, o Estado de Bem-Estar, também chamado Estado Social ou Estado-Providência, representa uma conquista histórica das forças democráticas e um pilar indispensável da democracia e do desenvolvimento.     A sua forma não é estática nem imune à crítica, antes carece de profunda reorganização, à luz dos novos desafios colocados pelas economias e sociedades do nosso tempo.    Mas só é possível reorganizar o Estado de Bem-Estar se o defendermos e renovarmos, com determinação.    As políticas para a promoção do trabalho, do emprego e do bem-estar, a protecção social, a redução de desigualdades e a justa repartição de rendimentos, constituem orientações essenciais para o Estado democrático, tal como o PS o concebe.   Neste termos, o PS defende que as políticas e os serviços públicos são essenciais ao desenvolvimento e à promoção da coesão social, em diferentes áreas, com particular destaque na provisão de serviços básicos e nos sectores sociais, educativos e culturais.   A acessibilidade e a qualidade dos serviços públicos constituem uma responsabilidade indeclinável do Estado."

     Assim começa o 9º parágrafo da Declaração de Princípios do Partido Socialista. E aqui o cito com o propósito de relembrar a muitos aquilo a que o PS deve ser ser de facto leal. Deve ser leal a estes valores, a estas causas, a estas lutas e conquistas. Deve apoiar quem por elas batalha, seja em Portugal seja noutra parte do globo. Deve ser solidário com aqueles que, por via do combate político, foram derrotados nas urnas, no sufrágio eleitoral popular. 

    Deve também assim distanciar-se daqueles que claramente demonstraram publicamente que abandonaram as causas que outrora defenderam.   O PS não deve, assim, qualquer lealdade ao PASOK («ps» grego), que, coligado com um partido de direita, implementou e defendeu uma politica que arrastava e arrastaria o povo grego para anos de subserviência, de indignidade, de desespero, de destruição do tecido socioeconómico.  O PASOK não perdeu eleições defendendo o reforço e a modernização do Estado Social, defendendo políticas que reduzissem as desigualdade de rendimentos, defendendo o reforço dos apoios sociais e do investimento público - o PASOK perdeu eleições defendendo o injusto programa de "ajustamento", defendendo a privatização e delapidação do sector público grego, defendendo o retrocesso nos programas de apoio social.  O PASOK já não representava os ideais que o Partido Socialista português sempre defendeu no exercício do poder executivo e legislativo. E faz-me confusão como possam haver militantes do PS que achem o contrário ou que acreditem que a lealdade das famílias politicas é incondicional, onde as politicas aplicadas e defendidas são um factor acessório.

     "A verdadeira e única lição que temos a retirar das eleições gregas é que o PS em Portugal não é nem será o PASOK, porque não estamos cá para servir as políticas que têm sido seguidas mas, pelo contrário, criar alternativa às políticas que têm sido seguidas" disse, e muito bem, António Costa.   Na mesma linha das declarações do deputado João Galamba no final da reunião da Comissão Nacional do PS:   a atual expressão eleitoral do PASOK é a consequência de "quem se alia a direita e pratica politicas de direita". Tão simples quanto isto.

     Quem então melhor se aproximava dos ideias do Partido Socialista português nas últimas eleições gregas? Remeto-vos para o 13º parágrafo da Declaração de Princípios do PS:

     "O PS acredita que é preciso ser-se radica l na defesa da democracia, como sistema político fundado nos direitos humanos, na soberania popular, no primado da lei e na livre competição entre ideias e programas, e como sistema social que se baseia na iniciativa das pessoas e valoriza a diversidade e a diferença, o encontro e o respeito mútuo entre gentes e culturas, a expressão criativa e a participação e inovação social."        Tirem as vossas conclusões.

