De Reformas e Acordo= circo desGoverno. a 14 de Maio de 2015 às 10:11
Devagar, devagarinho...

Hoje é 13 de Maio, mas não consta que haja milagres em Fátima. No entanto, os vendedores de promessas e relíquias de S. Bento lá arranjaram maneira de fabricar um milagre.
--Decretaram que entraria hoje em vigor o famigerado Acordo Ortográfico.
Como Portugal é o único país lusófono onde vai vigorar, ninguém consegue explicar que raio de acordo é esse feito por um estado consigo próprio.
Daí que este Acordo seja um milagre. Principalmente se conseguir vingar fora do âmbito do Estado e das suas relações com os cidadãos.

S. Bento preparou ainda outro milagre, mas não surtiu efeito.
Ao publicar no Portal do Governo ( http://www.portugal.gov.pt/pt/reformas.aspx ) as 20 reformas estruturais realizadas por Passos e seus discípulos, S. Bento falhou em toda a linha.
Lê-se aquele fraseado todo e chega-se à conclusão que
nem se apresentam os resultados das reformas apregoadas,
nem se vislumbram- exceptuando dois ou três casos- os seus contornos.
Em vez de milagre, saiu número de circo.

Regresso hoje ao CR. Devagar, devagarinho, para não me assustar muito com o que vou lendo e ouvindo após duas semanas de (quase) total ignorância sobre o que se ia passando por aqui.

(- por Carlos Barbosa de Oliveira , Crónicas do R.)


De NeoLiberal, Economia e Empresas... a 14 de Maio de 2015 às 11:05
Economia e Empresas

Nos últimos anos, e particularmente nestes mais próximos, as empresas portuguesas, exceptuando grandes empresas, em situação de monopólio, sofreram impactos profundos, que as desgastaram económica e financeiramente, conduzindo em muitos casos ao seu encerramento, tenha ele tido lugar ou não no quadro de declaração de falência.

As causas dominantes desta erosão foram a enorme queda do poder de compra das famílias, o brutal acréscimo do custo de diversos factores de produção, a subida brutal da carga fiscal e da arbitrariedade da Autoridade Tributária, o aperto no acesso ao crédito (comissões, garantias, juros e spreads) pelo sector bancário e a continuação da predação das empresas e sectores produtivos pelos grandes grupos económicos, nomeadamente da grande distribuição.

(...)

Os efeitos destas políticas sobre as empresas foram devastadores.

Nos primeiros cinco anos após o agudizar da chamada crise, isto é, no período 2008-2012, encerraram quase 173 mil empresas, foram destruídos quase 560 mil postos de trabalho, o volume de negócios das empresas caiu quase 47 mil milhões de euros.

Se considerarmos um período mais longo, 2007-2015 (1º trimestre), o número de empresas desaparecidas, atinge o brutal valor de 337 048, ou seja, cerca de 27 % das empresas existentes em 2007.

Só entre 2011 e 2014 (governo PSD/CDS) temos mais de 100 mil insolvências e 250 mil empresas tecnicamente falidas!

---tags: audição, blog, blogs, castendo, crédito, economia, empresas, encerramentos, factor de produção, falências, famílias, financeira, grupos económicos e financeiros, impostos, jerónimo de sousa, juros, monopólios, pcp, poder de compra, produção, sector financeiro, spreads, tributação

(- por António Vilarigues, OCastendo, 13/5/2015,http://ocastendo.blogs.sapo.pt/ )


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