(+) Uma lição grega: os partidos também morrem (-por T.B.Ribeiro, 3/2/2015)



Publicado por Xa2 às 07:39 de 04.02.15 | link do post | comentar |

6 comentários:
De Desgoverno, regabofe, desigualdade,... a 5 de Fevereiro de 2015 às 10:16
( DesGoverno e «DesJustiça», desSaúde, desEconomia, desEnsino, desigualdade ... )

-----(-por CB.Oliveira , http://cronicasdorochedo.blogspot.pt/2015/02/eu-ja-desconfiava.html#comment-form ) --------

------xxxxx-------- Eu já desconfiava...

"A justiça em Portugal é lenta, cara, de difícil acesso e difícil compreensão" - diz Gabriela Knau, relatora das Nações Unidas

-- Em Portugal só os ricos têm direito a comprar a justiça, que lhes dá jeito. Os outros não têm direito a nada. Até parece que já nem temos juízes, pois há quem queira ser mais acusador do que os procuradores.

-- Dá jeito a quem detém o Poder que assim seja !

-- Não deu novidade nenhuma. Por vezes é necessário estas verdades serem ditas por seres superiores... Para mim , basta-me a voz do povo , que é a voz da razão .
Sei que já os antigos por aqui diziam , para praguejar contra alguém , " na justiça te vejas , nem que ganhes" ....
por ser lenta , cara ,tempo e dinheiro perdido , ouvir muitas mentiras como verdades , ser só para alguns e cada instância sua opinião. -M.A.A.

-----xxxxxxxx------

Regabofe é ... (7)

Nomear um grupo de amigos e correligionários para um pretenso Conselho Geral Independente,
cujos únicos objectivos são destituir o presidente da RTP e servir de biombo da política do governo. Porca, mas política.

REGABOFE é pagar a cada membro do CGI 500 € por reunião, mais despesas de deslocação e representação e considerar inaceitável que o salário mínimo suba para 525 €.

----xxx----

A Igualdade de género segundo o(s) Pateta(s)

Passos Coelho sempre defendeu que o governo não se deve imiscuir na vida das empresas.
Ainda recentemente o reafirmou no caso BES, ou para justificar a razão de não tentar impedir a venda da PT.

Mas se a sobrevivência de empresas chave da nossa economia em mãos portuguesas não preocupa o governo, há outras matérias em que o governo não hesita em interferir na vida das empresas.

Ainda ontem, a secretária de estado para a igualdade, Teresa Morais, acompanhada do secretário de estado da economia, Leonardo Mathias, reuniram com 29 empresas cotadas em Bolsa, com o intuito de identificar as medidas que devem ser tomadas para promover o equilíbrio entre homens e mulheres nos lugares decisórios de topo das empresas.

Se isto não é ingerência, não sei o que lhe chamar..

A verdade é que o governo está a levar o assunto muito a sério e tem já agendada nova reunião com confederações e associações empresariais, porque, segundo Leonardo Mathias,
esta desigualdade, além de ser um problema civilizacional, tem impacto na economia, porque as mulheres ganham menos do que os homens.

Concluindo:
-- o governo está-se marimbando para a pobreza, que garante estar em regressão ( apesar de os números mostrarem o contrário),
-- considera o desemprego um mal necessário, que procura minimizar com estágios e cursos de formação patéticos,
-- deixa morrer pessoas nos hospitais por falta de assistência, ou porque ( alegadamente) não tem dinheiro para comprar o medicamento para a hepatite C,
-- mas está muito preocupado com a igualdade de género nos LUGARES DE TOPO das empresas....privadas!

Seria caso para rir, não fosse uma demonstração de patetice em modo pré-eleitoral para papalvo ver.

Kiss my ass!


De Desgoverno e desavergonhice a 5 de Fevereiro de 2015 às 10:34
Não ter a puta da vergonha na cara é isto

(-por josé simões, 4/2/2015, derTerrorist)


Quando a realidade nos diz que é o Estado (que é arrastado para os buracos criados pelo privado) que tapa buracos onde o privado falha, por motivos diversos que vão desde a incompetência à incúria passando pela ausência de responsabilidade, de respeito e solidariedade para com o próximo,
ou onde o privado se desinteressa, abandona por não ser rentável e/ ou economicamente viável, ou até por falta de financiamento... do Estado,
vem o primeiro-pantomineiro reinterpretar os factos, reescrever a história
e dizer que "muitas vezes há a tentação de pensar que o privado só tem lugar onde o Estado está a falhar. Não é assim.".
Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

------tags: ensino privado, escola pública, faculdade de medicina, medicina, passos coelho, saúde
---------:

Passos Coelho admite que médicos se formem no privado

( Alexandra Campos , 04/02/2015 Publico)

Sobre o medicamento contra a hepatite C, primeiro-ministro disse que Estados devem “fazer tudo o que está ao seu alcance para salvar vidas humanas” mas não a qualquer preço.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reconheceu esta quarta-feira que faltam médicos em Portugal e admitiu que a formação destes profissionais se possa alargar às universidades privadas. “Precisamos de formar mais médicos. Talvez aqui haja uma oportunidade para o investimento privado. O Estado não tem de ter o monopólio [da formação destes profissionais]”, afirmou, na inauguração de um centro médico e de investigação privado em Santa Maria da Feira, uma unidade que se vai dedicar sobretudo ao diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas.

Sem o ministro da Saúde (cuja presença estava prevista, mas que acabou por não aparecer) e na ausência de outros responsáveis nacionais do sector, Passos Coelho admitiu que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) enfrenta “dificuldades em ter recursos humanos”, nomeadamente na área médica, mas defendeu que isto não acontece “por falta de dinheiro”. Voltou a afirmar, a propósito, como já tinha feito no Parlamento, que o seu Governo transferiu para a saúde e para o SNS “financiamentos nunca [antes] transferidos em Portugal”. “Que fique bem registado: não foi por falta de dinheiro que os hospitais evidenciaram, num ou noutro caso, menos recursos médicos do que aqueles que eram necessários”.

Respondia assim ao presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, que antes dele tinha lamentado que o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (a que pertence o hospital da Feira, em cujo serviço de urgência um homem de 57 anos morreu depois de ter alegadamente aguardado cerca de cinco horas por atendimento médico) enfrente um problema de “grave escassez de recursos humanos não resolvidos por razões burocráticas”. “O sector da saúde não pode estar sujeito às mesmas regras que os outros [sectores]", reclamou o autarca.

Sobre a sua presença na inauguração do “Lenitudes Medical Centre & Research”, que representou um investimento de 20 milhões de euros, o primeiro-ministro disse que é preciso encarar como “bem vindo” todo o investimento privado. “Muitas vezes há a tentação de pensar que o privado só tem lugar onde o Estado está a falhar. Não é assim”, sublinhou, destacando ainda o facto de “a oncologia não [ser] uma área em que, por tradição, a oferta privada se tenha vindo a organizar”.

Antes desta visita, questionado pelos jornalistas sobre o assunto que marcou o dia – o caso de uma doente com hepatite C que morreu em Lisboa sem ter tido acesso a um medicamento inovador –, apesar de considerar “realmente preocupante” o problema do acesso aos fármacos contra esta doença, Passos Coelho defendeu que os Estados devem “fazer tudo o que está ao seu alcance para salvar vidas humanas” mas não a qualquer preço, “custe o que custar”. E considerou, citado pela Lusa, que o preço que está a ser pedido pelo laboratório com a patente do fármaco em questão “não é adequado”.

Sobre esta matéria, explicou ainda que o Estado português tem vindo “a concertar uma estratégia de modo a poder aceder a esses medicamentos mais inovadores a custos que sejam suportáveis”, em conjunto com outros países europeus. Mas não esclareceu para quando está prevista uma solução, sublinhando que isso não de


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